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Veja 7 características que formam um bom aluno e como você pode ajudar seu filho a se tornar um

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7 dicas para organizar melhor o tempo de seu filhoComo administrar o calendário do seu filho para que o aprendizado e a produtividade aumentem

Texto Thais Romanelli

Horários, prazos e obrigações. Se administrar as atividades cotidianas já não é fácil para os adultos, imagine para as crianças! Durante a vida escolar, as lições de casa, os trabalhos e as provas se tornam cada vez mais frequentes, exigindo dos alunos organização e planejamento. A falta de uma rotina pré-estabelecida muitas vezes compromete o aproveitamento do aluno. Para que isso não aconteça, é preciso a colaboração dos pais. "O auxílio dos adultos na organização é crucial. São necessárias conversas para que os combinados sejam retomados e revistos, se for o caso", alerta Rita de Cassia Gallego, professora doutora da Faculdade de Educação da USP.

Para que a organização do tempo funcione, é preciso pensar nas reais demandas do dia a dia do estudante e da casa. Isso não significa que os filhos devam seguir a rotina dos pais, ao contrário, é essencial para o desenvolvimento que as crianças aprendam a lidar com as questões pessoais e assim construam seus próprios horários.

Não adianta os pais implantarem um padrão de rotina que massacre o estudante. É preciso ser certeiro e fazer com que a rotina auxilie e não martirize a todos. "Se a organização dos estudos estiver atenta para as fragilidades e as potencialidades das crianças, poderá favorecer o desempenho da criança nas aulas", completa.

1. Hora de fazer a agenda – O estabelecimento de horários combinados para as atividades pode ser determinante para o funcionamento da rotina. "Assim, as próprias crianças sabem de seus deveres previamente combinados e podem cumpri-los", acredita Rita de Cássia Gallego, professora doutora da Faculdade de Educação da USP.

A rotina do estudante, contudo, não precisa ser imposta pelos pais. Pode – e deve – ser determinada conjuntamente. Perguntar para o jovem como é o seu dia desde que levanta e mostrar algumas opções de organização é interessante e mostra aos pais a visão que os filhos têm do próprio dia a dia. A pedagoga Virgínia de Ávila, da Unesp, aconselha que os pais comecem a negociação de uma rotina ponderando junto aos filhos o que deve vir primeiro no horário diário: os estudos ou o lazer. "Dependendo da resposta e das preferências de cada um é possível adequar o horário de estudos. O cuidado com o cotidiano deixa as crianças mais seguras e confiantes", explica.

É possível até transformar esse momento de organização em algo agradável. "Uma sugestão simples é fazer um quadro com a rotina, colorido, personalizado… Depois de realizado, ele pode ser colocado num lugar visível, na agenda, na geladeira, na porta do guarda-roupa, enfim…", completa Virgínia de Ávila.

2. Hora de organizar o espaço – O ambiente em que os estudos acontecem também interfere diretamente na organização diária. "A criança aprende a organizar o seu tempo tomando como base o modelo adulto que dispõe. O recinto familiar deve oferecer condições para que ela aprenda a se organizar e sentir a necessidade dessa organização", diz a pedagoga Virgínia de Ávila, da Unesp.

Portanto, manter a casa organizada, disponibilizar um espaço adequado para os estudos, sem barulho, bagunça e distrações é muito importante. Para a criança criar a própria organização é pré-requisito conviver em um ambiente também organizado.

O material também deve estar arrumadinho — antes e depois das tarefas. "Arrumar a mochila e ver se está tudo em ordem e limpo, olhar os cadernos e observar se não ficou nada incompleto são atividades que podem ser feitas durante o horário de estudos em dias mais livres e que estimulam a organização", completa a pedagoga.

3. Hora de extravasar – Muitos são os estudantes que, além dos deveres da escola, se ocupam de atividades extracurriculares. Balé, natação, música, futebol e outros cursos podem, sim, complementar a formação. Mas essas atividades complementares jamais podem se tornar um peso excessivo no dia a dia das crianças e dos adolescentes. A sobrecarga de tarefas pode ser tão ruim ou até mesmo pior do que a falta delas.

É importante que o desejo de realizar determinada atividade parta das crianças e não dos pais. "O interesse da criança deve ser respeitado pelos pais. Nem sempre a atividade que os adultos julgam ser a melhor, é melhor de fato", diz a pedagoga Virgínia de Ávila, da Unesp. "As atividades extracurriculares só são benéficas quando o estudante expresse satisfação em sua realização e demonstre que tem aprendido", alerta Rita de Cássia Gallego, professora doutora da Faculdade de Educação da USP.

O aprendizado que cada atividade oferecida deve ser levado em conta. "É relevante que se avalie se a escolha da atividade traz, de fato, contribuições na formação da criança, caso contrário, é preciso avaliar as alternativas e mudar de atividade para que as atividades extracurriculares representem realmente um benefício", diz Rita de Cássia Gallego.

4. Hora de brincar – A brincadeira não pode ficar de fora e também precisa ter seu horário garantido dentro do dia a dia das crianças e dos jovens. É importante que a rotina seja bem pensada para que não haja sobrecarga de atividades e que seja garantido um tempo para o lazer. "A dedicação de parte do dia para a brincadeira e ao lazer traz prazer, desafios, descontração, o que é fundamental, inclusive, para a realização das atividades previstas pela escola ou outras que exigem concentração e disciplina", explica Rita de Cássia Gallego, professora doutora da Faculdade de Educação da USP. Organize a rotina de modo que tudo esteja previsto e combinado com a criança para que ela não seja uma mera cumpridora de tarefas.

5. Hora da escola – Uma parceria entre pais e educadores pode ser ainda mais benéfica para o aluno. "A escola pode ajudar os alunos na condução dos seus estudos em casa. Como? Criando rotinas e fazendo avaliações que sirvam para trabalhar as dificuldades notadas e para evidenciar as melhoras e as conquistas de objetivos", explica Rita de Cássia Gallego, professora doutora da Faculdade de Educação da USP.

O retorno das duas partes é essencial. "Quando a escola detecta algum problema os pais devem ser chamados e, juntos, a escola e a família devem buscar estratégias para a solução das dificuldades", diz a pedagoga Virgínia de Ávila, da UNESP. "Da mesma forma, os pais devem notificar as dificuldades observadas na realização das atividades em casa para que os professores, assim, tomem providências em sala de aula", completa.

6. Hora de dormir – O sono também deve fazer parte de uma rotina regrada. Dormir bem e no horário certo influi no dia a dia e pode até mesmo ajudar no aproveitamento escolar. "Um ambiente estruturado, ou seja, com horário para dormir, acordar, fazer a higiene e as refeições repercute positivamente no desenvolvimento das crianças. A regularidade dá o equilíbrio necessário para o desempenho de diversas tarefas ao longo do dia", explica a pedagoga Virgínia de Ávila, da UNESP. "A incorporação de hábitos auxilia no cumprimento das diferentes tarefas realizadas em sala de aula".

7. Hora de ponderar – Na tentativa de ajudar os filhos, muitos pais acabam tornando o acompanhamento escolar excessivo. Participar é essencial, porém é preciso tomar cuidado para que esta prática não se torne uma tutela. Acompanhar as lições, dar sugestões nos trabalhos, tudo isso faz parte, mas ficar em cima e principalmente fazer por eles são coisas que não podem acontecer, caso contrário, a criança não desenvolve responsabilidade e autonomia. Por outro lado, impor as regras e, depois, sair fora também não resolve. "Não basta estabelecer a rotina com o filho e achar que isso é suficiente para que a criança se organize. O acompanhamento desses momentos a serem dedicados aos estudos permite perceber em que ocasiões a presença dos pais é mais importante", explica a professora Rita de Cassia Gallego.

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/planejamento-estudos-618323.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar

 

 

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Como ajudar seu filho na hora da lição de casa? Especialistas indicam como agir para contribuir com a aprendizagem de seu filho.

Sabe qual é a melhor maneira de descobrir se o seu filho está indo bem na escola? Acompanhando a lição de casa dele. Ao participar do dia a dia escolar de seu filho, você consegue perceber se ele está aprendendo o que deveria durante o decorrer do ano. Assim, se perceber que as dúvidas estão se acumulando, você pode procurar a ajuda da escola.

Outra vantagem de saber o que seu filho está estudando é aproveitar para mostrar como tudo aquilo que ele está vendo na escola têm relação com o cotidiano. Como uma reportagem no telejornal sobre a seca, por exemplo. Se seu filho está estudado sobre os efeitos da falta d´água na agricultura, é um bom momento para comentar e deixar que ele fale o que sabe sobre o assunto. "Quando isso acontece, o aprender passa ser algo gostoso, estimulante. E quando a criança descobre o prazer de aprender o interesse pela escola aumenta", afirma a psicóloga Danila Secolim Coser.

Por isso, vale a pena valorizar a hora da lição e criar um ambiente motivador e favorável ao aprendizado. Confira as dicas do que fazer antes, durante e depois da hora da lição compiladas de entrevistas com: Danila Secolim Coser, psicóloga; Heloisa Padilha, educadora e psicopedagoga; Fátima Regina Pires de Assis, professora de graduação e pós-graduação do curso de Psicologia da PUC-SP; Rose Mary Guimarães Rodrigues, docente do curso de Pedagogia da Unitri (Centro Universitário do Triângulo). Todas as entrevistadas possuem pesquisas ou trabalhos acadêmicos sobre Lição de Casa.

ANTES

1. Entenda seu filho
Uma grande ajuda na hora da lição de casa é saber o que motiva e o que desanima seu filho. Por exemplo, será que ele gosta que você fique por perto ou prefere privacidade? Será que ele precisa que você ajude-o a organizar por qual matéria começar ou ele quer decidir isso sozinho?

2.Defina as regras em comum acordo
Converse com seu filho e estabeleçam – juntos – como será a rotina para a lição. Onde será feita, em qual horário, etc. Deixe que ele explique suas preferências e seja flexível. Por exemplo: ele não quer perder o programa de TV favorito. Ajustem o horário de modo que ele tenha este direito garantido. Direito que ele perde se não terminar a tarefa a tempo (caso o combinado seja fazer antes) ou se não desligar a TV logo depois (para ir logo se dedicar à lição).
Lembre-se: o ideal é não alterar a rotina, mas, se for o caso, explique o motivo da mudança.

3. Organize o lugar
Escolham – juntos – o local onde a lição será feita. Mas garanta que ele esteja arrumado e limpo na hora combinada. Se for a mesa da cozinha, por exemplo, nada de alimentos ou pratos na hora da lição, hein?
Lembre-se: o bem-estar é superimportante. Verifique a temperatura do ambiente, a iluminação, a ventilação. Quanto mais confortável ele estiver, melhor!

4. Acabe com a distração
Desligue a televisão e o rádio e tente eliminar – ou diminuir -outros sons que atrapalhem a concentração. Ajude seu filho a se concentrar na tarefa!

5. Fique de olho na disposição dele
Na hora da lição, seu filho precisa estar bem disposto. Ou seja: não pode estar cansado, com fome, irritado, distraído… O melhor neste caso é resolver o problema primeiro. E isso vale para você também! Resolva essas questões antes de começar!

6. Confira se todo o material necessário está disponível
Parar a lição para procurar onde está o lápis de cor, a régua ou o dicionário só ajuda a tirar o foco da tarefa. Organize tudo antes de começar para não haver dispersão!

DURANTE

7. Respeite o momento
Todos em casa devem saber que a lição está sendo feita e contribuir, evitando interrupções, barulhos desnecessários ou ações que tirem a concentração e o foco de quem está estudando.

8. Veja se seu filho sabe o que é para ser feito
Pergunte se ele tem dúvidas sobre o que o professor pediu para fazer e coloque-se à disposição para ajudá-lo.

9. Auxilie em caso de dúvidas
Se seu filho tiver uma dúvida, ajude-o. Mas não responda por ele. Sugira que ele procure exemplos parecidos no livro ou no caderno, ou então, ajude-o a pensar sobre o assunto até que ele chegue à sua própria conclusão.

10. Ocupe-se com coisas parecidas
Enquanto ele faz contas, que tal dar uma olhada no orçamento? Se ele vai produzir um texto, aproveite para fazer alguma anotação. O ideal é não parecer que se está fazendo algo mais interessante do que ele – como jogar no computador, por exemplo, ou ver TV.

11. Incentive-o a rever a lição
Olhar a lição de novo depois de terminada é uma boa prática. Se ele pedir para você rever com ele, valorize o esforço e não aponte diretamente os erros. Caso encontre coisas incorretas e perceba que ele tem condição de localizar o erro, estimule-o comentando. "Que tal rever este trecho ou esta conta, veja se está tudo certo ou se encontra algo errado?". Elogie-a se ele encontrar o problema e jamais brigue se isso não ocorrer.

DEPOIS

12. Veja se a lição foi corrigida
Será que a lição de casa foi corrigida? A falta de correção da lição pode desestimular seu filho. Afinal, ele pode entender que de nada valeu tanto esforço. Caso isso se repita sempre, é interessante conversar na escola – com o professor ou com o coordenador.

13. Elogie os acertos e não aponte os erros
Seu filho acertou todos os exercícios da lição passada? Ele merece que você lhe dê parabéns! Mas se errou muitos, nada de briga. Pergunte se, com a correção do professor ele entendeu porque errou. Se a resposta for negativa, estimule-o a tirar dúvidas diretamente com o professor. E acompanhe.

14. Informe o professor em caso de dificuldade
Seu filho deveria ter condição total de fazer a lição de casa sem achá-la muito difícil ou complicada. Afinal, se a lição foi passada, é porque o professor já explicou aquele conteúdo. Às vezes pode ser apenas uma dificuldade pontual e neste caso, estimule seu filho a tirar dúvidas com o professor. Caso isto se torne frequente, o melhor é ir até a escola para identificar onde está o problema.

Texto Luciana Fleury – Educar para Creser

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23 dicas para seu filho se dar bem na escola. Quanto mais os pais participam da vida escolar, mais os jovens aprendem

O apoio dos pais e a manutenção de um bom ambiente familiar como extensão da escola são fatores indispensáveis para o desenvolvimento educacional das crianças. A família pode colaborar de várias maneiras: participando das reuniões da escola e verificando o caderno do estudante diariamente; conversando sobre o cotidiano da escola – o que foi ensinado naquele dia; que tipo de trabalhos foram feitos com os colegas – e impedindo que a criança falte às aulas.

Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação, ações simples dos familiares na realidade educacional dos filhos podem fazer toda diferença. Ela indica o incentivo à comunicação por bilhetes em casa e sugere que as crianças sejam motivadas a ler para os seus pais. "Não se pode entrar na lógica de como ajudar os filhos apenas nos estudos durante o período de provas. É preciso dizer como o pai pode ajudar na melhoria da alfabetização", diz. Vale lembrar que família pode -e deve-, sim, contribuir com as questões escolares, mas cabe à instituição de ensino a sistematização do conhecimento.

Veja a seguir como colaborar para que o seu filho se dê bem na escola a partir de dicas simples e práticas, baseadas em pesquisas e na experiência dos melhores profissionais da área no Brasil e no mundo.

1. Ajude na melhoria do rendimento escolar

Pesquisas mostram que quando os pais acompanham e se envolvem com os estudos dos filhos, as notas dos estudantes aumentam significativamente.

2. Pergunte o que ele aprendeu

É muito importante perguntar o que ele aprendeu nas aulas e mostrar que você está interessado na vida escolar do seu filho. Se puder, peça que ele lhe ensine algo novo – isso vai ajudá-lo a fixar o conteúdo.

