Educação

Dez frases que os pais nunca devem dizer aos seus filhos.Pais devem evitar falas que só ressaltam o lado negativo das crianças, o que pode traumatizar.

Vida de pai e mãe não é fácil. Na correria do dia a dia, é preciso manter a casa e as contas em ordem e ainda cuidar dos filhos. Por isso, algumas vezes, sem perceber, os pais acabam descontando a pressão nos pequenos, com frases que podem ter impactos indesejados
na formação da identidade e do caráter dos filhos. 

Em geral, as frases têm cunho negativo e podem ser absorvidas de forma confusa pelo pequeno. “O que os pais falam têm um peso muito grande na noção e na construção da identidade das crianças. É  necessário ter atenção”, esclarece a psicóloga Adriana Müller, especialista em terapia familiar. 

As falas surgem sem uma contextualização. Por isso, têm uma influência maior na cabeça das crianças. “Tudo o que é ouvido por elas ajuda a construir a identidade própria. É preciso estimulá-los a construir uma compreensão de quem eles são realmente. Se eles ouvem muitas coisas ruins sobre si próprios, vão ficar cada vez mais para baixo, desmotivados”, explica Adriana.

Para ajudar os pais a evitarem esse tipo de situação, a reportagem listou dez frases que não devem ser ditas aos filhos. Todas são muito comuns, como comparações com irmãos e falas que ressaltam, de forma direta e pesada, os defeitos dos pequenos.

“Os pais devem se basear, sempre, no meio termo. Também não podem só elogiar, senão acontece o outro extremo: a criança acha que é imbatível e não tem problemas.Portanto, o ideal é fazer a crítica de maneira construtiva, lembrando sempre que o pai está ali a postos para ajudá-lo a superar aquilo”, orientou a especialista.

4 DE UMA VEZ
Moradora de Chácara Parreiral, na Serra, a especialista em logística Andreia Resende, 38 anos, dribla os desafios do dia a dia para educar os filhos Arthur, 13, André, 11, Davi, 7, e Júlia, 4. A mãe conta que não utiliza um método específico na criação das crianças, mas tenta ser sempre coerente com o que diz aos pequenos.

“Eu falo e faço o que acho que é certo, porque sei que isso influencia na vida deles por muitos anos. Evito frases que façam com que eles fiquem para baixo”, frisa.

Apesar dos cuidados, Andreia confessa que nem sempre é fácil seguir à risca as orientações dos especialistas. “A minha fraqueza é comparar um com o outro. Como são quatro, eles têm características diferentes e eu vez ou outra acabo fazendo essas comparações sem querer”, diz. 

RESPEITO

As mães devem, sim, colocar limites em seus filhos. Mas não por meio de ameaças e medos, que acabam gerando insegurança nas crianças e provocando traumas futuros. Os filhos devem respeitar os pais e não sentir medo. Palavras negativas e repressoras só servem para abalar o emocional.

NÃO DIGA AOS PEQUENOS!

“Seu irmão faz isso melhor do que você”

A criança está construindo a própria individualidade, então precisa saber em quais competências elas se destacam. Quando existe a comparação, os pais podem destacar algo do irmão que a criança não dá conta e fazer e acabar reprimindo alguma virtude dela.

“Vou te colocar de castigo” ou “te bater”

A criança precisa acreditar nos adultos. As ameaças são sempre fortes e raramente cumpridas. Logo, o filho passa a não confiar no que o pai fala.

“Se você mexer aí, a polícia vai vir aqui para te prender”

As crianças devem estabelecer uma relação de respeito com os pais, sem que outra figura de autoridade entre para mediar isso. Se eu preciso de outra figura de autoridade para educar meu filho, preciso reavaliar meu método. 

“Você é muito preguiçoso”

Os pais são a referência na construção da identidade das crianças. O olhar deles vai modelar a individualidade dos pequenos. Portanto, as críticas devem ser construtivas e equilibradas. Ajude-o.

“A injeção não vai doer” ou “Prova só um pedacinho, é uma delícia”

Por mais que os pais queiram “amenizar o sofrimento” dos filhos, é errado mentir. As frases devem ter uma conexão com a realidade. Fale que vai doer pouco e logo passa. É mais válido.

“Quer ir à escola?”

A hierarquia precisa ser mantida para que os pequenos tenham a quem recorrer em caso de dúvidas. Por mais que a criança não queira, os pais sabem que é importante que ele vá para a escola. Se você deixa que ele decida nessa situação, ele vai querer decidir em outras ocasiões também.

“Já falei com você mais de mil vezes”

Educar significa repetir a mesma coisa várias vezes, mas se você acha que está repetindo muito sem retorno, precisa repensar e passar a orientar melhor o filho. Mostre na prática o que está pedindo e avalie se ele está entendendo.

“Odeio sua professora”

Não deve ser dito de maneira nenhuma. Esse é o tipo de assunto que as crianças não têm maturidade para entender e deve ser tratado entre adultos. Por mais que você não goste da professora, precisa estimular a criança a ter um relacionamento positivo e, sobretudo, produtivo.

