Algumas experiências para fazer com o filho

Quem se preocupa com o que os filhos fazem no tempo livre e busca se aproximar deles quando surge uma folga tem a chance de passar bons momentos com as crianças diante de experiências científicas. Não é preciso laboratório nem substâncias explosivas. Um pouco de criatividade e buscas rápidas na internet são os ingredientes necessários para chegar a grandes ideias. Além de garantir a diversão e despertar a curiosidade, cada uma é capaz de demonstrar conceitos de áreas como física e biologia. Aproveite os dias de chuva e os finais de semana para reproduzir estes experimentos indicados por especialistas:

Cinto de segurança

Coloque um ovo sobre um carrinho de brinquedo e empurre-o em direção à parede – se não quiser muita bagunça, ele pode estar cozido. Depois, coloque fita crepe no ovo, como se fosse um cinto de segurança, e repita o procedimento. Como a parede interrompe o carrinho, se o ovo não estiver preso, ele tende a continuar em movimento, chocando-se contra a parede ou caindo.

Explicação: aproveite para mostrar a importância do uso de cinto de segurança e descreva a 1ª Lei de Newton: um objeto em movimento continua em movimento em linha reta e com a mesma velocidade a menos que alguém ou algo exerça uma força contrária sobre ele.

 

 

Ilusão de ótica

Corte dois pedaços de cartolina branca (tamanho sugerido de 7×7 centímetros) e cole-os em um palito de churrasco usando fita adesiva. Em cada pedaço da cartolina, desenhe partes complementares de uma figura. Ela deve ficar completa quando o palito for girado rapidamente. Em vez de um palito de churrasco, pode-se usar barbante, mas observe que uma das figuras deve ficar de cabeça para baixo.
Explicação: o fenômeno que ocorre é chamado de persistência da retina. Ao captar uma imagem, o olho humano leva algum tempo para apagá-la da retina. Assim, quando os desenhos são movimentados rapidamente, o olho mistura a imagem anterior com a seguinte, provocando a ilusão do desenho completo.

 

Condução de água e nutrientes em plantas

Faça um corte transversal no caule de uma flor branca – pode ser rosa, palma, cravo, violeta ou crisântemo. Coloque-a sem as folhas em um copo de vidro com água e adicione corante alimentar (as melhores cores são o azul e o vermelho). É preciso aguardar até o dia seguinte. A água será absorvida pelo caule da flor até atingir as pétalas. Os pigmentos coloridos do líquido migram com a água até as pétalas, deixando-as coloridas.

Explicação: a água e os nutrientes presentes no solo são absorvidos pelas raízes e distribuídos por toda a planta, que é dotada de um sistema de condução de água e sais minerais.

 

Aerodinâmica e aviões de papel

Pegue uma folha de papel sulfite comum, tesoura, fita adesiva e lápis de cor para decorar os aviões. O vortex é um modelo diferente do avião tradicional e tem efeitos de voo diferentes. Para fazê-lo, é preciso a metade de uma folha cortada ao meio (na direção do comprimento). Dobre o pedaço de papel ao meio e faça outras três dobras paralelas em um dos lados. Enrole as dobras para o mesmo lado e grude as pontas com fita adesiva (veja imagem). Para iniciar o voo, é preciso segurá-lo pela parte mais pesada e lançá-lo em um espaço aberto girando o pulso.
Explicação: basicamente, o que faz um avião de papel voar são os mesmos princípios e relação de forças que agem em uma aeronave verdadeira. A gravidade tende a puxar o avião para baixo. Logo, se ele voa, existe outra força que o empurra para cima. O voo ocorre devido à diferença de pressão entre a parte superior e inferior da asa e à força de resistência do ar contrária à dos propulsores ou reatores – no caso do avião de papel, a força inicial aplicada pelo seu braço.

Veja mais experimentos em:

http://www.gazetadopovo.com.br/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=1280963&tit=Descobertas-sem-sair-de-casa

 

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