3. Não o deixe faltar às aulas

Assistir às aulas todos os dias, do começo ao fim, é importante para entender as matérias e não perder o fio da meada. Não o deixe faltar sem necessidade! Nem mesmo chegar atrasado.

4. Estimule-o a estudar

Filhos estimulados pelos pais a fazer os deveres têm um desempenho melhor. Atenção: estimular não é fazer a lição por ele, mas ajudá-lo a descobrir as respostas por conta própria.

5. Combine um horário de estudo

Combine um horário para os estudos e separe um lugar da casa para isso. Se usar a mesa de refeições, por exemplo, tire o que puder atrapalhar. Ah, não se esqueça de desligar a TV, para que ele se concentre nos deveres.

6. Mostre que estudar é um prazer

Estudar é a única obrigação do seu filho, certo? Mas, e se, além disso, fosse um prazer? Não seria melhor? Compartilhe esse momento. Acompanhe-o, ajude-o a chegar às conclusões sozinho e mostre interesse, mesmo se não souber a resposta certa.

7. Seja paciente

Errar, já diz o ditado, é humano. E faz parte da aprendizagem. Se você tiver certeza de que o seu filho está errando, peça para ele ler novamente as respostas dos exercícios em que tem dificuldade. Nunca, nunca, o chame de burro, de lento, de lerdinho. Cada pessoa tem um tempo para aprender – respeite isso.

8. Confira os cadernos

Olhe os cadernos e as apostilas dele e mostre interesse pelos trabalhos. Ao perceber que ele se dedicou, dê valor. Afinal, este é o trabalho dele nesta fase da vida.

9. Pergunte nas reuniões

Nas reuniões de pais e mestres, pergunte qual conteúdo será desenvolvido em cada matéria. A escola precisa ter um plano curricular, e você e outros pais devem cobrar isso.

10. Converso sobre as notas

Se ele estiver com nota baixa, converse com o professor e veja como pode ajudar. Quanto antes ele começar o reforço escolar, melhor.

11. Garanta o acesso aos livros

Pesquisas mostram que quanto antes as crianças tiverem acesso aos livros, melhor será o desempenho delas na escola, pois a leitura é base para todas as matérias. Atenção: não obrigue seu filho a ler. Estimule-o. A leitura tem de ser um momento de lazer e de prazer.

12. Ler sempre

Leia sempre – é bom para você e excelente para o seu filho, que seguirá o seu exemplo naturalmente. Converse com ele sobre o livro, a revista ou o jornal que estiver lendo. Deixe seus livros ao alcance das mãos dele. Livro é para ser lido, não é para enfeitar prateleira.

13. Abuse das bibliotecas

Faça uma ficha para o seu filho na biblioteca mais próxima da sua casa. A maioria dos municípios do Brasil tem bibliotecas públicas e a inscrição é gratuita. Aproveite.

14. Brinque com o seu filho

Muitas brincadeiras são verdadeiros estímulos. Principalmente aquelas que incentivam a leitura, a escrita ou os cálculos. Exemplos de brincadeiras legais: forca, caça-palavras, palavras cruzadas.

15. Seja coerente

Seja coerente: suas atitudes refletem o que você pensa. Mostre que estudar é importante e ler, divertido. Estude e leia na frente do seu filho.

16. Use dicionário

É importante buscar o significado correto das palavras para aumentar o vocabulário e a capacidade de expressão. Também é bom saber usar a grafia correta. Incentive o seu filho a não usar abreviações no computador.

17. Escreva sempre

Escreva sempre que puder – bilhetes, cartas, e-mails, listas de compras… Pais que utilizam a escrita em casa ajudam na alfabetização dos filhos. Além disso, quem escreve melhor fala melhor!

18. Acompanhe o Ideb

Toda escola pública do país tem uma nota de 0 a 10: o Ideb (índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Você encontra a nota da escola do seu filho no educarparacrescer.abril.com.br/nota-da-escola e checa se o colégio tem uma Educação de qualidade.

19. Conheça os professores

É importante conhecer os professores do seu filho e se familiarizar com o ambiente que ele frequenta todos os dias.

20. Valorize o professor

Apoie o trabalho dos professores e mostre que você admira a profissão. Afinal, eles serão os grandes responsáveis pela Educação de seu filho. Pergunte a eles o que será ensinado e como você pode ajudar.

21. Converse com o professor

Converse com o professor do seu filho sempre que possível. Se não concordar com a opinião do professor, fale com ele a sós, e nunca na frente do seu filho. Ensine, sempre, o seu filho a ouvir o professor e respeitá-lo.

22. Engaje-se na escola

Entre para a associação de pais. Não tenha vergonha de apresentar o seu ponto de vista à diretoria e aos professores da escola. Critique, elogie, faça sugestões sempre.

23. Vá às reuniões escolares

É nas reuniões que você conhece a escola a fundo, acompanha o aprendizado, esclarece dúvidas gerais, vê seu filho sob outros pontos de vista… Se não puder ir, chame alguém da família para ir no seu lugar.

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Ajude o seu filho a fazer o dever de casa sem traumas.

Não tem jeito e não adianta reclamar. Todos os estudantes têm que fazer o dever de casa  enão é preciso fazer cara feia. Com algumas dicas, é possível fazer com que as horas dedicadas às tarefas escolares sejam muito produtivas e prazerosas.

Uma das primeiras atitudes que pode ajudar o aluno é criar o hábito de estudar, recomenda uma das coordenadoras pedagógicas da escola Monteiro Lobato, Maria da Penha Totola. “É preciso ter horário. É claro que pode variar de acordo com as atividades extracurriculares da criança e da disponibilidade da família para orientá-la”.

De acordo com ela, a família precisa desenvolver no aluno a vontade de estudar. “Aprender a ter prazer com os estudos é algo para toda a vida. Estudar não é apenas fazer o dever de casa. É revisar o que foi visto na escola e levar isso passar a vida”. Maria também diz que é preciso estudar em um local iluminado, silencioso e organizado. O que concorda Solange Pianezzola, que é coordenadora pedagógica na mesma escola. “Um espaço dedicado ao estudo também é importante para ajudar a criança”, afirma Solange.

A rotina também é destacada pela psicóloga e terapeuta familiar Adriana Salezze. Ela explica que os pais devem encontrar formas de mostrar que o dever de casa não é um castigo. “Desde cedo, as crianças precisam ter exemplo de que estudar é legal. Os pais têm que ler para seus filhos, mesmo antes de eles entrarem na escola. Isso mostra que ler e estudar é importante”.

A assessora de comunicação Letícia Cola Cariello Ruschi, 40 anos, mãe do Gustavo, 6, sabe bem a importância dessa rotina. Entre os cuidados para o filho estudar estão o horário e estudar sobre uma mesa bem iluminada. “Ele acorda, toma café e faz a lição de casa. Como é algo contínuo e que fazemos tranquilamente, Gustavo ainda consegue brincar e ver televisão antes de ir para a escola. Meu filho gosta muito de ler, pois eu sempre li para ele. Então, ele tem prazer na hora de estudar”.

Outra recomendação da psicóloga para os pais é não ressaltar o que não gostavam na escola. O aconselhável é exaltar o que aprenderam e o que gostavam. “Podem até contar que tiveram dificuldades, mas frases como" Eu sempre detestei estudar’ irá desmotivar o filho”, recomenda Adriana.

Se mesmo assim, a criança ainda se negar a fazer o dever de casa ou chorar, a psicóloga diz que o adulto deve argumentar e mostrar que todos os coleguinhas também farão a tarefa. “E, por último, se tudo isso não resolver, será preciso usar a autoridade de pai e mãe, pois o dever de casa precisa fazer parte da rotina”.

Dicas para tudo ficar bem

Hábito
Crie uma rotina na sua casa
O ideal é tentar fazer o dever de casa no mesmo horário todos os dias. Para estipular um horário, considere os hábitos da família e o temperamento do seu filho

Acompanhamento
Se precisar, oriente o seu filho
Nos primeiros anos de escola, é melhor que seja num lugar onde você esteja por perto para ajudar se necessário

Afaste os ruídos da hora de estudar
Longe da televisão e do rádio
Não é aconselhável fazer as tarefas vendo televisão ou ouvindo música nem na hora do lanche

Tempo
Não precisa ser perfeito
Se esforçar para fazer as coisas direito é admirável, mas seu filho deve saber que é impossível ser perfeito. Se ele exagerar com autocrítica, combine um tempo que ele deve gastar em cada tarefa – tipo dez minutos – e fique firme nesse tempo

Descubra
O que o “não” quer dizer
Se, apesar de seus melhores esforços, seu filho se recusar a fazer o dever de casa, tente descobrir a razão desse comportamento. Converse
com a professora e veja se ele precisa de mais ajuda

Negociação
Várias formas de estudar
Se o problema for apenas com o dever de casa, tente dividir a lição em tarefas menores e peça à criança que faça pelo menos uma

Elogios
Reconheça o que seu filho faz
Não se esqueça de que toda criança gosta de elogios. O reconhecimento de seu esforço – ainda que não resulte em uma nota “10” – é o maior incentivo e uma maneira poderosa de mostrar ao seu filho a importância de tentar fazer o melhor

DAYSE TORRES – A GAZETA DOMINGO, 23 DE JUNHO DE 2013
dtorres@redegazeta.com.br

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Atenção dos pais na infância é fundamental! Crianças que não têm a atenção e o carinho adequados podem sofrer de distúrbios psicológicos e comportamentais.

Será que o apego materno tem efeitos no desenvolvimento de um bebê? De acordo com uma pesquisa realizada na Romênia por pesquisadores americanos, a resposta é sim – e muito! A relação de crianças nos primeiros anos de vida com seus pais – biológicos ou adotivos- pode ser determinante para um bom desenvolvimento do cérebro.

O professor de pediatria e um dos autores da pesquisa, Charles Nelson III, da escola de medicina de Harvard, verificou que boa parte de distúrbios psicológicos e comportamentais constatados em adolescentes e adultos pode ser consequência da falta de atenção sofrida logo na primeira infância. A lista inclui problemass de relacionamento social, déficit de atenção, menor QI, síndromes similares a autismo e até déficit de crescimento (nanismo).

Isso acontece porque um cérebro menos maduro, como o de um bebê, é muito afetado por características fundamentais do ambiente, como a luz e a linguagem. Crianças criadas em orfanatos não recebem os estímulos necessários para o desenvolvimento, e por isso têm uma propensão maior a apresentar esses distúrbios do que aquelas que cresceram em um ambiente familiar, estimulante e enriquecedor.

Pode parecer óbvio, mas a pesquisa é importante para mostrar como, independente da situação socioeconômica, são o cuidado, o carinho e a atenção os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da criança. "Amor é o básico necessário, e isso não tem nada a ver com dinheiro", diz Nelson.

A pesquisa, além de provar que abrigos podem ter um efeito negativo no desenvolvimento do cérebro, também apontou como há um período ideal em que é possível reverter os efeitos causados pela negligência: de preferência antes dos dois anos de idade.

1. Os efeitos da negligência na primeira infância

Os dois primeiros anos de vida são fundamentais. O desenvolvimento do cérebro começa algumas semanas após a concepção e, logo na primeira infância, nossa capacidade de nos modificarmos devido à experiência é muito maior. O que acontece durante este período pode ter impacto muitos anos depois, inclusive na saúde mental e psicológica do adulto.

É por isso que cérebros muito jovens precisam de interatividade logo cedo. Gravações de áudio e televisão não são suficientes, o órgão requer uma vasta gama de estímulos linguísticos, cognitivos e sociais. Brincadeiras, desafios, interação real.

Em orfanatos e abrigos, crianças geralmente são criadas em grupo, por um número reduzido de cuidadoras. Assim, são por vezes submetidas a uma rotina regimental, isolamento, agressões e falta de cuidados. De acordo com Charles Nelson III, o fato de bebês ficarem separados em berços, por exemplo, parados durantes horas, apenas olhando para o teto, é um fator inibidor do desenvolvimento adequado, pois assim não se estimula o choro, a fala e o movimento.

2. Desafios

Para Charles Nelson III, o maior desafio agora é transformar esta pesquisa em informações que cheguem aos políticos, clínicos e pais sobre as desvantagens de se criar crianças em orfanatos e os benefícios de criá-las em família.

A adoção de nada adianta sem os recursos necessários para se criar e garantir bons lares e evitar o abandono das crianças. É por isso que, para Nelson, torna-se cada vez mais importante incentivar o apego materno logo cedo. São necessárias políticas que eduquem os próprios pais sobre a melhor forma de cuidar do bebê.

3. Como foi feita a pesquisa

A pesquisa, uma parceria entre as Universidades de Tulane, Maryland, e o Children's Hospital Boston, acompanhou crianças criadas em orfanatos e em casas de famílias desde 2000, na cidade de Bucareste, Romênia. No início, os pesquisadores separam um grupo de crianças de orfanatos e as transferiram para lares adotivos. A outra metade permaneceu sob os cuidados da instituição.

A partir de então, testes e acompanhamentos foram realizados com ambos os grupos aos 30, 42 e 54 meses de idades dos bebês, e novamente quando completaram oito anos, de forma que foi possível comparar o desenvolvimento cerebral de crianças criadas em orfanatos com o de aquelas adotadas e, ainda, com o de crianças que nunca tinham passado por uma instituição que cuide de crianças órfãs ou abandonadas.

Texto Beatriz Montesanti

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Dicas para seu filho se dar bem na escola. Quanto mais os pais participam da vida escolar, mais os jovens aprendem.

O apoio dos pais e a manutenção de um bom ambiente familiar como extensão da escola são fatores indispensáveis para o desenvolvimento educacional das crianças. A família pode colaborar de várias maneiras: participando das reuniões da escola e verificando o caderno do estudante diariamente; conversando sobre o cotidiano da escola – o que foi ensinado naquele dia; que tipo de trabalhos foram feitos com os colegas – e impedindo que a criança falte às aulas.

Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação, ações simples dos familiares na realidade educacional dos filhos podem fazer toda diferença. Ela indica o incentivo à comunicação por bilhetes em casa e sugere que as crianças sejam motivadas a ler para os seus pais. "Não se pode entrar na lógica de como ajudar os filhos apenas nos estudos durante o período de provas. É preciso dizer como o pai pode ajudar na melhoria da alfabetização", diz. Vale lembrar que família pode -e deve-, sim, contribuir com as questões escolares, mas cabe à instituição de ensino a sistematização do conhecimento.

Veja a seguir como colaborar para que o seu filho se dê bem na escola a partir de dicas simples e práticas, baseadas em pesquisas e na experiência dos melhores profissionais da área no Brasil e no mundo.

1. Ajude na melhoria do rendimento escolar

Pesquisas mostram que quando os pais acompanham e se envolvem com os estudos dos filhos, as notas dos estudantes aumentam significativamente.

2. Pergunte o que ele aprendeu

É muito importante perguntar o que ele aprendeu nas aulas e mostrar que você está interessado na vida escolar do seu filho. Se puder, peça que ele lhe ensine algo novo – isso vai ajudá-lo a fixar o conteúdo.

3. Não o deixe faltar às aulas

Assistir às aulas todos os dias, do começo ao fim, é importante para entender as matérias e não perder o fio da meada. Não o deixe faltar sem necessidade! Nem mesmo chegar atrasado.

4. Estimule-o a estudar

Filhos estimulados pelos pais a fazer os deveres têm um desempenho melhor. Atenção: estimular não é fazer a lição por ele, mas ajudá-lo a descobrir as respostas por conta própria.

5. Combine um horário de estudo

Combine um horário para os estudos e separe um lugar da casa para isso. Se usar a mesa de refeições, por exemplo, tire o que puder atrapalhar. Ah, não se esqueça de desligar a TV, para que ele se concentre nos deveres.