“Volte para o seu quarto, que não tem bicho lá”

Nunca devemos minimizar ou desqualificar o que as crianças estão falando. O certo é escutar e tentar entender. Diga “eu estou aqui com você”. Crie, junto com a criança, estratégias que ajudem a superar esses medos. Desta forma, ela se sente compreendida, protegida e orientada, e não abandonada no próprio medo, como na forma anterior.

“Você é relaxado como seu pai”

Quando a mãe diz isso (ou o pai diz sobre a mãe), prejudica a referência que o filho tem do pai. Evite esse tipo de comparação para que o outro adulto não seja questionado.

MARIANA PERIM – mvteixeira@redegazeta.com.br

QUINTA-FEIRA, 28 DE AGOSTO DE 2014 A GAZETA

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Educação

Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, afirma estudo. Será mesmo?

Existe uma forma certa de aprender?

Estudo feito por uma Universidade dos Estados Unidos aponta que há baixo aproveitamento do estudo que é feito com base no bom e velho costume de grifar o texto e fazer anotações. Foram avaliadas por tal estudo dez práticas: o teste prático (propor a realização após prática), prática distribuída de estudo (estudar um pouco por dia), técnica de perguntas elaboradas, autoexplicação, cronograma de estudo, resumo, grifar o texto, criação de palavras-chave, associação entre imagens e conceitos e releitura.

Destes, os “vilões” do aproveitamento do estudo foram a criação de palavras-chave, uso de imagens e releitura. Grifar o texto vem em seguida, como atividade de baixo aproveitamento.

Ora, pensando como indivíduo, já é um pouco chocante pensar que existe interesse em descobrir uma forma melhor de apender do que outra. Digo chocante, pois essa ideia pressupõe uma outra: a de que todos teriam, de alguma forma, capacidades semelhantes de aprendizado, o que não é verdade. O próprio estudo levou em consideração tantas variáveis (o tipo de atividade, características dos alunos, materiais e condições do ambiente, por exemplo) que fica contraditório haver um resultado final sendo que varia de acordo com a atividade, perfil do aluno e tópico de estudo. Basicamente, o que se afirma é que, dependendo da pessoa, do que ela estuda e de qual é a finalidade daquele estudo, o método fará diferença no resultado – o que, convenhamos, não é exatamente a invenção da roda.

O que defendo aqui é que cada um encontre as sua própria maneira de aprender. A minha, por exemplo, é grifando e associando aquele trecho ou frase a uma expressão ou palavra-chave, ligando os conceitos entre si ou retomando algo dito anteriormente. Também sei que não funciono fazendo listas de exercícios. No entanto, a descoberta da forma ideal de aprendizado é um processo de erro e acerto, até achar aquilo que funciona e o caminho que te faz aprender.

Em outras palavras: não vá jogar o grifa texto fora. A única pessoa que pode decidir o valor que ele tem para o seu próprio aprendizado é você.

Segundo a pesquisa, a eficiência de cada técnica:

Interrogação elaborativa – ser capaz de explicar um ponto ou um fato – MODERADO
Auto-explicação – como um problema foi resolvido – MODERADO
Resumos – escrever resumos de textos – BAIXO
Marcar ou sublinhar trechos – BAIXO
Mnemônocos – escolher uma palavra para associar à informação – BAIXO
Criação de imagens – formar imagens mentais ao ler ou escutar – BAIXO
Releitura – BAIXO
Teste prático – Auto-teste para checar o conhecimento – principalmente com o auxílio de cartões de memória – ALTO
Prática distribuída – espalhar o estudo em um longo período de tempo – ALTO
Prática intercalada – alternar entre diferentes tipos de problemas – MODERADO

http://literatortura.com/2013/05/24/maioria-dos-metodos-de-estudar-para-provas-nao-funciona-afirma-estudo-sera-mesmo/

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Educação

Com o computador e a internet, ficou fácil fazer o trabalho pedido na escola. Fácil até demais, né? Leja os 12 passos para uma boa e produtiva pesquisa escolar:

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Participação dos pais na escola.

Você acompanha adequadamente a vida escolar de seu filho? Para descobrir, responda ao teste desenvolvido pela psicóloga Luciana Fevorini, especialista em relação família-escola.

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Educação


Paulo Freire – O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a 'ler o mundo' para poder transformá-lo

Texto Márcio Ferrari

Paulo Freire nasceu em 1921 em Recife, numa família de classe média. Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, Freire passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não seguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério. Suas idéias pedagógicas se formaram da observação da cultura dos alunos – em particular o uso da linguagem – e do papel elitista da escola. Em 1963, em Angicos (RN), chefiou um programa que alfabetizou 300 pessoas em um mês. No ano seguinte, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo. Freire foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte.

Paulo Freire foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.

Seres inacabados

O método Paulo Freire não visa apenas tornar mais rápido e acessível o aprendizado, mas pretende habilitar o aluno a "ler o mundo", na expressão famosa do educador. "Trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la)", dizia Freire. A alfabetização é, para o educador, um modo de os desfavorecidos romperem o que chamou de "cultura do silêncio" e transformar a realidade, "como sujeitos da própria história".

No conjunto do pensamento de Paulo Freire encontra-se a idéia de que tudo está em permanente transformação e interação. Por isso, não há futuro a priori, como ele gostava de repetir no fim da vida, como crítica aos intelectuais de esquerda que consideravam a emancipação das classes desfavorecidas como uma inevitabilidade histórica. Esse ponto de vista implica a concepção do ser humano como "histórico e inacabado" e conseqüentemente sempre pronto a aprender. No caso particular dos professores, isso se reflete na necessidade de formação rigorosa e permanente. Freire dizia, numa frase famosa, que "o mundo não é, o mundo está sendo".

Três etapas rumo à conscientização

Embora o trabalho de alfabetização de adultos desenvolvido por Paulo Freire tenha passado para a história como um "método", a palavra não é a mais adequada para definir o trabalho do educador, cuja obra se caracteriza mais por uma reflexão sobre o significado da educação. "Toda a obra de Paulo Freire é uma concepção de educação embutida numa concepção de mundo", diz José Eustáquio Romão. Mesmo assim, distinguem-se na teoria do educador pernambucano três momentos claros de aprendizagem. O primeiro é aquele em que o educador se inteira daquilo que o aluno conhece, não apenas para poder avançar no ensino de conteúdos mas principalmente para trazer a cultura do educando para dentro da sala de aula. O segundo momento é o de exploração das questões relativas aos temas em discussão – o que permite que o aluno construa o caminho do senso comum para uma visão crítica da realidade. Finalmente, volta-se do abstrato para o concreto, na chamada etapa de problematização: o conteúdo em questão apresenta-se "dissecado", o que deve sugerir ações para superar impasses. Para Paulo Freire, esse procedimento serve ao objetivo final do ensino, que é a conscientização do aluno.

Para pensar

Um conceito a que Paulo Freire deu a máxima importância, e que nem sempre é abordado pelos teóricos, é o de coerência. Para ele, não é possível adotar diretrizes pedagógicas de modo conseqüente sem que elas orientem a prática, até em seus aspectos mais corriqueiros. "As qualidades e virtudes são construídas por nós no esforço que nos impomos para diminuir a distância entre o que dizemos e fazemos", escreveu o educador. "Como, na verdade, posso eu continuar falando no respeito à dignidade do educando se o ironizo, se o discrimino, se o inibo com minha arrogância?" Você, professor, tem a preocupação de agir na escola de acordo com os princípios em que acredita? E costuma analisar as próprias atitudes sob esse ponto de vista?

Livros de Paulo Freire:

– Pedagogia da Esperança – Um Reencontro com a Pedagogia do Oprimido , Paulo Freire, Ed. Paz e Terra

– Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire, Ed. Paz e Terra

http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/paulo-freire-300776.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=aprendizagem&

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Maioria dos métodos de estudar para provas não funciona, afirma estudo. Será mesmo?

Existe uma forma certa de aprender?

Estudo feito por uma Universidade dos Estados Unidos aponta que há baixo aproveitamento do estudo que é feito com base no bom e velho costume de grifar o texto e fazer anotações. Foram avaliadas por tal estudo dez práticas: o teste prático (propor a realização após prática), prática distribuída de estudo (estudar um pouco por dia), técnica de perguntas elaboradas, autoexplicação, cronograma de estudo, resumo, grifar o texto, criação de palavras-chave, associação entre imagens e conceitos e releitura.

Destes, os “vilões” do aproveitamento do estudo foram a criação de palavras-chave, uso de imagens e releitura. Grifar o texto vem em seguida, como atividade de baixo aproveitamento.

Ora, pensando como indivíduo, já é um pouco chocante pensar que existe interesse em descobrir uma forma melhor de apender do que outra. Digo chocante, pois essa ideia pressupõe uma outra: a de que todos teriam, de alguma forma, capacidades semelhantes de aprendizado, o que não é verdade. O próprio estudo levou em consideração tantas variáveis (o tipo de atividade, características dos alunos, materiais e condições do ambiente, por exemplo) que fica contraditório haver um resultado final sendo que varia de acordo com a atividade, perfil do aluno e tópico de estudo. Basicamente, o que se afirma é que, dependendo da pessoa, do que ela estuda e de qual é a finalidade daquele estudo, o método fará diferença no resultado – o que, convenhamos, não é exatamente a invenção da roda.

O que defendo aqui é que cada um encontre as sua própria maneira de aprender. A minha, por exemplo, é grifando e associando aquele trecho ou frase a uma expressão ou palavra-chave, ligando os conceitos entre si ou retomando algo dito anteriormente. Também sei que não funciono fazendo listas de exercícios. No entanto, a descoberta da forma ideal de aprendizado é um processo de erro e acerto, até achar aquilo que funciona e o caminho que te faz aprender.

Em outras palavras: não vá jogar o grifa texto fora. A única pessoa que pode decidir o valor que ele tem para o seu próprio aprendizado é você.

Segundo a pesquisa, a eficiência de cada técnica:

Interrogação elaborativa – ser capaz de explicar um ponto ou um fato – MODERADO
Auto-explicação – como um problema foi resolvido – MODERADO
Resumos – escrever resumos de textos – BAIXO
Marcar ou sublinhar trechos – BAIXO
Mnemônocos – escolher uma palavra para associar à informação – BAIXO
Criação de imagens – formar imagens mentais ao ler ou escutar – BAIXO
Releitura – BAIXO
Teste prático – Auto-teste para checar o conhecimento – principalmente com o auxílio de cartões de memória – ALTO
Prática distribuída – espalhar o estudo em um longo período de tempo – ALTO
Prática intercalada – alternar entre diferentes tipos de problemas – MODERADO

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O jogo dos erros de português. Brinque neste jogo e evite 100 erros comuns da língua portuguesa.