6. Mostre que estudar é um prazer

Estudar é a única obrigação do seu filho, certo? Mas, e se, além disso, fosse um prazer? Não seria melhor? Compartilhe esse momento. Acompanhe-o, ajude-o a chegar às conclusões sozinho e mostre interesse, mesmo se não souber a resposta certa.

7. Seja paciente

Errar, já diz o ditado, é humano. E faz parte da aprendizagem. Se você tiver certeza de que o seu filho está errando, peça para ele ler novamente as respostas dos exercícios em que tem dificuldade. Nunca, nunca, o chame de burro, de lento, de lerdinho. Cada pessoa tem um tempo para aprender – respeite isso.

8. Confira os cadernos

Olhe os cadernos e as apostilas dele e mostre interesse pelos trabalhos. Ao perceber que ele se dedicou, dê valor. Afinal, este é o trabalho dele nesta fase da vida.

9. Pergunte nas reuniões

Nas reuniões de pais e mestres, pergunte qual conteúdo será desenvolvido em cada matéria. A escola precisa ter um plano curricular, e você e outros pais devem cobrar isso.

10. Converse sobre as notas

Se ele estiver com nota baixa, converse com o professor e veja como pode ajudar. Quanto antes ele começar o reforço escolar, melhor.

11. Garanta o acesso aos livros

Pesquisas mostram que quanto antes as crianças tiverem acesso aos livros, melhor será o desempenho delas na escola, pois a leitura é base para todas as matérias. Atenção: não obrigue seu filho a ler. Estimule-o. A leitura tem de ser um momento de lazer e de prazer

12. Ler sempre

Leia sempre – é bom para você e excelente para o seu filho, que seguirá o seu exemplo naturalmente. Converse com ele sobre o livro, a revista ou o jornal que estiver lendo. Deixe seus livros ao alcance das mãos dele. Livro é para ser lido, não é para enfeitar prateleira.

13. Abuse das bibliotecas

Faça uma ficha para o seu filho na biblioteca mais próxima da sua casa. A maioria dos municípios do Brasil tem bibliotecas públicas e a inscrição é gratuita. Aproveite.

14. Brinque com o seu filho

Muitas brincadeiras são verdadeiros estímulos. Principalmente aquelas que incentivam a leitura, a escrita ou os cálculos. Exemplos de brincadeiras legais: forca, caça-palavras, palavras cruzadas.

15. Seja coerente

Seja coerente: suas atitudes refletem o que você pensa. Mostre que estudar é importante e ler, divertido. Estude e leia na frente do seu filho.

16. Use dicionário

É importante buscar o significado correto das palavras para aumentar o vocabulário e a capacidade de expressão. Também é bom saber usar a grafia correta. Incentive o seu filho a não usar abreviações no computador.

17. Escreva sempre

Escreva sempre que puder – bilhetes, cartas, e-mails, listas de compras… Pais que utilizam a escrita em casa ajudam na alfabetização dos filhos. Além disso, quem escreve melhor fala melhor!

18. Conheça os professores

É importante conhecer os professores do seu filho e se familiarizar com o ambiente que ele frequenta todos os dias.

19. Valorize o professor

Apoie o trabalho dos professores e mostre que você admira a profissão. Afinal, eles serão os grandes responsáveis pela Educação de seu filho. Pergunte a eles o que será ensinado e como você pode ajudar.

20. Converse com o professor

Converse com o professor do seu filho sempre que possível. Se não concordar com a opinião do professor, fale com ele a sós, e nunca na frente do seu filho. Ensine, sempre, o seu filho a ouvir o professor e respeitá-lo.

21. Engaje-se na escola

Entre para a associação de pais. Não tenha vergonha de apresentar o seu ponto de vista à diretoria e aos professores da escola. Critique, elogie, faça sugestões sempre.

22. Vá às reuniões escolares

É nas reuniões que você conhece a escola a fundo, acompanha o aprendizado, esclarece dúvidas gerais, vê seu filho sob outros pontos de vista… Se não puder ir, chame alguém da família para ir no seu lugar.

Texto Equipe Educar

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Família

Brigas entre irmãos: qual é o limite? Discussões entre filhos são normais, mas não podem ser muito frequentes nem violentas demais

Você está tranquila em casa até que ouve uma gritaria vindo do quarto das crianças. Chega lá e vê seus filhos engalfinhados, como dois lutadores de boxe. O quarto virou um ringue. Você tenta saber quem começou e qual é a razão de tanta agressividade. As pessoas que você mais ama não se entendem. Onde foi que errou? "As diferenças entre irmãos são normais. E as brigas dentro de uma família funcionam como um treino para a vida em sociedade, mas os pais devem dar aos filhos a noção dos limites dessas discussões", orienta Natércia Tiba, psicoterapeuta clínica de casais e de família e autora do livro Mulher sem Script (Integrare Editora). Com as lições da especialista, você vai ver que não é tão difícil quanto parece transmitir aos filhos o comportamento correto diante de um conflito.

Estudos comprovam que o auge da rivalidade entre meninos irmãos é aos 6 ou 7 anos. Já entre as meninas, as brigas são mais comuns um pouco mais tarde, na adolescência. Veja as dicas de como agir quando surge um conflito.

Qual é a hora certa de interferir?
     Depende de cada criança, mas, de maneira geral, a hora certa para os pais interromperem a briga é quando um dos filhos está alterado, chorando ou gritando muito. "Nesse estágio, a criança perde a razão e toma atitudes impensadas. Aí é a hora de interferir", explica Natércia.

– Converse e diga que sentir raiva não resolve nada. Ensine seus filhos a ter autocontrole.

– Não separe a briga aos berros. Isso é exemplo de descontrole.

– Não aceite que eles partam para a agressão de forma alguma, nem física, nem verbal. Violência gera violência!

– Mesmo que dividam o quarto, cada um deve ter o seu espaço. E isso precisa ser respeitado.

Como estimular a amizade entre os filhos?
     Natércia Tiba dá dicas para ajudar os pais nessa missão – Tenha sempre em mente que ser justo com os filhos não é tratá-los de forma igual, mas sim tratá-los de acordo com as necessidades de cada um.

– Faça programas diferentes com cada filho e valorize esse tempo a sós com cada um. E reforce como gosta deles!

– Evite fazer comparações. Elogie ou critique, quando for necessário, mas nunca usando o outro como referência.

– A maior aliança entre as crianças é a risada. Estimule seus filhos a brincarem e se divertirem juntos.

– Não force para que eles façam tudo juntos. É normal que tenham gostos e turmas de amigos diferentes.

– Não coloque um filho para vigiar o outro. Não crie um dedo-duro entre eles. Veja como agir em cinco situações de conflito entre seus filhos.

1. Seus filhos estão se xingando
     Seus filhos começam a discutir e de repente estão se xingando. Você não faz nada porque acha que eles devem se entender sozinhos.

Errado – Quando chega ao ponto da agressão física ou verbal, não importa quem começou, é preciso interromper a briga e colocá-los de castigo. Assim, quando começarem a se alterar, vão entrar em um acordo antes de irem para o castigo.

2. Tudo que um tem, o outro tem que ter
     Seu filho mais velho entrou na escolinha de futebol. Você compra uma chuteira para ele e uma outra para o mais novo.

Errado – "Se você for levar seu filho de 5 anos para tomar uma vacina para a idade dele, vai levar também o de 9?", questiona Natércia. A terapeuta completa: "A criança não `quebra' se ficar frustrada. Explique que, naquele momento, quem precisa da chuteira é o irmão e que, se um dia o caçula for jogar, ele também ganhará a dele".

3. Seus filhos vivem brigando
     Seus filhos vivem brigando e, para melhorar isso, você matricula os dois em esportes coletivos, como futebol, mas em escolas diferentes.

Certo – O esporte é ótimo para o desenvolvimento da criança, mas colocar os dois na mesma escolinha pode transformar o campo de futebol em um ringue de luta livre. Evite isso.

4. O pai sai com o filho e a mãe com a filha
     É importante que cada filho tenha o seu momento de ficar sozinho com os pais. Mas seu marido vive dizendo que não sabe que programas fazer com a filha de vocês. Então, ele sempre sai com o filho e você, com a menina.

Errado – "Os filhos precisam de momentos de exclusividade, sim, mas algumas vezes com o pai e outras com a mãe. Essa divisão por sexo não deve existir", diz a psicoterapeuta. O pai pode tentar algo de que ele e a filha gostem, como passear de bicicleta ou tomar sorvete.

5. Brigas enquanto você está fora
     Seus filhos estão com a babá em casa. De repente, toca o telefone no seu trabalho e são eles, aos berros. Você não sabe como começou a briga, portanto, deixa os dois de castigo, sem computador por dois dias, por exemplo.

Certo – Explique que o objetivo é fazê-los se unirem, mas, se chegaram a ponto de lhe telefonar alterados por causa de uma briga, devem ficar de castigo para pensar sobre o assunto e não repetir esse comportamento numa próxima vez..

Texto Roberta Cerasoli – http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/brigas-irmaos-limite-692587.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=comportamento%20&

 

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Família

10 dicas de uma mãe que educa. Neste Dia das Mães, veja o que torna você tão especial.

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Família

23 dicas para seu filho se dar bem na escola. Quanto mais os pais participam da vida escolar, mais os jovens aprendem.

O apoio dos pais e a manutenção de um bom ambiente familiar como extensão da escola são fatores indispensáveis para o desenvolvimento educacional das crianças. A família pode colaborar de várias maneiras: participando das reuniões da escola e verificando o caderno do estudante diariamente; conversando sobre o cotidiano da escola – o que foi ensinado naquele dia; que tipo de trabalhos foram feitos com os colegas – e impedindo que a criança falte às aulas.

Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação, ações simples dos familiares na realidade educacional dos filhos podem fazer toda diferença. Ela indica o incentivo à comunicação por bilhetes em casa e sugere que as crianças sejam motivadas a ler para os seus pais. "Não se pode entrar na lógica de como ajudar os filhos apenas nos estudos durante o período de provas. É preciso dizer como o pai pode ajudar na melhoria da alfabetização", diz. Vale lembrar que família pode -e deve-, sim, contribuir com as questões escolares, mas cabe à instituição de ensino a sistematização do conhecimento.

Veja a seguir como colaborar para que o seu filho se dê bem na escola a partir de dicas simples e práticas, baseadas em pesquisas e na experiência dos melhores profissionais da área no Brasil e no mundo.

1. Ajude na melhoria do rendimento escolarPesquisas mostram que quando os pais acompanham e se envolvem com os estudos dos filhos, as notas dos estudantes aumentam significativamente.

2. Pergunte o que ele aprendeuÉ muito importante perguntar o que ele aprendeu nas aulas e mostrar que você está interessado na vida escolar do seu filho. Se puder, peça que ele lhe ensine algo novo – isso vai ajudá-lo a fixar o conteúdo.

3. Não o deixe faltar às aulasAssistir às aulas todos os dias, do começo ao fim, é importante para entender as matérias e não perder o fio da meada. Não o deixe faltar sem necessidade! Nem mesmo chegar atrasado.

4. Estimule-o a estudarFilhos estimulados pelos pais a fazer os deveres têm um desempenho melhor. Atenção: estimular não é fazer a lição por ele, mas ajudá-lo a descobrir as respostas por conta própria.

5. Combine um horário de estudoCombine um horário para os estudos e separe um lugar da casa para isso. Se usar a mesa de refeições, por exemplo, tire o que puder atrapalhar. Ah, não se esqueça de desligar a TV, para que ele se concentre nos deveres.

6. Mostre que estudar é um prazerEstudar é a única obrigação do seu filho, certo? Mas, e se, além disso, fosse um prazer? Não seria melhor? Compartilhe esse momento. Acompanhe-o, ajude-o a chegar às conclusões sozinho e mostre interesse, mesmo se não souber a resposta certa.

7. Seja pacienteErrar, já diz o ditado, é humano. E faz parte da aprendizagem. Se você tiver certeza de que o seu filho está errando, peça para ele ler novamente as respostas dos exercícios em que tem dificuldade. Nunca, nunca, o chame de burro, de lento, de lerdinho. Cada pessoa tem um tempo para aprender – respeite isso.

8. Confira os cadernosOlhe os cadernos e as apostilas dele e mostre interesse pelos trabalhos. Ao perceber que ele se dedicou, dê valor. Afinal, este é o trabalho dele nesta fase da vida.

9. Pergunte nas reuniõesNas reuniões de pais e mestres, pergunte qual conteúdo será desenvolvido em cada matéria. A escola precisa ter um plano curricular, e você e outros pais devem cobrar isso.

10. Converso sobre as notasSe ele estiver com nota baixa, converse com o professor e veja como pode ajudar. Quanto antes ele começar o reforço escolar, melhor.

11. Garanta o acesso aos livrosPesquisas mostram que quanto antes as crianças tiverem acesso aos livros, melhor será o desempenho delas na escola, pois a leitura é base para todas as matérias. Atenção: não obrigue seu filho a ler. Estimule-o. A leitura tem de ser um momento de lazer e de prazer.

12. Ler sempreLeia sempre – é bom para você e excelente para o seu filho, que seguirá o seu exemplo naturalmente. Converse com ele sobre o livro, a revista ou o jornal que estiver lendo. Deixe seus livros ao alcance das mãos dele. Livro é para ser lido, não é para enfeitar prateleira.

13. Abuse das bibliotecasFaça uma ficha para o seu filho na biblioteca mais próxima da sua casa. A maioria dos municípios do Brasil tem bibliotecas públicas e a inscrição é gratuita. Aproveite.

14. Brinque com o seu filhoMuitas brincadeiras são verdadeiros estímulos. Principalmente aquelas que incentivam a leitura, a escrita ou os cálculos. Exemplos de brincadeiras legais: forca, caça-palavras, palavras cruzadas.

15. Seja coerenteSeja coerente: suas atitudes refletem o que você pensa. Mostre que estudar é importante e ler, divertido. Estude e leia na frente do seu filho.

16. Use dicionárioÉ importante buscar o significado correto das palavras para aumentar o vocabulário e a capacidade de expressão. Também é bom saber usar a grafia correta. Incentive o seu filho a não usar abreviações no computador.

17. Escreva sempreEscreva sempre que puder – bilhetes, cartas, e-mails, listas de compras… Pais que utilizam a escrita em casa ajudam na alfabetização dos filhos. Além disso, quem escreve melhor fala melhor!

18. Conheça os professoresÉ importante conhecer os professores do seu filho e se familiarizar com o ambiente que ele frequenta todos os dias.

19. Valorize o professorApoie o trabalho dos professores e mostre que você admira a profissão. Afinal, eles serão os grandes responsáveis pela Educação de seu filho. Pergunte a eles o que será ensinado e como você pode ajudar.

20. Converse com o professorConverse com o professor do seu filho sempre que possível. Se não concordar com a opinião do professor, fale com ele a sós, e nunca na frente do seu filho. Ensine, sempre, o seu filho a ouvir o professor e respeitá-lo.

21. Engaje-se na escolaEntre para a associação de pais. Não tenha vergonha de apresentar o seu ponto de vista à diretoria e aos professores da escola. Critique, elogie, faça sugestões sempre.

22. Vá às reuniões escolaresÉ nas reuniões que você conhece a escola a fundo, acompanha o aprendizado, esclarece dúvidas gerais, vê seu filho sob outros pontos de vista… Se não puder ir, chame alguém da família para ir no seu lugar.

 Texto Equipe Educar

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Família

Resoluções de ano novo

Elas também podem existir na vida escolar de seu filho. Proponha combinados e faça a sua parte – você vai ver que ele também cumprirá a dele.

No ano passado, a correria foi grande, os percalços na escola também. Talvez seu filho tenha feito recuperação, repetido o ano ou simplesmente não tenha se saído como você (e ele) gostariam. Por outro lado, você também sentiu que poderia ter participado mais da rotina escolar. Essa reflexão não é motivo para desânimo, mas sim para motivá-los a fazer diferente em 2013. Como? Negociando combinados.

O combinado consiste em uma resolução acertada entre os pais e o filho. "Não pode ser uma imposição, mas sim o fruto de uma conversa com a criança. Se participar do contrato, ela o cumpre", ressalta Paula Furtado, psicopedagoga e autora de livros infanto-juvenis de São Paulo. Paula atende em seu consultório crianças com dificuldades na escola e percebe que elas são as primeiras a admitir que é preciso operar uma mudança para obter melhores resultados.

Na busca por uma rotina escolar mais produtiva e gratificante, o papel dos pais é fundamental, afinal, as crianças precisam de supervisão. "Se o ano já começa errado, dificilmente dará para salvar lá na frente", alerta a psicopedagoga, que nos ajudou a selecionar alguns pontos essenciais dos combinados entre pais e filhos. O resto é com vocês!

1. NegociaçãoDesde o primeiro momento, o combinado não pode parecer à criança um monte de regras sem sentido, daí a importância de uma conversa honesta entre vocês. Com base nos ocorridos no ano anterior, pergunte ao seu filho: como você acha que se saiu na escola no ano passado? Há algo que possamos melhorar? O que nós, pais, poderíamos fazer para ajudar você? Com base nas respostas, proponha os combinados. Vocês podem começar, por exemplo, montando juntos um calendário semanal, com os horários previstos para todas as atividades.

2. Horário da lição"Já fez a tarefa de casa?" é uma pergunta estressante para o pai e para o filho – ainda mais se feita todo santo dia. O melhor é combinar, já no início das aulas, que horário será dedicado à lição. E decidir juntos é imprescindível. Questione: quando você se sente melhor para estudar? Mesmo que não seja o horário que os pais julguem mais adequado, respeitar a escolha da criança é o primeiro passo para o sucesso do combinado – que pode ser revisto mais para frente, caso não dê certo. "As crianças costumam ficar mais atentas aos combinados do que os próprios pais. Elas adoram ‘pegar’ deslizes", lembra Paula Furtado.

3. Jogos em famíliaDe certa forma, um jogo é um combinado: os participantes discutem as regras e, uma vez que todos as aceitam, competem entre si respeitando-as. Por isso, é interessante propor jogos de tabuleiro em família. "Esse tipo de brincadeira demanda o mesmo tipo de foco exigido na escola. A criança ainda assimila o respeito às regras e a possibilidade de frustração", explica Paula Furtado, completando: "Além disso, jogos com cartas envolvem muita leitura, e a criança acaba aprendendo sem perceber".

4. Tempo para brincarA parte dele, você espera que seu filho cumpra. Você, por sua vez, também tem de abraçar algumas missões, e uma delas é: não superlote a rotina dele. "Hoje, muitas vezes as crianças têm um dia a dia típico de altos executivos", brinca a psicopedagoga Paula Furtado. "Mas elas precisam de tempo para brincar, relaxar e descansar – todos os dias", aconselha. Portanto, como compromissos extracurriculares, escolha uma atividade física de que a criança goste, pois é essencial para prevenir o sedentarismo e a obesidade, e, no máximo, um curso de idioma ou similar. A escola, mais as lições de casa e as revisões para as provas, já ocupam tempo demais na rotina dos pequenos.

5. Todo mundo lêPai que lê estimula o filho a ler: em 2012, o Center for Reading Research (Centro de Pesquisas de Leitura) da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, mais uma vez publicou pesquisas que confirmam a importância dos pais no estímulo do hábito da leitura – e da educação como um todo. Que tal, então, firmar um combinado que envolva livros de histórias? Você lê para o seu filho alguns dias por semana, e ele lê sozinho ou para você nos outros. Deixe que ele escolha o que quer ler e sugira outros que lhe parecerem bons. Se quiser dicas, veja em nossa biblioteca: Nossa Biblioteca.

6. Reforço é exceçãoUma onda de aulas particulares – ou até troca de escola de última hora! – tem invadido o fim do ano dos alunos de escolas particulares, sobretudo das mais exigentes. Para que isso não aconteça lá na frente, conscientize seu filho de que o reforço é um recurso importante, mas só para resolver dificuldades específicas. Não pode ser a tábua de salvação para todas as matérias não estudadas ao longo das aulas, muito menos para as lições de casa não feitas. O estudo tem de ser contínuo e o aluno, dedicado – e você, pai, vigilante.

7. Presentes, nem pensarSe está imaginando um bom presente para caso seu filho se saia bem na escola, apague essa ideia de sua mente agora. "A promessa de recompensas é péssima", adverte a psicopedagoga Paula Furtado. "Assim a criança não vê que o benefício dos estudos é principalmente dela, e não dos pais. Acaba ficando feliz com o presente, não com o resultado na escola". O ideal é elogiar e fazer agrados, mas só depois da conquista e, ainda assim, nem sempre. Para motivar, use frases como "Você foi um ótimo aluno, então, de surpresa, vamos hoje à tarde ao cinema". Outra dica é falar da sua vida para a criança, mostrando que também tem de trabalhar antes, para só depois descansar ou se divertir. "As crianças são projetivas e se identificam com essas declarações sinceras", garante a especialista.

Texto Cynthia Costa

 

 

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Família

Fast food aumenta risco de asma, rinite e eczema em crianças e adolescentes.

Estudo mostrou que consumir esse tipo de alimento ao menos três vezes por semana pode aumentar em até 39% as chances de um jovem ter quadros graves de uma dessas doenças.

Comer fast food com frequência expõe as crianças a uma série de riscos à saúde, seja aumentando o risco de obesidade ou de serem afetadas por doenças associadas ao excesso de peso. Agora, um novo estudo desenvolvido na Nova Zelândia apontou para outros prejuízos do hábito: jovens que consomem fast food ao menos três vezes por semana têm um maior risco de apresentar quadros graves de asma alérgica, eczema (irritação ou inflamação da pele) e rinite. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no periódico Thorax, do grupo BMJ – British Medical Journal.

Para realizar o estudo, pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, se basearam nos dados de aproximadamente 320.000 jovens de 13 a 14 anos e de 181.000 crianças de seis a sete anos de idade. Todos esses participantes haviam sido selecionados para o Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância (Isaac, sigla em inglês), o maior levantamento do tipo, feito a partir de uma parceria entre 100 países.

Nesse estudo, os pais dos jovens relataram se os seus filhos apresentaram, nos últimos 12 meses, sintomas de asma, rinite, conjuntivite ou eczema — e, em caso positivo, eles descreveram a frequência e a gravidade desses sinais. Eles também descreveram os hábitos alimentares das crianças e adolescentes durante o mesmo período, relatando especificamente o consumo de carne vermelha, peixe, frutas, legumes, cereais, pão, macarrão, arroz, margarina, batata, leite, ovos e fast food.

Diante desses dados, os autores do estudo observaram que o fast food foi o único tipo de alimento que se relacionou à incidência e a uma maior gravidade de sintomas de asma, eczema e rinite em ambas as faixas etárias e independentemente de gênero ou do país em que a pessoa vivia. Segundo os resultados, consumir fast food ao menos três vezes por semana, em comparação com não consumir nunca, aumentou em 39% o risco de os adolescentes apresentarem a forma grave de um desses três problemas. Entre as crianças, essa chance foi 27% maior.

BENEFÍCIOS
No estudo, os autores também descobriram que, por outro lado, as frutas parecem ter um efeito protetor contra essas doenças. Segundo os resultados, comer três ou mais porções desses alimentos por semana já reduz em 11% e 14% a gravidade dos sintomas em adolescentes e crianças, respectivamente.

Para os pesquisadores, esse achado reforça a possibilidade de um efeito causal do fast food sobre essas doenças. Eles acreditam que essa relação se deve ao fato de que esse tipo de alimentação, por ser rico em gorduras saturadas, prejudica o sistema imunológico — efeito contrário do provocado pelas frutas, que o protegem.

CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Do fast foods cause asthma, rhinoconjunctivitis and eczema? Global findings from the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) Phase Three
Onde foi divulgada: revista Thorax
Quem fez: Philippa Ellwood, Innes Asher, Luis García-Marcos, Hywel Williams e equipe
Instituição: Universidade de Auckland, Nova Zelândia
Dados de amostragem: 320.000 jovens de 13 a 14 anos e 181.000 crianças de seis a sete anos
Resultado: Comer fast food mais do que três vezes por semana aumenta em 39% o risco de adolescentes terem quadros graves de asma, rinite ou eczema. Em crianças, esse risco é 27% maior.

Redação

Veja.com – 14/01/2013

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Família

Com a palavra, Rosely Sayão: "Pais, sejam firmes".

Maior referência paulistana na formação de crianças e adolescentes, a psicóloga Rosely Sayão fala sobre rebeldia, bullying, drogas e outros temas que afligem as famílias.

O que fazer se eu achar um cigarro de maconha escondido na gaveta do meu filho de 15 anos? Como responder a uma menina que pede autorização para dormir em casa com o namorado? Que limites devo impor aos garotos na hora de jogar videogame? Esses e outros dilemas a respeito da educação de crianças e adolescentes costumam deixar pais de cabelo em pé. No último dia 12, 300 deles lotaram o salão nobre do Colégio Marista Arquidiocesano, na Vila Mariana, para assistir a uma palestra sobre a questão. A estrela do evento era a psicóloga paulistana Rosely Sayão, considerada a maior especialista nesse tema na cidade. Em duas horas de conversa, ela respondeu a tudo ao seu estilo, de forma direta, muitas vezes desmontando as premissas do interlocutor. "Fiz um combinado com minha filha…", dizia uma das presentes, antes de ser rebatida pela palestrante: "Olha, essa história de ‘combinado’ me irrita muito. Com criança pequena, temos de dar ordem e não estabelecer tratos". No fim do encontro, ela resumiu para o auditório a filosofia que considera mais eficiente para nortear as decisões em momentos difíceis: "Sejam potentes ao falar com o filho, mesmo sabendo que fatalmente errarão em uma coisa ou outra. Confiem no próprio taco".

 

Para cada impasse, uma dica de Rosely Sayão:

Autoridade: "Eles gostam quando você mostra que manda"

A esteticista Cristiane Godoy, de 44 anos, respira fundo ao falar do filho Gustavo, hoje com 20 anos, estudante de marketing. "Ele me deu um trabalhão!", diz ela. A mãe sempre buscou ter pulso firme com o garoto, que aos 10 anos pôs fogo em uma casa de boneca no playground do prédio ¬ a punição foi fazer o menino vender geladinhos (sorvetes em saquinhos) à vizinhança até arrecadar dinheiro para reparar o dano. Na adolescência, as bebedeiras se tornaram motivo de preocupação, mas ela insistiu em puxar sua orelha. "Agora, ele é um homem responsável", diz. Segundo Rosely Sayão, o caminho adotado por Cristiane foi o correto. Ela defende a tese de que os pais não devem esmorecer diante dos sinais de rebeldia. "Se falou algo cinquenta vezes e não resolveu, fale 500. Quando temos um filho, transformamos nossa casa em um campo de batalha. Todos os dias, ele vai olhar para você e pensar: ‘Qual é a sua? Quem é que manda aqui?’. Até os 12 anos, tem de ficar claro que são vocês. A partir dessa faixa, ele pode começar a decidir só um pouquinho, depois outro tanto, até chegar por volta dos 20 anos, idade em que administra a própria vida. O processo educativo é um embate, mas se engana quem pensa que o filho reprova quem mostra autoridade. Ele gosta, porque precisa de um referencial. O papel de pai e mãe é o de careta, os mais novos é que têm de ser modernos. E hoje você vê os adultos parecendo mais transgressores do que os jovens. Também vejo besteiras, como premiar com dinheiro a arrumação do quarto, deixando de ensinar o princípio da obediência. Sugiro, porém, atenção para ser coerente em punições. Se ele gasta o limite de crédito do celular para aquela semana, não adianta gritar, tirar o videogame e depois bancar a recarga. Deixe que ele fique sem o telefone para enxergar as consequências do seu ato."

Privacidade: "Me arrepia ouvir gente dizendo que confia no filho"

"Não chego a incentivar, mas também não condeno pais que vasculham as mochilas ou folheiam o diário achado no guarda-roupa da filha. Se era para não ser encontrado, que tivesse escondido direito, e não tido tanta ingenuidade. Adolescentes estão muito infantilizados, e zelar pela própria privacidade ajuda no amadurecimento. Os adultos, por outro lado, agem de forma acertada ao se manter vigilantes para ver se está tudo certo. Acho pior as mães que não tomam atitude, dizendo que confiam nos filhos. Isso me arrepia, porque elas pressupõem que eles sabem o que fazem – e eles não sabem. São pessoas em formação, que precisam ser educadas para a vida."

Drogas: "Achou maconha? Faça escândalo"

"Nada é simples ao tratar de drogas. A primeira coisa a fazer como prevenção é não construir uma rotina em casa na qual o uso de determinadas substâncias, como álcool e calmantes, aparece como algo que pode tornar a vida mais fácil. Falar sobre o assunto quando as crianças são pequenas adianta pouco – para elas, os entorpecentes são do universo de criminosos, muito distante da realidade. Quando os filhos chegam à adolescência, uma reportagem de jornal ou um filme com o tema pode ser um caminho para puxar o assunto, falar sobre saúde, valorização da vida. O terrorismo que as escolas adotam não tem funcionado, e acho necessário tentar outras formas de comunicação. A frase ‘Diga não às drogas’ soa estranha – você não fala ‘Não roube’, e sim incentiva bons comportamentos, o respeito ao que não é seu. Nada é garantia de que ele não vai experimentar, mas educação é isso: fazer tentativas. Entretanto, se o filho já se aproximou dessas substâncias, é preciso mostrar convicção e reforçar o que pensa a respeito. Se eu pegasse um cigarro de maconha escondido na gaveta, faria um escândalo, ficaria mais de olho, limitaria as saídas. Mudar de colégio para alternar o círculo dos amigos é uma possibilidade, mas também sem certeza de acerto. O que não dá é a omissão. Quem observa bastante o filho, em vez de chegar em casa e ficar a noite toda vendo televisão, reduz muito o risco de descobrir algo quando as coisas estiverem graves."

 

Falta de tempo: "É um erro culpar-se por trabalhar muito"

"Muitos se martirizam por trabalhar demais e não ter tanto tempo para ficar com os filhos. Mas quem disse que você é obrigado a ter? Trata-se de culpa real sobre uma base imaginária. Escolher é um exercício de liberdade. Se você quis ter uma carreira, faça de tudo para harmonizar essa opção. O maior problema não são as poucas horas, mas os erros na tentativa de compensá-las. Com frequência, os pais querem desfrutar a presença da criança, priorizam agradá-la e abrem mão da educação. Ser afetuoso e brincar com ela não significa deixar de ter firmeza quando necessário. Agora, se acha que não consegue conciliar tudo, pode rever seus planos, fazer concessões no trabalho. Só não dá para deixar de lado o seu papel, como é comum. Isso acontece porque, para muitos, ter um filho integra o pacote de consumo do bem viver, que inclui também um belo apartamento, uma cozinha gourmet… A realidade é bem dura. Não há nada de fácil na paternidade", afirma a psicóloga. 