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Educação

Menino autista gênio da física cotado para um dia levar Nobel.

Aos dois anos de idade, o jovem americano Jacob Barnett foi diagnosticado com autismo, e o prognóstico era ruim: especialistas diziam a sua mãe que ele provavelmente não conseguiria aprender a ler ou sequer a amarrar seus sapatos.

Mas Jacob acabou indo muito além. Aos 14 anos, o adolescente estuda para obter seu mestrado em física quântica, e seus trabalhos em astrofísica foram vistos por um acadêmico da Universidade de Princeton como potenciais ganhadores de futuros prêmios Nobel.

O caminho trilhado, no entanto, nem sempre foi fácil. Kristine Barnett, mãe de Jacob, diz à BBC que, quando criança, ele quase não falava e ela tinha muitas dúvidas sobre a melhor forma de educá-lo.

"(Após ser diagnosticado), Jacob foi colocado em um programa especial (de aprendizagem). Com quase 4 anos de idade, ele fazia horas de terapia para tentar desenvolver suas habilidades e voltar a falar", relembra.

"Mas percebi que, fora da terapia, ele fazia coisas extraordinárias. Criava mapas no chão da sala, com cotonetes, de lugares em que havíamos estado. Recitava o alfabeto de trás para frente e falava quatro línguas."

Jacob diz ter poucas memórias dessa época, mas acha que o que estava representando com tudo isso eram padrões matemáticos. "Para mim, eram pequenos padrões interessantes."

Estrelas
Certa vez, Kristine levou Jacob para um passeio no campo, e os dois deitaram no capô do carro para observar as estrelas. Foi um momento impactante para ele.

Meses depois, em uma visita a um planetário local, um professor perguntou à plateia coisas relacionadas a tamanhos de planetas e às luas que gravitavam ao redor. Para a surpresa de Kristine, o pequeno Jacob, com 4 anos incompletos, levantou a mão para responder. Foi quando teve certeza de que seu filho tinha uma inteligência fora do comum.

Alguns especialistas dizem, hoje, que o QI do jovem é superior ao de Albert Einstein.

Jacob começou a desenvolver teorias sobre astrofísica aos 9 anos. No livro The Spark (A Faísca, em tradução livre), que narra a história de Jacob, ela conta que buscou aconselhamento de um famoso astrofísico do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, que disse a ela que as teorias do filho eram não apenas originais como também poderiam colocá-lo na fila por um prêmio Nobel.

Dois anos depois, quando Jacob estava com 11 anos, ele entrou na universidade, onde faz pesquisas avançadas em física quântica.
Questionada pela BBC que conselhos daria a pais de crianças autistas – considerando que nem todas serão especialistas em física quântica -, Kristine diz acreditar que "toda criança tem algum dom especial, a despeito de suas diferenças".

"No caso de Jacob, precisamos encontrar isso e nos sintonizar nisso. (O que sugiro) é cercar as crianças de coisas que elas gostem, seja isso artes ou música, por exemplo."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130508_jacob_autismo_genio_pai.shtml

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Educação

10 dicas essenciais para você acompanhar o dia a dia escolar do seu filho.

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O sistema Braille é um processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. Pode-se fazer a representação tanto de letras, como algarismos e sinais de pontuação. Ele é utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, e a leitura é feita da esquerda para a direita, ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo.

O código foi criado pelo francês Louis Braille (1809 – 1852), que perdeu a visão aos 3 anos e criou o sistema aos 16. Ele teve o olho perfurado por uma ferramenta na oficina do pai, que trabalhava com couro. Após o incidente, o menino teve uma infecção grave, resultando em cegueira nos dois olhos.

O Brasil conhece o sistema desde 1854, data da inauguração do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, chamado, à época, Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Fundado por D. Pedro II, o instituto já tinha como missão a educação e profissionalização das pessoas com deficiência visual. "O Brasil foi o primeiro país da América Latina a adotar o sistema, trazido por José Álvares de Azevedo, jovem cego que teve contato com o Braille em Paris", conta a pedagoga Maria Cristina Nassif, especialista no ensino para deficiente visual da Fundação Dorina Nowill.

O código Braille não foi a primeira iniciativa que permitia a leitura por cegos. Havia métodos com inscrições em alto-relevo, normalmente feito por letras costuradas em papel, que eram muito grandes e pouco práticos. Quatro anos antes de criar seu método, Louis Braille teve contato com um capitão da artilharia francesa que havia desenvolvido um sistema de escrita noturna, para facilitar a comunicação secreta entre soldados, já utilizando pontos em relevo. Braille simplificou esse trabalho e o aprimorou, permitindo que o sistema fosse também utilizado para números e símbolos musicais.

O Braille hoje já está difundido pelo mundo todo e, segundo pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", de 2008, do Instituto Pró-Livro, 400 mil pessoas leem Braille no Brasil. Não é possível, segundo o Instituto Dorina Nowill, calcular em porcentagem o que esses leitores representam em relação à quantidade total de deficientes visuais no país. Isso porque o censo do ano 2000, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que há 169 mil pessoas cegas e 2,5 milhões de pessoas com baixa visão. No entanto, este último grupo é muito heterogêneo – há aqueles que enxergam apenas 1% e, portanto, poderiam ler apenas em Braille, como pessoas que enxergam 30% e podem utilizar livros com letras maiores.

A falta de informação é ainda o principal problema que Maria Cristina percebe em relação ao Braille. "Muitos professores acham que é simples ensinar o Braille a um aluno cego. No entanto, a alfabetização com esse sistema tem suas especificidades, e o professor, para realizar essa tarefa com êxito, tem de buscar ajuda", explica a especialista.

Hoje institutos como o Benjamin Constant, o Dorina Nowill e muitos outros pelo país oferecem programas de capacitação em Braille e dispõem de vasto material sobre o assunto.

Renata Costa (novaescola@atleitor.com.br)

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Educação

Como se comportar na plateia. Dez regras de ouro para não fazer feio em teatros, cinemas e casas de show

O show mal começa e o mal-educado se levanta para tirar fotos. Durante as primeiras músicas, está mais preocupado em mexer no smartphone para publicar as imagens nas redes sociais, mas, quando reconhece sua canção favorita, resolve ficar de pé novamente para registrar o momento especial em vídeo. E canta junto, a plenos pulmões, abafando a voz de quem está no palco. Quem nunca presenciou uma cena dessas? É de tirar do sério o mais pacato dos espectadores. Nós ouvimos cinco personalidades do cenário cultural da capital mineira para listar dez regras básicas que deveriam ser seguidas – mas infelizmente muitas vezes não são – pelas pessoas que vão ver filmes e espetáculos. O crítico musical Kiko Ferreira, a atriz Teuda Bara, do Grupo Galpão, a doutora em cinema Ana Lúcia Andrade, a coreógrafa Suely Machado, da companhia de dança Primeiro Ato, e o maestro Fabio Mechetti, da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, são unânimes: o público anda se comportando como se estivesse em casa – chega no horário que bem entende, conversa alto e atende o celular no meio da apresentação. Confira as dicas que eles deram e não passe vergonha por aí.

1 – Seja pontual

Em apresentações ao vivo, atraso é falta de respeito com os artistas e com os outros espectadores. ‘’No teatro, nosso objetivo é fazer as pessoas acreditarem na fantasia’’, diz a atriz Teuda Bara. ‘’O retardatário quebra essa atmosfera.’’ No cinema, apesar de os atores não estarem presentes, chegar depois do início também é deselegante. ‘’Se estiver atrasado, entre sem dar um pio’’, orienta a professora Ana Lúcia Andrade. E contente-se com a primeira poltrona vazia que encontrar. ‘’É muita cara de pau, com o filme rolando, querer um lugar no centro da fileira.’’

2 – Respeite o lugar marcado

Quem comprou o assento 32 tem o direito de sentar-se no assento 32. ‘’Não existe jeitinho para isso’’, afirma o crítico Kiko Ferreira. ‘’Quando uma pessoa ocupa o lugar da outra, acontece uma onda de troca-troca e reclamações que dura até o show começar.’’ Sentar-se em outra poltrona só vale quando, depois de a apresentação ter início, ficar claro que ela não foi vendida ou o dono não apareceu.

3 – Evite conversas paralelas

‘’A tela da música é o silêncio’’, afirma o maestro Fábio Mechetti. ‘’A execução da música clássica por 100 artistas requer atenção.’’ Para uma orquestra fazer o seu melhor, a audiência também tem de colaborar. ‘’As pessoas pensam que seus cochichos não são ouvidos’’, destaca a coreógrafa Suely Machado. ‘’Mas várias pessoas cochichando em um ambiente fechado geram um barulho que desconcentra quem está no palco.’’ Depois da apresentação, saia para jantar e converse quanto quiser.

4 – Desligue o celular

O telefone móvel lidera o ranking das queixas. ‘’Se o sujeito não for um obstetra, não há razão para deixar o aparelho ligado’’, pondera Ana Lúcia. Para ela, pôr o telefone no modo silencioso é pouco. Suely concorda: ‘’Um adulto deve ser capaz de, por pelo menos duas horas, dar mais valor à arte a que decidiu assistir do que à mensagem de seu amigo’’. O pior dos mundos é atender à chamada e sussurrar para avisar que não pode falar. Se não pode falar, não atenda. ‘’Outro dia, uma senhora quase se enfiou debaixo da cadeira para explicar que estava no cinema’’, diz Ferreira. ‘’Àquela altura, já tinha incomodado todos a seu redor.

5 – Não filme nem tire fotos

Tirar fotos, especialmente com flash, incomoda quem está no palco. Também é irritante ver os espectadores mexendo em seu smartphone para registrar tudo nas redes sociais antes mesmo de a apresentação acabar. ‘’Qual é o sentido de, em vez de aproveitar o espetáculo, ficar se preocupando em registrar imagens de má qualidade?’’, questiona Suely.

6 – Controle a gula

Cinema e pipoca são um clássico. O assunto, porém, causa controvérsia. ‘’Quanto maior o piquenique, menor a concentração’’, diz Ana Lúcia. Em um arrasa-quarteirão repleto de explosões e gritos na tela, pode até não incomodar tanto. Já se a fita é mais introspectiva, qualquer barulhinho fica insuportável. Lanches com odores fortes são proibidos sempre.