Babás: "Elas têm autonomia demais"

Na agência de babás Bia Greco Baby Care, a principal razão que faz as profissionais abandonar o emprego é apanhar das crianças das quais cuidam. "Elas crescem e querem testar limites", diz Bia, sócia da empresa. Para Rosely, os pais têm falhado ao não lhes ensinar o devido respeito às profissionais. "O ideal é conversar com a empregada diante do filho, de modo a transferir a autoridade momentaneamente para ela. Dizer, por exemplo, que a lição de casa deve ser feita a tal hora, para ficar claro que é uma ordem sua. Isso é diferente de deixar que as contratadas eduquem do jeito que quiserem. Elas têm autonomia demais atualmente, muito pela preguiça de alguns pais. Delegar as decisões parece ser um caminho muito mais fácil, mas as consequências são problemáticas."

Leia a reportagem completa clicando aqui.

Texto Daniel Bergamasco, colaboraram Claudia Jordão e Jéssika Torrezan

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Família

10 valores para ensinar a seu filho

Criatividade, amor-próprio e autocontrole não se aprendem na escola e ajudam a formar adultos mais responsáveis e maduros

Por mais que a rotina cheia atrapalhe a relação entre pais e filhos, é essencial achar um tempinho para um maior convívio. É por meio desse tempo juntos que é possível ensinar valores essenciais para a formação humanística da criança.

Amor-próprio

O que é? Autoestima, confiança na própria capacidade, coragem pra enfrentar qualquer obstáculo.

Como incentivar? Quando ele fizer uma crítica, condene só o comportamento, não a própria criança!

Comunicação

O que é? Saber expressar suas ideias de forma clara e sempre na hora certa.

Como incentivar? Conversem sobre assuntos variados, incluindo os polêmicos.

Autocontrole

O que é? Respeitar os próprios limites, traçar metas e eleger prioridades.

Como incentivar? Estabeleça uma rotina que ajude a conciliar o lazer e a lição de casa.

Convivência

O que é? Aceitar pessoas de estilos, valores e crenças diferentes.

Como incentivar? Mostre como respeito, educação e bom humor facilitam a vida.

Criatividade

O que é? Usar a imaginação para descobrir saídas variadas para um mesmo problema.

Como incentivar? Programe idas ao cinema, teatro, exposições e espetáculos.

Escolha

O que é? Decidir para qual lado seguir, diante de um problema, analisando os prós e os contras.

Como incentivar? Convide seu filho para participar das decisões em família e valorize sua opinião.

Iniciativa

O que é? Apresentar soluções surpreendentes para problemas, de livre e espontânea vontade.

Como incentivar? Resista com unhas e dentes à tentação de resolver tudo no lugar do pequeno.

Honestidade

O que é? Ser verdadeiro, não fazer fofoca e fugir do "jeitinho brasileiro".

Como incentivar? Diga a ele que a melhor resposta para tudo é sempre a verdade.

Jogo de cintura

O que é? Ter uma grande capacidade de adaptação para lidar com mudanças.

Como incentivar? Dê o exemplo: não seja tão rígida em seus pontos de vista e atitudes.

Maturidade

O que é? Mesclar uma boa dose de disciplina com um caminhão de responsabilidades.

Como incentivar? Peça ajuda nas tarefas domésticas e ensine a diferença entre "querer" e "precisar".

Texto Beatriz Levischi

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Família

Crianças malcriadas, adolescentes agressivos

O mundo é informe quando se está começando a caminhar por ele: quem poderia sugerir formas e apontar caminhos está tão inseguro quanto os que mal acabaram de nascer

Por que as crianças hoje são tão malcriadas e os adolescentes tão agressivos?" A pergunta mexeu com todos. Alguns aplaudiram, outros deram risada (solidária, não irônica), e pareceu correr pela sala uma onda de alívio: o problema não era a dor secreta de cada um, mas uma aflição geral. Minha resposta não foi nada sofisticada. Saltou espontânea de trás de tudo o que li sobre educação e psicologia:

"Porque a gente deixa".

E a gente deixa porque talvez uma generalizada troca de papéis nos confunda. Por exemplo, a que ocorre entre público e privado. Vivemos uma ânsia de expor o que pensamos sobre os outros, achando que nos resguardamos da opinião alheia. No entanto, essa é uma forma de botar a cara na janela, tornar-se cabide dos fantasmas alheios — uma verdade mais contundente do que imaginam os que nunca se debruçaram em nenhum parapeito.

Quando pequena, numa cidade do interior, era engraçado no fim da tarde, no sobrado de meus avós, subir numa banqueta e, cotovelos apoiados em almofadas, ficar olhando pela janela o que se passava na rua. Até que descobri que eu é que estava sendo olhada: eu me expunha. Eu, tímida e assustada, era personagem, não platéia. E a janela perdeu a graça.

Filhos malcriados e agressivos… O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem. 

Texto Lya Luft

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Família

Conheça dicas para pais e filhos passarem mais tempo juntos e assim manterem uma boa relação. Confira.

Passar mais tempo com os filhos está cada vez mais difícil, já que a maiorias dos pais trabalha e gasta a maior parte do tempo em outros compromissos. Essa atitude acaba interferindo na relação pai e filho, tornando-os cada vez mais distantes. Pensando nisso, selecionamos dicas para pai e filho passarem mais tempo juntos.

Tempo de qualidade

Cada vez mais os pais e mães têm menos tempo para passar junto com os filhos, devido ao excesso de trabalho e responsabilidades profissionais. Tudo isso acaba reduzindo a atenção dada aos filhos.

Estar presente do dia-a-dia dos filhos e acompanhar as atividades que ele realiza, é importante para manter uma boa relação entre pai e filho. Apesar de todo o sufoco do trabalho, o patriarca da família deve reservar um tempo de qualidade para exercer seu papel de pai.

Dicas para pai e filho passar mais tempos juntos

1. Reserve um horário: anote na sua agenda um tempo livre só para seu filho, garantindo um tempo de qualidade para passarem juntos. Pergunte a ele o que gostaria de fazer nesse momento e aproveite para conversar, ouvi-lo e trocar ideias. Isso ajuda a manter a relação mais próxima entre pai e filho. 

2. Leia livros com ele: uma dica é reservar um tempo para leitura junto com seu filho no final do dia. Dessa forma, vocês podem passar mais tempo juntos e ainda introduz bons hábitos na vida dele.

3. Converse com ele após o trabalho: ao invés de chegar a casa e ir direto para a televisão, procure conversar com seu filho perguntando como foi o dia dele e falando também sobre o seu. Dessa forma você fica mais tempo junto com ele.

4. Evite conflitos: o diálogo é sempre a melhor opção entre pai e filho. Evite brigas e discussões com ele, procure resolver as coisas da melhor forma possível evitando, assim, que ele se distancie.

5. Faça viagens: as viagens são ótimas opções para pai e filho passarem mais tempo juntos. Portanto, comece a planejar antecipadamente uma viagem para um local onde os dois estão de acordo. Isso pode ser muito divertido.

6. Atividades de lazer e recreação: reserve um tempo para praticar o esporte, brincadeira ou atividade favorita do seu filho. É uma forma de passarem mais tempo juntos e ainda se divertirem muito.

7. Participe da vida escolar: procure saber mais sobre a vida escolar do seu filho, participando de reuniões, eventos escolares e até de tarefas e deveres diários. Passando mais tempo juntos e mantendo uma boa relação.

Para pai e filhos passarem mais tempo juntos é necessário momentos de qualidade para ambas as partes. Sendo assim, o pai e o filho devem reservar um tempo para conversarem e desenvolverem atividades diárias juntos. Dessa forma a relação se torna harmoniosa e com muito carinho e amor.

Mundo das tribos

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Família

6 dicas para a educação em casa

Seu filho pode não gostar a princípio, mas as ideias desta reportagem são valiosas para fazer dele uma pessoa melhor para o resto da vida

Civilização começa em casa. Da arrumação da cama a valores básicos, como verdade e responsabilidade, o núcleo duro da educação segue estável, mas o século 21 trouxe novos códigos e desafios para pais empenhados em criar filhos equilibrados. Há verdadeiros presentes que você pode entregar (mesmo que as crianças não enxerguem dessa forma no primeiro momento e se sintam frustradas) com a certeza de estar cumprindo seu papel de educar. Para criar esse "pacote" pedagógico funcional, foram ouvidos pais e três feras: Ceres Araújo, psicóloga especializada em crianças e adolescentes e professora de pós-graduação em psicologia na PUC-SP; Silvia Viegas, educadora, coordenadora do ensino fundamental na Es¬cola Viva, em São Paulo; e a consultora financeira Elaine Toledo, de São Paulo.

1. Facebook só depois dos 13
     O que dizem a rede e os especialistas: A idade mínima exigida pelo regulamento do Facebook é 13 anos, e a empresa recomenda que até os 18 anos o perfil seja fechado ao público. Para a psicóloga Ceres Araújo, é importante tentar cumprir a regra. Hoje, as crianças em geral mentem a idade para registrar o perfil – mas Ceres diz que os pais não devem compactuar com a mentira. Aliás, o impasse que as redes colocam para todos nós é exatamente este: a mentira e a criação de falsas identidades. "Criança não deve entrar. Se ela quiser estrear aos 13, sua atividade na rede precisará ser monitorada até a maioridade", opina. "E os pais têm direito de conhecer a senha dos filhos enquanto eles forem menores de 18 anos." O conselho da psicóloga: desde o início, combine com o adolescente que de vez em quando o pai ou a mãe entrarão no mural dele. Faça isso com ele por perto, pois monitorar não é invadir. Explique os motivos da atitude alertando sobre questões de segurança e privacidade na rede e o risco da aproximação de pessoas com identidades falsas. Peça que conte quando surgir qualquer contato que cause estranheza.

O que dizem os pais: Qualquer criança de 8 anos já sabe como driblar a regra oficial do Facebook. A garotada tem acesso a computadores em casa, nos clubes e nas escolas e falseia a idade para entrar na rede. É o caso de Gabriel, 10 anos, filho da dentista Marcia Freitas, de São Paulo. "Um dia cheguei do trabalho e o Gabriel veio me mostrar o perfil dele. Minha filha mais velha, que já faz faculdade em outra cidade, reclamou comigo, disse que era cedo, mas ele alegou que a maioria dos colegas da escola já está no Face." Marcia ficou amiga dele e da turma toda para monitorar. "Para mim, o pior não é ele ter mentido a idade no formulário eletrônico – no mural, está com foto e nome verdadeiros -, e sim o fato de ficar exposto a conteúdos que nem sempre podemos controlar. Fico de olho." Nicolau, 11 anos, filho do empresário Marcos Labriola, de São Paulo, também é ativo no FB. "Ele registrou que tinha 19 anos, mas colocou sua foto de criança e conversa com os colegas da escola. Além deles, eu, a mãe e alguns adultos do nosso convívio nos tornamos `amigos de Face¿." Isso salvou o garoto num grande apuro. Na lan house do clube, Nicolau esqueceu de fechar a página dele na hora de ir embora. Resultado: outro garoto a invadiu e xingou todo mundo. "Um amigo nosso estranhou e nos comunicou imediatamente", conta o pai. "Eu e a mãe comandamos uma verdadeira força-tarefa: bloqueamos o acesso, avisamos o funcionário do clube e aí minha ex-mulher entrou no mural dele, apresentou-se, pediu desculpas e explicou o que tinha acontecido. Tem que monitorar. Digo ao meu filho que a rede é como a rua: não dá para ficar amigo de todos. Pode existir violência, boato, bullying. A maior segurança é estar presente no cotidiano deles."

2. Regule o uso de Celular
     O que dizem os especialistas: Mais importante do que fixar regras é mostrar o sentido de liberar ou proibir em certos momentos, acredita a educadora Silvia Viegas. Na escola onde ela trabalha, funciona assim: os adolescentes do ensino médio podem portar celular, mas devem desligá-lo em sala de aula. Já no ensino fundamental, é simplesmente proibido. Se o aluno insistir, o aparelho será recolhido e devolvido ao responsável. "No horário escolar, os pais sabem que a criança está lá. Proibimos quando percebemos que muitas crianças não interagiam mais, ficavam no seu canto, entretidas com fotos e joguinhos. A escola deve estimular o convívio e as trocas pessoais", afirma Silvia. Na opinião dela, o papel dos adultos é mostrar que as escolhas dependem de reflexão e acordos. "Nossa orientação aos pais é que expliquem às crianças os motivos da compra e as condições de uso – seja de celular, de computador, seja de tablet etc. Isso os ajudará a perceber qual é a melhor hora para oferecer um aparelho ao filho."

O que dizem os pais: O empresário Marcos Labriola liberou o celular para o filho mais velho, Diego, 13 anos. "Facilitava, por exemplo, localizá-lo na hora de buscar no clube." Mais tarde, o caçula, Nicolau, 11, ganhou um aparelho de uma tia. "Mas prefiro que brinquem, joguem bola, leiam mais."

3. Delegue tarefas em casa
     O que dizem os especialistas: Guardar os brinquedos, fazer a própria cama, ajudar a pôr e tirar a mesa das refeições, enrolar os brigadeiros da festa… São muitas as possibilidades de uma criança pequena participar das atividades da casa. Com a idade, as tarefas podem ficar mais complexas. "É possível ensinar tudo de um jeito lúdico e criativo", sugere Ceres Araújo, para quem a prática desenvolve a autonomia e combate o egoísmo. "A criança percebe que ela tem um papel, que aquilo que faz pode beneficiar a todos. Isso é valioso para o presente e o futuro, mas geralmente as mães brasileiras poupam os filhos." Aqui, o hábito de contratar empregadas domésticas dificultou ou adiou a colaboração dos pequenos em casa. Mas essa é uma tendência em declínio, e o estímulo das competências tende a crescer. Cabe aos pais educar os pequenos para desenvolver essa inteligência doméstica.

O que dizem os pais: "Aos 9 anos, Sophia participa de tudo em casa, pois tenho marido e três filhos, e a faxineira vem apenas uma vez por semana. Todos colaboram", explica a fotógrafa Zaida Siqueira, de São Paulo, mãe também de Matteo, 17, e Giulia, 18. A caçula, além de cumprir tarefas básicas – como colocar a louça que usa na máquina de lavar, arrumar sua cama e seus pertences -, sabe recolher roupa do varal e promete na cozinha. Prepara chá, ovos mexidos, panquecas de aveia e até arroz integral. "Aprendeu comigo, e agora já deixo ligar o forno para fazer torradas e bolo. Meus filhos maiores também cozinham. Gosto bastante de gastronomia. Nas férias, costumo oferecer oficinas de massas em casa."

4. Estimule a cultura
     O que dizem os especialistas: Mais do que simples entretenimento, as viagens e os passeios ao cinema ou ao museu ampliam o relacionamento com pessoas diferentes e o hábito da reflexão. "O contato com outras culturas oferece novos modos de ler o mundo", diz a educadora Silvia Viegas. Cada família pode adaptar a vida cultural ao seu orçamento. Ouvir música e ver um bom vídeo em família são também bons programas.

O que dizem os pais: "Costumamos ouvir música e ver muitas exposições. Meus três filhos sempre tiveram intenso contato com a cultura popular", afirma a fotógrafa Zaida. Pesquisadora cultural, ela já clicou muitas festas e ritos nacionais, e, desde que os maiores tinham 8 anos, acompanham a mãe em suas viagens. "Sempre ficaram fascinados com as festas do Divino, de São Jorge, com as cavalgadas gaúchas." Dois momentos marcantes: Matteo conhecendo um rito de passagem de meninos indígenas e Giulia, ainda pequena, ajudando a decorar com flores uma rua em Ouro Preto (MG). A caçula já segue a mesma trilha. Na opinião de Zaida, o contato com a diversidade cultural é libertador. "Ficamos livres da falsa ideia de que só existe um jeito certo de viver e nos abrimos para o novo."

5. Dê mesada a partir dos 7
     O que dizem os especialistas: É importante que a criança já conheça as notas e moedas e saiba fazer contas simples. Na faixa de 6 a 7 anos, ela já tem essas noções e, com acompanhamento de adultos, será capaz de desenvolver a capacidade de controlar a mesada. "O grande benefício – e também o maior desafio – é fazer escolhas com uma quantia limitada de dinheiro", acredita a consultora financeira Elaine Toledo, autora de Saiba Mais para Gastar Menos (Alaúde). Para ela, educação financeira nada mais é do que ensinar a pensar, com foco na economia. A mesada pode ajudar a criança a conter impulsos e assimilar o que significa adiar uma compra, poupar, avaliar o custo de um objeto de desejo e os benefícios (e prejuízos) das opções que faz. O valor, porém, é relativo e deve acompanhar os hábitos e os acordos de cada família. "Se é para a criança comprar lanche na escola ou para um sorvete nos fins de semana, a quantia, claro, vai depender dos lugares que ela frequenta." No cálculo, considere que a mesada só será educativa se exigir administração e reflexão sobre os gastos – se for alta demais, perde a função pedagógica.

O que dizem os pais: "Dou mesada para o Gabriel desde que ele fez 9 anos", conta a dentista Marcia. O objetivo é que ele aprenda a lidar com o dinheiro e economize para conseguir o que deseja. "Mas ele ainda é um pouco imaturo e de vez em quando torra tudo. Certa vez, recusei um brinquedo. Ele foi juntando, conseguiu comprá-lo e ficou feliz. Foi uma conquista muito importante para meu filho. Em outro momento, poupou, pediu ajuda extra da irmã e me deu um presente. Recentemente, jogou futebol em casa e acabou quebrando um lustre. Suspendi o benefício, mas vou retomar. Como tenho uma filha mais velha, sei que esse é um recurso que funciona para a criança ter noção do custo das coisas e da necessidade de poupar."

6. Menos papo, mais exemplo
     O que dizem os especialistas: O exemplo sempre foi a base da educação, mas, em tempos de politicamente correto, com tantos discursos vazios, tornou-se ainda mais valioso. "Não adianta a mãe dizer que é importante respeitar as pessoas se a criança a vê destratando funcionários", explica Silvia Viegas. Adolescentes estão muito atentos a isso e se ressentem da incoerência dos adultos que falam uma coisa e fazem outra. Esse item do pacote pedagógico obriga os pais a questionar seus valores. De que vale enaltecer a verdade e depois pedir à criança para dizer ao telefone que você não está em casa? Só o adulto que souber honrar a palavra terá como ensinar isso aos seus filhos.

O que dizem os pais: Habituada a lavar a louça nos almoços de domingo na casa dos avós de seu filho, a dentista Marcia decidiu certa vez descansar antes da tarefa. Ao chegar à cozinha, encontrou tudo pronto. O autor da façanha era Gabriel, 10. "Ninguém pediu a ele. Gabriel agiu assim porque me vê fazer isso sempre. É a força do exemplo."

Texto Déborah de Paula Souza

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Família

Quando é a hora de desligar a TV? Pesquisas recentes revelam que ver televisão demais contribui para a obesidade e afeta o desenvolvimento das crianças em diversos aspectos. Saiba como controlar o tempo do seu filho diante da telinha.

Cada hora a mais que uma criança passa sentada em frente à TV significa um aumento em sua circunferência abdominal. Essa é a principal conclusão de uma pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá, com 1 314 crianças de 2 a 4 anos, divulgada recentemente*. Os estudiosos registraram também que o hábito prejudica a musculatura e diminui o desempenho nas atividades físicas. "Na verdade, nós já conhecíamos a relação entre o costume de ver muita televisão e o aumento da gordura corporal dos alunos de 2 até 10 anos. No entanto, esse é o primeiro estudo que descreve com precisão de que maneira essa associação é estabelecida", declara a pesquisadora canadense Linda Pagani, uma das autoras do trabalho. Conheça mais detalhes dessa pesquisa, outros estudos sobre o tema e a opinião de especialistas em relação aos efeitos da TV no desenvolvimento infantil. E repense as rotinas na sua casa a partir de hoje mesmo.

*International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity

TV x Alimentação
     Um estudo realizado na Universidade de Loughborough, no Reino Unido, concluiu que quanto mais tempo uma pessoa passa em frente à televisão, pior é a qualidade daquilo que come. O aparelho está associado a um maior consumo de alimentos supérfluos, como salgadinhos, pipoca e doces, fazendo com que a criança ganhe peso e fique mais suscetível a diversas patologias. "As doenças vão de diabetes, obesidade e hipertensão a infarto e câncer", alerta a nutricionista Juliana Nascimento (MG). Outra pesquisa, esta publicada em periódico de medicina americano**, relaciona ainda que tempo demais em frente à televisão contribui para o aumento da pressão sanguínea das crianças. Isso sem falar que comer diante da TV impede que o cérebro registre a saciedade, já que está distraído com as cores e os sons da telinha. Resultado: sem perceber que está satisfeita, a criança tende a comer mais e mais.

Programa ideal: Desligar a TV na hora das refeições é uma mudança de hábito que exige força de vontade e paciência, mas vale a pena. Estudo da Escola de Pedagogia de Harvard (EUA) revela que adultos e crianças que compartilham as refeições com regularidade podem ser beneficiados em termos nutricionais e de bem-estar físico e emocional. Os baixinhos e os adolescentes têm benefícios extras, como ampliação do vocabulário e o dobro de chances de tirar boas notas na escola. Dica: torne a refeição atraente. Use louça colorida e crie formas com o alimento, como carinhas.

TV x Aprendizagem
     É fato que as crianças aprendem e desenvolvem mais o cérebro brincando do que assistindo à TV. A mesma pesquisa feita pela Universidade de Montreal citada no início desta reportagem indica: cada hora que um baixinho passa em frente à televisão leva a um declínio de 6% em seu desempenho matemático e de 7% em sua participação na sala de aula. A pedagoga Maria Irene Maluf (SP), especialista em neuroaprendizagem e transtornos do aprender, concorda, mas pondera que não se pode condenar a TV por todos os males da educação e que o controle sobre quanto seu filho vê deve ser feito com bom senso. "Não recomendo que crianças fiquem horas diante do aparelho e deixem de passear, ler e brincar ao ar livre. Mas acredito que devam ter um horário para assistir aos seus programas preferidos", diz ela, defendendo que negar o acesso estimula a curiosidade e faz com que meninos e meninas extrapolem o tempo diante da tela toda vez que puderem driblar a vigilância.

Programa ideal: Reúna a família e explique a decisão em relação ao tempo e aos programas que seu filho pode assistir. Leituras e jogos são opções ótimas para substituir a TV. E que tal se associar à biblioteca pública do bairro? O serviço é gratuito. Frequentar o local estimula o pequeno a escolher o que quer ler e ainda treina a responsabilidade, pois cada livro tem uma data de devolução. Jogos de tabuleiro e quebra-cabeças também são boas pedidas: divertidas, as atividades desenvolvem o raciocínio e a concentração.

TV x Saúde emocional
     Hiperatividade, dificuldade no relacionamento social e problemas emocionais foram algumas questões registradas no estudo publicado no periódico americano de medicina**, no caso das crianças que passam duas ou mais horas por dia na frente da telinha. "O exagero na exposição e a falta de controle sobre o que a garotada assiste é tão prejudicial quanto a má qualidade de alguns programas", diz Maria Irene. A pedagoga ressalta que não ficar no comando é o pior erro dos pais, pois crianças gostam de se sentir cuidadas. Não se pode negar que há entretenimentos excelentes, educativos e informativos, que estimulam a criança a aprender coisas novas. Ver TV ao lado da família pode ser um momento de recreação importante.

Programa ideal: Uma brincadeira simples, mas que costuma funcionar para trazer problemas emocionais à tona, é cada um conversar sobre "a melhor coisa do dia e a mais chata". As crianças, em geral, gostam dessa comparação e acabam trazendo situações inesperadas. A parte boa quase sempre é algo que acabou de acontecer, como uma brincadeira. A chata acaba revelando uma briga com um coleguinha na escola ou hábitos que o pequeno não gosta, como dormir cedo. Ouvir o lado dos pais, contando o que acham chato e divertido, é positivo, pois ajuda a criança a entender o mundo dos adultos. Outra atividade que estimula o campo emocional é ler um livro junto com o filho. A partir da história surgem assuntos que podem ser amplamente explorados.

Texto: Rosane Queiroz

Educar para Crescer

 

 

 

 

 

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Família

10 valores para ensinar a seu filho

Criatividade, amor-próprio e autocontrole não se aprendem na escola e ajudam a formar adultos mais responsáveis e maduros.

Por mais que a rotina cheia atrapalhe a relação entre pais e filhos, é essencial achar um tempinho para um maior convívio. É por meio desse tempo juntos que é possível ensinar valores essenciais para a formação humanística da criança

Amor-próprio
O que é? Autoestima, confiança na própria capacidade, coragem pra enfrentar qualquer obstáculo. Como incentivar? Quando ele fizer uma crítica, condene só o comportamento, não a própria criança!

Comunicação
O que é? Saber expressar suas ideias de forma clara e sempre na hora certa. Como incentivar? Conversem sobre assuntos variados, incluindo os polêmicos.

Autocontrole
O que é? Respeitar os próprios limites, traçar metas e eleger prioridades. Como incentivar? Estabeleça uma rotina que ajude a conciliar o lazer e a lição de casa.

Convivência
O que é? Aceitar pessoas de estilos, valores e crenças diferentes. Como incentivar? Mostre como respeito, educação e bom humor facilitam a vida.

Criatividade
O que é? Usar a imaginação para descobrir saídas variadas para um mesmo problema. Como incentivar? Programe idas ao cinema, teatro, exposições e espetáculos.

Escolha
O que é? Decidir para qual lado seguir, diante de um problema, analisando os prós e os contras. Como incentivar? Convide seu filho para participar das decisões em família e valorize sua opinião.

Iniciativa
O que é? Apresentar soluções surpreendentes para problemas, de livre e espontânea vontade. Como incentivar? Resista com unhas e dentes à tentação de resolver tudo no lugar do pequeno.

Honestidade
O que é? Ser verdadeiro, não fazer fofoca e fugir do "jeitinho brasileiro". Como incentivar? Diga a ele que a melhor resposta para tudo é sempre a verdade.

Jogo de cintura
O que é? Ter uma grande capacidade de adaptação para lidar com mudanças. Como incentivar? Dê o exemplo: não seja tão rígida em seus pontos de vista e atitudes.

Maturidade
O que é? Mesclar uma boa dose de disciplina com um caminhão de responsabilidades. Como incentivar? Peça ajuda nas tarefas domésticas e ensine a diferença entre "querer" e "precisar".

Texto Beatriz Levischi 

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/10-valores-ensinar-seu-filho-699054.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=comportamento%20&

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Família

Aprendendo a aprender

Especialistas comentam como pais podem ajudar seus filhos a consolidar o aprendizado

Imagine que você precisa aprender algo completamente novo. Se não aprender, não segue adiante. Pode ser um procedimento de gestão recém-adotado em sua empresa, as novas regras ortográficas da língua portuguesa ou até mesmo a utilização de um software vital em sua área de atuação. Sem pensar, você começará a repetir em voz alta o que está lendo, pegará um lápis para fazer resumos, montará fichas ou simplesmente ficará procurando um ponto de partida. Estará assim pondo automaticamente em ação algo que descobriu sozinha ou com a ajuda de alguém ainda na infância: a sua estratégia para aprender. Pois é isso que seu filho, justamente agora, está começando a desenvolver, e ele pode precisar de uma mãozinha – muito importante para o futuro. Existem, sim, estratégias para aprender a aprender, e são cada vez mais valorizadas na educação contemporânea, especialmente durante o ensino fundamental, quando se estabelecem as bases de procedimentos internos que acompanharão o indivíduo por toda a vida.

A revista CLAUDIA ouviu especialistas para descobrir como os pais podem ajudar a consolidar essas práticas, seja cobrando da escola atenção a essa questão, seja colaborando em casa e participando do desenvolvimento da vida escolar dos filhos. 

1. Cada um aprende de um jeito
     "Assim como temos preferência por um tipo de roupa, comida ou filme, temos também um estilo próprio e pessoal na hora de aprender", compara Evelise Portilho, pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, que se doutorou pela Universidade Complutense de Madri justamente avaliando estilos de aprendizagem. São quatro, segundo ela: ativo, reflexivo, teórico ou pragmático.

-O ativo caracteriza as pessoas que gostam de aprender sempre coisas novas, ter diferentes experiências e oportunidades, competir em equipe, resolver problemas.
-O reflexivo aplica-se aos que absorvem conhecimentos observando e refletindo sobre as atividades antes de agir.
-Os teóricos sentem-se estimulados quando podem questionar e participar de situações complexas e estruturadas.
-Os pragmáticos aprendem melhor quando conseguem entender que uso farão daquele conhecimento no dia-a-dia, assistindo a filmes de demonstração, por exemplo.

Para Evelise, a questão não é identificar e seguir um caminho apenas, mas estar consciente das próprias características e procurar ampliar paulatinamente as estratégias.

A escola tem papel central nesse processo. Em primeiro lugar, porque uma das características de um processo pedagógico rico é a utilização de múltiplas rotas para a Educação. Aulas expositivas não são, nem de longe, a única forma de ensinar. Alguns exemplos de diferentes propostas didáticas: pesquisas de campo, experiências científicas, uso de jogos, recursos tecnológicos ou de diferentes mídias para apresentar os conteúdos, leituras, produção coletiva, debates, seminários e projetos em que o aluno seja o protagonista. O papel dos pais, aqui, é cobrar diversidade por parte da escola: que haja estratégias para todos os gostos e todos os estilos de aprender.

2. Cada um aprende num ritmo
     A psicopedagoga Birgit Mobus, da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, chama a atenção para a importância da rotina, da repetição e do ritmo. Rotina e repetição têm a ver com hábitos como o de estudar mesmo quando não há nenhuma avaliação à vista. "Estudar apenas na véspera da prova torna a pessoa vulnerável ao stress, com o risco de dar branco, e faz com que a matéria tenda a ser esquecida rapidamente", diz. Por isso, Birgit sugere que se estabeleça uma rotina de revisão semanal da matéria apresentada, fazendo a releitura, marcação e sinalização dos tópicos mais relevantes. Essa atitude tem revelado bons resultados, especialmente para os alunos da segunda etapa do ensino fundamental. Para os menores, a participação de um adulto colaborando na criação e manutenção da rotina é muito importante, pois ainda têm pouca autonomia. Birgit também sugere o estabelecimento de um ritmo que ela compara ao da respiração – a inspiração, absorvendo os conhecimentos, e a expiração, expressando-os. Na prática, essa estratégia propõe que o aluno se habitue a fazer pausas para assimilar e expressar o que aprendeu, verbalmente ou por outros caminhos. 

3. Cada um tem a pausa que merece
     Aluno estudioso é aquele que passa horas debruçado sobre um livro? Não é bem assim. Para os educadores, períodos prolongados de estudo em ambientes fechados são pouco produtivos. "Sair do quarto, dar uma volta, brincar do lado de fora. Tudo isso ajuda a recarregar as baterias", afirma Birgit Mobus. Mas mesmo as pausas devem ser combinadas com os pais e ter regras mais ou menos flexíveis, que evitam o recorrente desgaste de cobrar os filhos diariamente na hora de estudar. Os pais também devem buscar o equilíbrio ao montar a agenda das crianças, pois nem sempre costumam prever o tempo de estudo em casa. "Muitos alunos, atualmente, participam de vários cursos extras, tais como inglês e esportes, e só lhes sobra a noite, momento em que já estão muito cansados", lembra Francisco Eduardo de Aguirra, diretor do Colégio I.L. Peretz, em São Paulo.