7 – Mantenha os pés quietos

O assento da frente não foi feito para descansar os pés. O palco, então, nem se fala. ‘’Já soube de artista que interrompeu sua performance para pedir a uma pessoa que tirasse o pé de cima do tablado’’, conta Mechetti. Fez muito bem.

8 – Não faça dueto

‘’A pessoa paga para ouvir um determinado artista, e não o seu desafinado vizinho de assento’’, lembra Suely. Cantores de chuveiro devem se contentar em fazer shows no próprio banheiro.

9 – Namore com discrição

Quem nunca namorou no cinema? Poder, pode. ‘’E no teatro também’’, diz Teuda. Mas há limite. Não vale fazer ruído nem balançar a cabeça, atrapalhando a visão de quem está atrás. Mãos dadas continuam sendo o estilo mais elegante para viver um romance no escurinho da plateia.

10 – Aplauda na hora certa

Os aplausos são esperados por todo artista. Há, porém, hora certa para a manifestação. ‘’Quando assumi a Filarmônica, precisava sinalizar com a mão, entre um movimento e outro, que ainda não era o momento certo de bater palmas’’, recorda Mechetti. No teatro, sobretudo em musicais, ou em óperas, palmas em cena aberta são permitidas. Segundo Teuda, o que dita se a reação é bacana ou exagerada, atrapalhando o andamento, é o bom-senso – que, aliás, é sempre o melhor conselheiro do público bem-educado.

Texto Sabrina Abreu

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Educação

Como ensinar seu filho a fazer amigos

Ele não precisa ser o mais popular da escola nem ter uma turma enorme. Mas tem que saber ser sociável e conseguir cultivar boas amizades

Os coleguinhas da escola vivem indo nas casas uns dos outros. Seu filho fica sempre de fora. Nas festinhas de aniversário, todos brincam, menos ele. O pequeno não sai do seu lado: você tenta enturmá-lo na pracinha ou no clube, mas não adianta. E ele vai crescer com a dificuldade de fazer amigos e pode se tornar um adolescente, e até um adulto, isolado. "Não adianta impor aos filhos a obrigação de fazer amigos. É preciso lidar com isso com naturalidade, é um processo longo, mas que vale a pena", analisa a psicóloga Lélia Reis.

"Amigos servem para mostrar às crianças que existem outras formas de afeto além da família. Isso traz independência e ajuda no desenvolvimento", completa a psicóloga.

Ensinar seu filho a fazer amigos vai ajudá-lo a entender o que é solidariedade e cooperação, e vai fortalecê-lo como pessoa. Além disso, evita o bullying (comportamento agressivo entre estudantes). "Como sempre, o melhor ensinamento é o limite, fundamental para que ele entenda que deve respeitar o espaço do outro e, assim, fazer e cultivar amigos", resume Lélia.

A importância da amizade em cada etapa da vida, veja em http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/como-ensinar-seu-filho-fazer-amigos-694565.shtml

Texto Roberta Cerasoli

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Educação

Que palavrão é esse, menino?

Crianças reproduzem os palavrões muitas vezes até sem saber seu significado. Saiba como ampliar o vocabulário do seu filho ensinando a criança a expressar a raiva sem ser mal-educada.

A professora vai ao banheiro e, quando volta à sala, dá de cara com um palavrão escrito na lousa. Em vez de passar um sermão, ela lista todas as formas bonitas de se dizer a mesma coisa. Essa situação realmente ocorreu, e a resposta da professora à provocação dos alunos impressionou a pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura, Estudos e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP): "Ela desmontou as crianças!". Para ela, em vez de repetir o tempo todo "não pode falar isso", os pais devem ajudar seus filhos a se expressarem de outras maneiras. Nem sempre dá para ser tão direto como a professora do exemplo – crianças pequenas não entendem isso. Mas é possível dizer o que pensamos sem falar um único palavrão.

Palavrão mágico!
     "Uma dica que funciona com crianças pequenas é inventar com elas uma palavra toda diferente e ‘atrapalhada’ para elas usarem quando quiserem desafogar a raiva ou alguma decepção", explica a pedagoga. Assim, seu filho pode "xingar" sem xingar de verdade e sem que todo mundo fique olhando espantado aquele ser fofo dizendo coisas pesadas.

Fale o que pensa sem nenhum palavrão!
     "A tendência da criança, principalmente as mais novinhas, é imitar os adultos. Algumas são mais espertas e até sabem o significado do palavrão, mas a maioria das pequenas repete por repetir mesmo", alerta a pedagoga da PUC-SP. Cabe aos pais, então, dar o exemplo e controlar a língua na frente deles.

– Fique atenta no trânsito! É muito comum, após levar uma fechada, sair gritando grosserias. Mas as crianças estão no banco de trás…

7 respostas para as suas maiores dúvidas

1. O que fazer quando a criança fala palavrão pela primeira vez?
     Se não foi dito de forma bem clara, vale até fingir que não ouviu para não chamar atenção ao fato. Mas, se foi em alto e bom som, explique que é feio e mostre outras palavras que ela pode usar para pôr para fora raiva ou euforia. "Os pais podem sugerir palavras mais leves para ela expressar os sentimentos", diz Maria Angela.