4. Todo mundo precisa de organização
     Para Sandra Regina Giannoccaro, orientadora educacional do Colégio Nossa Senhora de Sion, em São Paulo, é fundamental que as crianças e os adolescentes compreendam a importância e a necessidade de ser bem organizados. Aprender a utilizar a agenda, saber elaborar um bom resumo ou esquema e identificar as ideias centrais de um texto são questões básicas de organização que se impõem a qualquer aluno. Vera Laurenti Bianchini, coordenadora pedagógica das escolas de idiomas Fisk, em São Paulo, lembra que até mesmo procedimentos simples, como arrumar a própria mochila, induzem o aluno a recuperar anotações e tornar seu material de estudo acessível. Vera recomenda também montar um plano de estudo. Não basta sentar, abrir o livro e começar a ler: é preciso saber o que se vai estudar, como e até que ponto – ou seja, com um planejamento que busque aproveitar melhor o tempo. "Todos nós já tivemos situações escolares nas quais gastamos horas estudando sem alcançar o resultado que julgamos merecido", lembra. "Quanto mais cedo um aluno aprender a se organizar nos estudos, mais rapidamente os resultados positivos aparecerão."

5. Todo mundo precisa exercitar o cérebro
     Pode parecer óbvio, mas não é: um ponto fundamental para a formação de estratégias de aprendizagem é… pensar! Exercitar a memória e valorizar o raciocínio abstrato, como ao fazer uma conta de cabeça, são hábitos imprescindíveis para quem precisará aprender ao longo de toda a vida. O estudo mecânico, que não estimula o uso do raciocínio, pode levar à famosa "bitola", ou seja, aprender sem compreender. A memorização é um terreno pantanoso na educação contemporânea. Embora muitas vezes justamente condenada na pedagogia como forma de aprendizagem, não se deve confundir: uma coisa é memorizar conceitos em vez de aprendê-los, substituindo o raciocínio pela decoreba; outra bem diferente é deixar de exercitar a memória como um recurso cognitivo de grande valor – imprescindível para recitar de improviso uma poesia, executar uma partitura ou resolver uma equação matemática. Por isso, acompanhe o trabalho da escola e questione se os professores estimulam as habilidades cognitivas. Em casa, enriqueça o lazer das crianças com exercícios como palavras cruzadas, jogos da memória e de raciocínio.

6. Todo pai deve participar sem sufocar
     Outro conselho dos especialistas diz respeito à participação dos pais. Ao acompanhar o estudo das crianças, é fundamental evitar a tentação de bancar o editor, reescrevendo a lição ou antecipando a resposta. Devem mostrar interesse e conversar sobre as dificuldades, mas resistir à tentação de invadir o espaço do aluno. "A principal colaboração deles será ensinar os filhos a estudar por si mesmos. Se tiverem o hábito de ler e de aprender coisas novas e cultivarem vínculos com o meio sociocultural, já há grande possibilidade de os filhos trilharem o mesmo caminho", afirma a pedagoga Cássia Urbano Gallo, do Pueri Domus Escolas Associadas, em São Paulo. Ou, em outras palavras, como resume Sandra Lia Nisterhofen Santilli, da Associação Brasileira de Psicopedagogia: "As estratégias de aprendizagem funcionarão na orientação dos estudos dos filhos desde que a família atribua valor significativo ao aprender".

Texto Paulo de Camargo

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/participacao-familia-aprendizagem-473461.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=comportamento

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Família

Por que a criançada está engordando? A obesidade atinge uma em cada três crianças no Brasil. Oferecer uma alimentação equilibrada desde cedo é a melhor tática para seu filho crescer saudável

Que graça! Olha essas bochechas, essas coxas! Pois é, ter um filho gordinho pode ser motivo de orgulho, mas o saudável mesmo é que ele mantenha o peso ideal para sua altura e idade. Porém, não é isso o que vemos acontecer… Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso no Brasil.

Para a criançada crescer sem excesso de gordura no organismo, é preciso ficar de olho na sua alimentação. "Em geral, a criança obesa vem de uma família que não pratica nenhum esporte ou que tem uma alimentação mais pesada", afirma Daniela Paes Perez, psicóloga e terapeuta de família.

Confira abaixo cinco dicas para ajudar seu filho a perder peso (fonte: Daniela Paes Perez, psicóloga e terapeuta familiar).

Não fale o tempo todo sobre o peso da criança
     Isso aumenta muito a ansiedade e diminui a capacidade dela de se controlar na hora de comer.

Mude seus hábitos também
     Os pais têm que mudar verdadeiramente seus hábitos e não só cobrar isso dos filhos. Dar exemplo vale mais que falar.

Não reclame
     A família deve adotar hábitos bons (como caminhar no parque) sem fazer disso um sacrifício.

Redobre os cuidados nos finais de semana
     É ruim manter uma alimentação regrada durante toda a semana e liberar geral no fim de semana. Se houver equilíbrio, a criança pode comer sempre de tudo (e sempre em porções menores!).

Espante a preguiça!
     Os exercícios ajudam e, para crianças, há várias formas divertidas de ginástica, como aulas de circo, esportes de equipe, dança, ginástica olímpica…

Veja as dicas da jornalista Monica Brandão – uma das autoras do blog Comer para Crescer, que fala sobre alimentação infantil e receitas saudáveis para crianças – e faça em casa!

Existe uma idade limite para fazer a criança comer melhor?
     Monica Brandão: Não, mas até os 2 anos é a melhor época para ensinar a criança a comer certinho. Nesse período, ela está mais aberta para experimentar tudo o que os pais oferecem. E comer bem é ter uma alimentação bem variada.

Quando o filho se recusa a experimentar alimentos novos, o que os pais podem fazer?
     Monica Brandão: Até cerca de 1 ano e meio é preciso apresentar um alimento pelo menos oito vezes para ter certeza de que a criança não gosta dele. Se recusar uma vez, volte a oferecer o alimento misturado com outro do qual ele já goste.

É válida a tática de camuflar na comida um alimento saudável do qual a criança não goste?
     Monica Brandão: Não é prejudicial, mas não é um truque para ser usado todos os dias. Na verdade, é a última opção. Se é algo que tenha vitaminas importantes, pode ser "escondido": cozinhar o feijão com uma beterraba para aproveitar os nutrientes dela, por exemplo. Mas não vale colocar o arroz em cima da carne para escondê-la das crianças. Elas são espertas e, depois de perceberem que o adulto está tentando enganá-las, acabaram as chances de negociações.

Quais são os principais erros na alimentação das crianças?
     Monica Brandão: Oferecer alimentos "errados", ou seja, pouco nutritivos, muito cedo para elas. Por que uma criança precisa tomar refrigerante? Por que comer macarrão instantâneo e fast food com tanta frequência? O paladar infantil se acostuma facilmente com esse padrão de alimentação e aí a criança deixa de querer alimentos mais saudáveis.

É possível uma mãe reverter a situação depois que começou a alimentar o filho de forma errada?
     Monica Brandão: Sempre é. Até com adultos dá para mudar isso. Mas é preciso força de vontade e paciência, porque a criança não vai aceitar essa mudança com facilidade. É preciso ir com calma. Introduza na alimentação um legume hoje, outro amanhã… Um doce é cortado enquanto uma fruta é apresentada… E assim por diante.

Seja uma aliada na luta contra a obesidade infantil
     – Só ofereça alimentação saudável ao seu filho. Tenha sempre frutas em casa, e legumes e verduras à mesa.

– Incentive seu filho a fazer esporte.

– Não permita que ele pule refeições ao longo do dia. Assim, ele não vai exagerar na hora de sentar e comer.

– Crie opções saudáveis para o lanche da escola, incluindo pão integral, queijo branco e frutas de que ele goste.

– Estimule a criança a beber água ao longo do dia. Criança esquece disso!

Texto Roberta Cerasoli

Educar para Crescer

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Família

Dicas para seu filho se dar bem na escola.

Quanto mais os pais participam da vida escolar, mais os jovens aprendem.

O apoio dos pais e a manutenção de um bom ambiente familiar como extensão da escola são fatores indispensáveis para o desenvolvimento educacional das crianças. A família pode colaborar de várias maneiras: participando das reuniões da escola e verificando o caderno do estudante diariamente; conversando sobre o cotidiano da escola – o que foi ensinado naquele dia; que tipo de trabalhos foram feitos com os colegas – e impedindo que a criança falte às aulas.

Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação, ações simples dos familiares na realidade educacional dos filhos podem fazer toda diferença. Ela indica o incentivo à comunicação por bilhetes em casa e sugere que as crianças sejam motivadas a ler para os seus pais. "Não se pode entrar na lógica de como ajudar os filhos apenas nos estudos durante o período de provas. É preciso dizer como o pai pode ajudar na melhoria da alfabetização", diz. Vale lembrar que família pode -e deve-, sim, contribuir com as questões escolares, mas cabe à instituição de ensino a sistematização do conhecimento.

Veja a seguir como colaborar para que o seu filho se dê bem na escola a partir de dicas simples e práticas, baseadas em pesquisas e na experiência dos melhores profissionais da área no Brasil e no mundo.

1. Ajude na melhoria do rendimento escolar

Pesquisas mostram que quando os pais acompanham e se envolvem com os estudos dos filhos, as notas dos estudantes aumentam significativamente.

2. Pergunte o que ele aprendeu

É muito importante perguntar o que ele aprendeu nas aulas e mostrar que você está interessado na vida escolar do seu filho. Se puder, peça que ele lhe ensine algo novo – isso vai ajudá-lo a fixar o conteúdo.

3. Não o deixe faltar às aulas

Assistir às aulas todos os dias, do começo ao fim, é importante para entender as matérias e não perder o fio da meada. Não o deixe faltar sem necessidade! Nem mesmo chegar atrasado.

4. Estimule-o a estudar

Filhos estimulados pelos pais a fazer os deveres têm um desempenho melhor. Atenção: estimular não é fazer a lição por ele, mas ajudá-lo a descobrir as respostas por conta própria.

5. Combine um horário de estudo

Combine um horário para os estudos e separe um lugar da casa para isso. Se usar a mesa de refeições, por exemplo, tire o que puder atrapalhar. Ah, não se esqueça de desligar a TV, para que ele se concentre nos deveres.

6. Mostre que estudar é um prazer

Estudar é a única obrigação do seu filho, certo? Mas, e se, além disso, fosse um prazer? Não seria melhor? Compartilhe esse momento. Acompanhe-o, ajude-o a chegar às conclusões sozinho e mostre interesse, mesmo se não souber a resposta certa.

7. Seja paciente

Errar, já diz o ditado, é humano. E faz parte da aprendizagem. Se você tiver certeza de que o seu filho está errando, peça para ele ler novamente as respostas dos exercícios em que tem dificuldade. Nunca, nunca, o chame de burro, de lento, de lerdinho. Cada pessoa tem um tempo para aprender – respeite isso.

8. Confira os cadernos

Olhe os cadernos e as apostilas dele e mostre interesse pelos trabalhos. Ao perceber que ele se dedicou, dê valor. Afinal, este é o trabalho dele nesta fase da vida.

9. Pergunte nas reuniões

Nas reuniões de pais e mestres, pergunte qual conteúdo será desenvolvido em cada matéria. A escola precisa ter um plano curricular, e você e outros pais devem cobrar isso.

10. Converse sobre as notas

Se ele estiver com nota baixa, converse com o professor e veja como pode ajudar. Quanto antes ele começar o reforço escolar, melhor.

11. Garanta o acesso aos livros

Pesquisas mostram que quanto antes as crianças tiverem acesso aos livros, melhor será o desempenho delas na escola, pois a leitura é base para todas as matérias. Atenção: não obrigue seu filho a ler. Estimule-o. A leitura tem de ser um momento de lazer e de prazer

12. Ler sempre

Leia sempre – é bom para você e excelente para o seu filho, que seguirá o seu exemplo naturalmente. Converse com ele sobre o livro, a revista ou o jornal que estiver lendo. Deixe seus livros ao alcance das mãos dele. Livro é para ser lido, não é para enfeitar prateleira.

13. Abuse das bibliotecas

Faça uma ficha para o seu filho na biblioteca mais próxima da sua casa. A maioria dos municípios do Brasil tem bibliotecas públicas e a inscrição é gratuita. Aproveite.

14. Brinque com o seu filho

Muitas brincadeiras são verdadeiros estímulos. Principalmente aquelas que incentivam a leitura, a escrita ou os cálculos. Exemplos de brincadeiras legais: forca, caça-palavras, palavras cruzadas.

15. Seja coerente

Seja coerente: suas atitudes refletem o que você pensa. Mostre que estudar é importante e ler, divertido. Estude e leia na frente do seu filho.

16. Use dicionário

É importante buscar o significado correto das palavras para aumentar o vocabulário e a capacidade de expressão. Também é bom saber usar a grafia correta. Incentive o seu filho a não usar abreviações no computador.

17. Escreva sempre

Escreva sempre que puder – bilhetes, cartas, e-mails, listas de compras… Pais que utilizam a escrita em casa ajudam na alfabetização dos filhos. Além disso, quem escreve melhor fala melhor!

18. Conheça os professores

É importante conhecer os professores do seu filho e se familiarizar com o ambiente que ele frequenta todos os dias.

19. Valorize o professor

Apoie o trabalho dos professores e mostre que você admira a profissão. Afinal, eles serão os grandes responsáveis pela Educação de seu filho. Pergunte a eles o que será ensinado e como você pode ajudar.

20. Converse com o professor

Converse com o professor do seu filho sempre que possível. Se não concordar com a opinião do professor, fale com ele a sós, e nunca na frente do seu filho. Ensine, sempre, o seu filho a ouvir o professor e respeitá-lo.

21. Engaje-se na escola

Entre para a associação de pais. Não tenha vergonha de apresentar o seu ponto de vista à diretoria e aos professores da escola. Critique, elogie, faça sugestões sempre.

22. Vá às reuniões escolares

É nas reuniões que você conhece a escola a fundo, acompanha o aprendizado, esclarece dúvidas gerais, vê seu filho sob outros pontos de vista… Se não puder ir, chame alguém da família para ir no seu lugar.

Texto Equipe Educar

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Família

10 boas dicas de avós que educam

Nada de estragar os netos. Estes avós ensinam como participar ativamente da Educação – sem interferir no papel dos pais.

Ser avô é deseducar? Netos são filhos com açúcar? Cuidar dos netos é mais fácil do que dos filhos? "É muito importante que avós sejam presentes na vida das crianças", responde a psicóloga, terapeuta familiar e avó Lidia Aratangy, autora do Livro dos Avós – Na Casa dos Avós Sempre É Domingo?, em parceria com o médico e também avô Leonardo Posternak. "Avós não podem ser apenas baby-sitters de luxo. Ou seja, não devem estar presentes apenas quando os pais têm algum compromisso e não têm com quem deixar as crianças", completa Lidia.

No dia 26 de julho, é comemorado o Dia dos Avós. Não tão lembrada como o Dia dos Pais ou Dia das Mães, essa data é significativa para marcar a importância deles na vida dos netos. Afinal, muitos avós são tão (ou até mais presentes) que os pais na Educação de seus netos. E como educar sem deseducar? Dez avós nota 10 contam como colaboram na formação e Educação de seus netos sem atrapalhar ou relativizar a autoridade dos pais das crianças. Leia a seguir os depoimentos dos avós nota 10.