2. E se ela continuar falando palavras inadequadas?
     "Aí os pais têm de impor regras, limites. Podem tirar alguma coisa de que a criança goste, por exemplo", diz a especialista da PUC-SP. Uma ideia? Proibir seu filho de ver desenho. Mas tem de cumprir o combinado, por mais que doa em você a punição! Ele tem de saber que, de fato, vai perder alguma coisa se continuar desobedecendo.

3. Os pais devem explicar o que o palavrão significa?
     Quando a criança é pequena, ela já sabe que não é correto falar, mas, na maioria das vezes, ela nem tem ideia do que está dizendo. Pode até saber em que situação se fala aquilo, mas não entende o significado. Melhor não explicar para não reforçar o uso do palavrão. A partir de 7 ou 8 anos, já dá para transformar esse momento em aprendizado. "Nessa fase, a criança começa a usar o dicionário, e dá para aproveitar e pesquisar junto com ela palavras que podem substituir a palavra pesada", ensina Maria Angela.

4. Quando a criança começa a falar palavrão?
     "Geralmente bem pequenininha. Com 2 anos e meio ou 3 anos, ela já repete um palavrão", explica a pedagoga. É só começar a falar melhor, e o risco já está lá. Corrija desde cedo.

5. Hoje a garotada fala mais palavrão do que antigamente? Por quê?
     As palavras que a criança aprende não têm relação com os tempos modernos. "A linguagem está ligada ao ambiente onde ela vive", diz Maria Angela. Ou seja, se a família fala mais palavrão, os filhos tendem a falar também. Mas, segundo a especialista, algumas crianças e adolescentes conseguem separar as coisas: usam palavrão na escola, mas não em casa.

6. Se os pais não dizem palavrões, devem afastar o filho de quem fala?
     Não precisa. "Quando é alguém da família ou um amigo mais próximo, os pais podem conversar e pedir para não falar na frente da criança", aconselha a pedagoga. Afinal, seu filho não pode ser isolado do mundo, mas também não dá para deixar o palavrão virar um hábito para ele.

7. Adultos costumam achar engraçado ouvir criança falar palavrão, é certo rir?
     Pode ser a palavra mais horrorosa do mundo, mas dita por aquela fofurinha… Se achar engraçado e não conseguir se controlar, evite que a criança perceba isso. Ela não entende que foi uma reação por impulso. Pode pensar que está agradando e aí vai repetir muitas vezes o palavrão.

Texto Nathalia Molina

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/palavrao-esse-menino-703194.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=fds

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Educação

Jogo brasileiro ajuda na educação de crianças com autismo.

Pais e educadores de crianças com autismo têm mais uma ferramenta a seu serviço. Um jogo criado por um mestre em ciências da computação pela PUC-RJ auxilia na alfabetização de estudantes nessa condição. Chamado Aiello, em homenagem a Santa Elena Aiello, a plataforma permite à criança associar nomes e imagens de objetos, ampliando seu vocabulário. "É um jogo simples que tem um personagem principal, um esquilo, que solicita uma palavra qualquer para a criança. Ele pede prato, então tem um prato lá e ela seleciona", explica o criador Rafael Cunha. Existe ainda a possibilidade de configurar o jogo para que, em vez de objetos, apareçam palavras, o que o faria útil também para auxiliar no aprendizado das palavras escritas.

O software foi criado por Rafael como parte da sua dissertação de mestrado, defendida em dezembro do ano passado. A novidade é que o programa, que estava disponível apenas para a realização da pesquisa, foi liberado para acesso do público geral e já conta com uma série de usuários.

A motivação para o desenvolvimento desse aplicativo veio da esposa de Rafael. Fonoaudióloga, ela estava atendendo uma criança com autismo que tinha dificuldade de socialização, mas se interessava muito por computadores. Logo, ele procurou uma maneira de usar o dispositivo para a alfabetização de crianças nessa condição.

Segundo o psicólogo especialista na área Robson Faggiani, o uso da informática pode ser de grande importância na educação de autistas, já que eles costumam gostar de mídias interativas, como vídeos e games. Faggiani acredita que, desde que usadas com moderação e como complemento ao ensino regular, essas ferramentas são muito úteis.

A professora do Departamento de Psicologia da PUC-RJ Carolina Lampreia auxiliou Cunha a entender as necessidades da criança com autismo. Ela realça que o método utilizado pelo jogo é interessante, pois trabalha de modo lúdico com o intuito de motivar a criança. Assim, ela se sente estimulada a seguir realizando as tarefas solicitadas. "O modelo que ele utilizou é muito interessante, chama-se escolha segundo a amostra. Você tem uma amostra e duas opções. Se escolhe a certa, a criança é recompensada de alguma forma, toca uma música ou o bonequinho se mexe", explica.

Outra vantagem apontada pelo psicólogo é que a maior parte desses programas de computador é desenvolvida em outros países, o que torna o uso por crianças brasileiras mais difícil. Faggiani elogia a iniciativa: "É bom que um brasileiro esteja fazendo isso em português. Sou completamente a favor do uso", diz.