1. Dê o exemplo

"É importante que os avós mantenham uma atitude de referência, afinal somos mais experientes, temos de dar o exemplo. Para os netos, representamos um ponto fixo, uma coisa mais sólida. Por isso, tentamos passar os valores que julgamos mais acertados". Luís Olavo Dantas, 79 anos, tem 11 netos: a mais velha, Diana, tem 24 anos e a mais nova, Maria, Vive no Rio de Janeiro (RJ) 

2. Ajude nos estudos

"Procuro estimular minha neta a descobrir sozinha as coisas. Se mostrarmos o caminho sempre, eles se acomodam. Quando ela tem dificuldades com a lição, eu ajudo". Ana Maria Maciel, avó da Isadora, 9 anos. É advogada e vive em Uberaba (MG)

3. Participe da vida escolar

"Sempre participei da vida de minha neta Diana, inclusive das atividades na escola. Eu e meu marido sempre gostamos de ir às apresentações, aos teatrinhos e a todos os eventos abertos para a família. Hoje ela é adulta, mas continuo acompanhando de perto as suas conquistas profissionais". Mercedes Garcia, 83 anos, é avó de Diana, 24 anos. É dona-de-casa e vive no Rio de Janeiro (RJ)

4. Vá a reuniões de pais quando necessário

"Sempre fiz questão de acompanhar os meus netos em tudo. E isso incluiu muitas reuniões de pais e mestres. Eu ia quando os pais não podiam ir e, às vezes, até junto com eles, para acompanhar e ver direitinho tudo o que se passava na escola. Sou contra a avó que diz que não cuida porque não tem tempo". Norma Santos, 75 anos. Tem seis netos, com idades entre 14 e 27 anos. Vive em Rio Grande (RS)

5. Leve a eventos culturais

"Além de levar meus netos para tomar lanches e ao cinema, gosto de levá-los a museus. Procuro juntar as coisas que eles gostam com a arte. Todos eles pintam comigo aquarelas e pinturas em acrílico. Ao mesmo tempo que é lúdico, é artístico e dá referências". Maria Eliza Sievers é avó de Gabriela, Nicholas, Catharina, Thomas e Theodoro, que têm entre 2 e 13 anos. É artista plástica e vive em São Paulo (SP)

6. Ensine algo que domine

"É importante participar da criação dos netos e passar conhecimentos. Interesso-me muito por computador e fiz alguns cursos para aprender a mexer em alguns programas. Por isso, sempre explico e dou dicas para eles de como mexer no Photoshop e no CorelDraw, programas que gosto muito". Elna Trindade, 78 anos, tem 15 netos, com idades entre 7 e 34 anos. Elna é dona-de-casa e mora em Belém (PA)

7. Leia para seus netos

"Sempre li muito com os meus netos quando eles eram crianças. Gosto de contar histórias que inflamam a imaginação das crianças, como as Mil e Uma Noites. A minha neta Marina, que sempre passava as férias na minha casa, aprendeu a ler muito cedo. Não fui eu que ensinei, mas estimulei a curiosidade dela". Mercedes Bernardo, 68 anos, avó de Marina, 26, e João Victor, 17, Fabiana, 28, e Paula, 26, que são "emprestadas". É professora e vive em Santos (SP)

8. Proponha jogos educativos

"Conviver com os netos é muito bom para avós e para netos. Fico bem atualizada e aberta a novas informações. Em contrapartida, procuro estimulá-los, fazer com que desenvolvam suas potencialidades. Algumas das nossas brincadeiras preferidas são o jogo da memória dos super-heróis e um jogo que tem letras e números em cubinhos de madeira, em que podem formar palavras e números maiores". Jane de Cerqueira César, 62 anos, avó de Pedro, 7; Gabriel, 5; Maria Eduarda, 4; João, 4. É decoradora e vive São Paulo (SP)

9. Seja presente

"Encontro meus netos praticamente todos os dias. Levo à natação, busco na escola quando os pais não podem, vou a festinhas no colégio e a mostras de trabalhos. E passeio muito com eles. Esses momentos são repletos de bate-papos e acabo ensinando alguma coisa. Quando estamos na nossa fazenda, no interior de São Paulo, por exemplo, conto histórias de quando era pequena, ensino o nome das árvores e um pouco da história de São Paulo. Eles também me ensinam muita coisa. Outro dia, o Fábio me surpreendeu ao explicar assuntos da escola que eu já tinha esquecido". Ana Maria Abrão é avó de Maria, de 6 anos e Fábio, 9 anos. Mora em São Paulo(SP)

10. Passe sua experiência de vida

"Sou de Olímpia, interior de São Paulo, e me criei em uma fazenda. Sempre que posso, levo minha neta Ana para nosso sítio e conto as histórias da minha infância. São histórias diferentes, de outra geração. Ela adora e eu revivo minha infância". Maria Thereza Bortolo é avó de Ana, 4 anos. É terapeuta corporal e vive em São Paulo (SP)

www.educarparacrescer.com.br

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Família

Passeio Ciclísitico beneficente em homenagem às Mães

Andar de bicicleta faz parte da vida do linharense cada vez mais. Seja para passeio, trabalho, atividade física ou para ser solidário, como é o caso do evento nesta semana, em que se comemora o Dia das Mães.


O Centro Educacional Projetar e o PedaLinhares se uniram para homenagear as mães, e recolher doações de alimentos para ajudar duas instituições filantrópicas de Linhares: Grupo de Resgate São Francisco de Assis, e o Centro Linharense do Amigo do Menor, CLAN.


O passeio acontece nesta quinta-feira, 10, e para se inscrever cada ciclista precisa doar 1kg de alimento não perecível. A inscrição será realizada momentos antes do início do passeio, no Centro Educacional Projetar.


O comboio de ciclista sairá da Praça 22 de Agosto e seguirão para a escola, ainda no Centro. Depois seguirá com destino à Praça do Juparanã, onde haverá uma parada e frases em homenagens às mães.


Projeto Família na Escola
O passeio faz parte do projeto Família na Escola, promovido pelo Projetar e tem como objetivo aproximar os pais da vida escolar do filho através de diversas iniciativas, como por exemplo, palestra sobre a relação de pais e filhos, alimentação escolar e etc.


Conheça as instituições que receberão os donativos
 

Grupo de Resgate de São Francisco de Assis
O Grupo de Resgate de São Francisco de Assis atua há oito anos em Linhares e oferece tratamento para pessoas com dependências químicas. Atualmente o grupo atende 65 internos, com idade entre 12 e 65 anos. Todo os internos moram no local e recebe assistência continuada 24h por dia. A instituição é mantida através de doações e trabalhos voluntários.
A casa de resgate fica localizada na estrada que liga a Linhares ao distrito do Farias, a 4 km da BR-101.
 

Centro Linharense do Amigo do Menor – CLAM
O Centro Linharense do Amigo do Menor atende crianças de 6 a 16 anos com atividades de socialização e cidania. Atualmente atende a 300 crianças do Bairro Planalto, Nova Esperança e Movelar. O CLAM fica lozalizado na Rua Odilon Nunes Barroso, 601, Bairro Planalto.
 

Assessoria de Comunicação
Centro Educacional Projetar

 

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Família

10 dicas para a mãe que trabalha fora… e não descuida da Educação do filho

Sossego é uma palavra que não existe para a mulher que tem filhos e trabalha fora de casa. Os compromissos pessoais e profissionais são muitos e nenhum pode ser deixado em segundo plano. Mas a vida dessa mulher também não precisa ser traduzida em loucura total. Como? "Revendo o modelo antigo de maternidade", defende Maria Tereza Maldonado, psicóloga e autora de livros, entre os quais Comunicação Entre Pais e Filhos e Cá Entre Nós na Intimidade das Famílias, ambos pela Integrare Editora. Segundo a especialista, desde que a mulher ingressou no mercado de trabalho, ela se tornou também uma provedora, deixando de ser apenas uma gerenciadora da casa e dos filhos.

Essa transformação exige, para começar, que o homem também assuma o papel de gerenciador, assim como os filhos. Esse é o primeiro passo a mãe trabalhadora que deve tomar para conseguir dar conta de tudo. "A mulher que se queixa de estar sobrecarregada normalmente é a que centraliza todas as obrigações. Ela sai para trabalhar, cozinha, cuida dos filhos, leva para a escola, confere o dever de casa, enquanto as outras pessoas da casa ficam na folga. Esse modelo de organização familiar é insustentável", acredita Maldonado.

Juliana Sampaio, autora, junto com Laura Guimarães, do blog Mothern, que já virou livro e inspirou uma série de TV a cabo, acredita que a inserção das mulheres no mercado de trabalho já é uma realidade tão consolidada que nem faz mais sentido falar em conciliação de papéis. E também defende uma divisão de tarefas dentro de casa, afinal, "o cuidado com as crianças não é e não deve ser uma obrigação só da mãe. É preciso aprender a cobrar isso das outras partes, como o pai, os outros familiares, a escola, o governo".

A seguir, outras dicas vão ajudar você, mãe-profissional, a se organizar de tal maneira que consiga dar conta, sem estresse, de todos os seus compromissos. 

1. Descentralize as responsabilidades

O lema é "se a casa é de todos, todos devem participar". Isso mesmo! Já foi o tempo em que a mulher cuidava de tudo sozinha. Agora, com a mulher com força total no mercado de trabalho, o homem e os filhos devem fazer a sua parte. E nada de vir com aquele papo de que o marido dá uma ajudinha. "O homem precisa ser corresponsável", esclarece a psicóloga Maria Tereza Maldonado. Juliana Sampaio, que está lançando o Diário Mothern da Gravidez, pela editora Matrix, concorda. "As crianças fazem parte de uma família e de uma sociedade. Por isso, o cuidado com elas não é e não deve ser uma obrigação só da mãe. É preciso aprender a cobrar isso das outras partes, como o pai, os outros familiares, a escola, o governo", aconselha.

2. Faça uma revisão sobre o cotidiano da família

Agenda lotada faz parte do ritmo da vida moderna, ao qual acabamos tendo de nos adaptar. Uma boa solução para isso é cada família revisar o seu cotidiano, de forma que todas as pessoas da casa dêem conta de seus afazeres e mantenham uma boa convivência. Como podemos aproveitar o tempo que passamos juntos? Como podemos conviver da melhor forma possível com o tempo de que dispomos? E essas respostas não podem ser determinadas apenas pela mulher. "É importante que todas as pessoas da família possam ter boas ideias para atingir tais objetivos", sugere Maldonado. Converse com marido e filhos e façam combinações interessantes para todos, sempre visando tirar o máximo proveito dos momentos em que estão juntos. Família reunida toda noite para o jantar? Televisão somente na sala? Computador na área comum da casa? As decisões devem combinar com o estilo de cada família, mas é interessante pensar sobre elas.

3. Use mais a Internet

Se a Internet facilita tantas tarefas, por que não pode facilitar a vida da mãe trabalhadora? Pois pode, e deve! Pais e filhos podem se comunicar por e-mail e por programas de mensagens instantâneas ao longo do dia, a fim de manterem um diálogo constante e elevarem a qualidade da relação. "A mulher que dispõe de Internet no ambiente de trabalho pode aproveitar a ferramenta para monitorar o filho, instruí-lo, tirar dúvidas da lição de casa. É uma forma de estar presente", acredita Maria Tereza Maldonado.

4. Tenha um bom acordo com a empresa

Não adianta negar. A mulher que tem filho, mesmo dividindo responsabilidades com o marido, vez ou outra terá de se ausentar do trabalho por algumas horinhas para ir às reuniões de pais, a alguma apresentação do filho, ou ainda no caso de alguma doença ou outro problema. Faz parte da vida de qualquer pessoa e muitas empresas estão conscientes disso. O importante é você se certificar de que este é o perfil de sua empresa. Há flexibilidade de horários? É possível compensar o horário ao longo da semana caso você precise chegar um dia mais tarde? "Felizmente, muitas empresas estão mais preocupadas com a boa qualidade de vida familiar de seus colaboradores", comenta Maldonado.

5. Faça do prazer pelo estudo uma realidade da casa

Isso vai ajudá-la a ter de cobrar menos dos seus filhos que ele estude, faça as tarefas, ou seja, você vai poder ficar menos na cola dele e vai usar esse tempo para outras coisas. "Se a criança crescer em um ambiente onde o prazer pela leitura, pelo perguntar e pesquisar é constante, provavelmente não vai precisar de um adulto no pé para fazer as tarefas da escola", comenta Juliana Sampaio. Procure mostrar como descobrir coisas novas sobre o mundo que nos cerca é acima de tudo prazeroso e enriquecedor. Isso se faz no dia a dia, nas situações mais corriqueiras, e também por meio de exemplos.

6. Cuide-se!

"Muitas vezes a gente se esforça tanto para ser uma boa mãe, que acaba esquecendo que bom mesmo é ter uma mãe feliz e saudável", observa Juliana Sampaio, uma das autoras do blog Mothern. E ela está certíssima. Para conseguir desempenhar todas as suas funções, de mãe, profissional, mulher, você precisar ter saúde e estar em paz consigo mesma. Por isso, cuide-se! Alimente-se bem, faça exercícios, cuide de sua aparência. O seu estado de espírito e a maneira como se sente poderá se refletir nas suas muitas outras atividades.

7. Dê autonomia aos filhos

Uma coisa não vai mudar nunca: crianças precisam de proteção, carinho, atenção e muitos cuidados. Mas isso não quer dizer que elas sejam totalmente dependentes dos pais (tampouco da mãe). "As crianças são mais capazes do que a gente imagina. Basta abrir uma conversa clara com elas para se perceber o potencial que têm para ser aproveitado", defende Maria Tereza Maldonado. Segundo a psicóloga e escritora, as crianças estão mais atentas e mais inseridas no mundo do que em outras gerações, quando não tinham contato com conversas de adultos, com noticiários e com tudo que a Internet e a televisão oferecem. Assim, procure escutar mais o que seu filho tem a dizer, dê a ele liberdade para resolver suas coisas, valorize as suas ideias, e veja como isso vai refletir positivamente também no seu dia a dia.

8. Mantenha a calma

"Não se culpe tanto, não se estresse tanto, não enlouqueça". Esta é uma das dicas de Juliana Sampaio para a mãe que trabalha fora. E que dica! Cobrar-se demais não leva a lugar nenhum, só a um nível de estresse que é prejudicial para a sua saúde e para as suas relações, sejam elas familiares ou profissionais. Procure resolver uma coisa por vez, e não ache que você tem de ser melhor em tudo.

9. Aproveite os finais de semana

Nada de levar trabalho para casa sempre. Procure não desperdiçar as poucas horas de folga que você passa ao lado de seu filho. Nesses momentos, conversem, troquem afeto, leiam, passeiem, interajam, assistam a um bom filme, enfim, garanta a atenção que ele merece receber e que você gostaria de poder dar durante outros dias da semana, mas que nem sempre é possível.

10. Tenha sempre pessoas de sua confiança por perto

Não se trata de delegar para terceiros a Educação do seu filho, mas sim de saber que pessoas responsáveis e preparadas estão cuidando dele enquanto você e seu marido trabalham. Tenha certeza de que o colégio em que ele estuda tem bons profissionais e pessoal suficiente para cuidar de todas as crianças. Antes de matriculá-lo, visite a escola quantas vezes for necessário, até se sentir segura. Relacionar-se bem com vizinhos também pode ajudá-la num momento de apuro, como ficar presa até mais tarde no trabalho e ter de pedir para alguém buscar o seu filho na escola. Procure conhecer também os pais dos coleguinhas de seu filho. Certamente, vocês vivem situações parecidas e podem montar esquemas em que um ajuda o outro.

Texto Juliana Bernardino

www.educarparacrescer.com.br

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