O jogo é recomendado para crianças entre cinco e nove anos e está disponível no site www.jogoseducacionais.com, compatível com qualquer navegador de internet, tanto em dispositivos móveis quanto em computadores.

 

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Educação

Educação no trânsito não tem idade, ela começa desde pequeno e perdura a vida toda.

Descubra como a Turma da Mônica  lida com esse assunto.

Leia a história completa em

http://www.monica.com.br/institut/edu-tran/pag3.htm

 

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EDUCAÇÃO

Quadrinhos que educam! Os HQs podem ser uma boa fonte de aprendizagem para seu filho.

Seu filho não gosta de ler? Experimente comprar um gibi ou um livro de histórias em quadrinhos. Eles ensinam bons valores e dão aulas de conhecimentos gerais enquanto divertem. E há opções para todas as idades!

Personagens da Disney

Mickey, Minnie, Pato Donald, Peninha, Zé Carioca, Pateta, Pluto, Professor Pardal… São inúmeros os personagens em quadrinhos criados por Walt Disney desde 1928. E suas tirinhas costumam vir recheadas de informações históricas e culturais. Para fazer com que as viagens do Tio Patinhas fiquem mais autênticas, por exemplo, os desenhistas recorrem a mapas, artigos, fotos e reportagens da revista National Geographic. Aproveite que as revistas em quadrinhos da Disney são publicadas pela Editora Abril há mais de 60 anos!

Lições

– Incentivar a leitura, adaptando clássicos da literatura

– Apresentar informações de história e geografia

Turma da Mônica

As peripécias da garota dentuça e de seus amigos divertem a criançada desde 1959, além de incentivá-la a exercer a cidadania, preservar a natureza e aceitar as diferenças. Para isso, o brasileiro Mauricio de Sousa incluiu na turminha personagens com deficiências, como o Humberto, que é mudo, o Luca, um cadeirante, e a Dorinha, uma menina deficiente visual. Para entreter também adolescentes, foi criada a Turma da Mônica Jovem.

Lições

– Valorizar as amizades

– Reforçar a educação no trânsito

Calvin e Haroldo

Calvin e Haroldo Nenhum cartunista soube captar tão bem o espírito infantil quanto o norte-americano Bill Watterson. Suas tirinhas, publicadas de 1985 a 1995 em mais de 2 mil jornais (e hoje reunidas em livros), contam a história de Calvin, um garoto de 6 anos cheio de personalidade e muita imaginação, e de seu amigo Haroldo, um sábio tigre de pelúcia. Juntos, eles se metem em situações divertidas. "Os melhores quadrinhos são espelhos de ‘casa maluca’, que distorcem aparências apenas para nos ajudar a reconhecer e rir de nossas características essenciais", diz Watterson.

Lições

– Respeitar a natureza

– Descobrir felicidade nas pequenas coisas

– Mostrar como ler pode ser divertido

Mafalda

Idealizada pelo argentino Quino, Mafalda é uma menina preocupada com a humanidade, que questiona tudo e resolve se rebelar contra o estado atual das coisas, sempre com uma pitada de humor. Seus quadrinhos foram publicados de 1964 a 1973 nos jornais da Argentina. Mas Mafalda ainda pode ser vista em livros e já ilustrou campanhas sobre os direitos humanos, como a Declaração Universal dos Direitos da Criança (do Unicef).

Lições

– Gostar de estudar

– Ter senso crítico

Garfield

Criado pelo americano Jim Davis, Garfield é um gato preguiçoso e viciado em lasanha, que nem sempre se comporta. Ele vive dormindo e adora sacanear Odie, o cachorro da família, e Jon Arbuckle, o dono dos dois. Mas é inteligente e divertido. Suas tirinhas são publicadas desde 1978, já ultrapassaram os 2,5 mil jornais e já viraram até filme.

Lição

– Amar a si mesmo

Snoopy

Nos quadrinhos do americano Charles M. Schulz, Snoopy é um cão que vive no mundo dos sonhos. Em 50 anos, ele, seu dono Charlie Brown (o Peanuts ou Minduim) e sua turma estiveram em milhares de jornais. Hoje, suas aventuras podem ser lidas em livros.

Lição

– Ser sempre otimista

Texto Beatriz Levischi

http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/quadrinhos-educam-694176.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=aprendizagem

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Educação

Arte para respirar melhor

Desenhar, pintar, fazer esculturas com massinhas… Expressar os sentimentos por meio de um trabalho artístico abranda a ansiedade e facilita o controle da asma infantil, aponta um estudo do National Jewish Health, nos Estados Unidos. Os especialistas submeteram 22 garotos asmáticos de 7 a 14 anos à seguinte experiência: metade deles recebeu exclusivamente o tratamento padrão e o restante ganhou de bônus sessões de arteterapia durante sete semanas.

Sorte de quem exercitou o lápis e o pincel. “Ao desenhar ou pintar, o paciente fica menos exposto à ansiedade, um gatilho para as crises”, diz Anya Beebe, a líder da pesquisa. “Além disso, o asmático revela como se sente em relação à doença e, assim, podemos ajudá-lo a vencer o medo e a insegurança.”

* Matéria publicada na edição de agosto da revista Saúde, autores: Diogo Sponchiato e Lia Scheffer
 

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