Leitura

Como fazer um jovem adulto gostar de ler?

Siga as dicas de especialistas e faça seu filho continuar cultivando o hábito de ler

Um universo fascinante se esconde entre as páginas de um livro. Ganhar o gosto da leitura, incorporando às atividades de todos os dias, é ter, em mãos, a possibilidade de viajar, de se deixar levar pela narrativa, conhecendo gente, situações e terras em tudo diferentes – ou com eles se identificar, tantas são as semelhanças. Os ganhos da leitura são evidentes e, partir de 18 anos, quem se candidata a irá ajudá-lo a se manter próximo do mundo literário. "E, de acordo com a intensidade do contato, é grande a possibilidade desse jovem adulto se sentir interessado de ler temas e autores diferentes, até para descobrir com quais mais se identifica", comenta Theodora Maria Mendes de Almeida, diretora do colégio Hugo Sarmento, em São Paulo.

Há um senão, porém: quanto mais se avança na idade, mais o tempo se mostra curto para fazer tudo o que se tem vontade. Ler é bacana, tudo bem, mas como conciliar a agenda diária com a disponibilidade de ler o que faz bem ao coração – e não apenas à carreira? Leitores adultos muitas vezes concentram a leitura nas obras que são extensão do trabalho – os chamados livros técnicos. Em outros casos, acontece o contrário, e o interesse é totalmente dirigido para os livros de ficção. Qual seria a recomendação da especialista? "É importante dividir o tempo de cada leitura, evitando o contato só com o livro didático ou só com o romance, até porque há outras coisas na vida, certo?", lembra Theodora. "O essencial é encontrar o equilíbrio".

Saiba agora o que você deve fazer para intensificar o vínculo com a leitura no seu cotidiano:

1. Peça dicas

Caso tenha dificuldade de encontrar um livro de interesse, peça indicação a um amigo de gosto parecido ou mesmo a quem trabalhe com livros, caso dos atendentes das livrarias. Porque há sempre um bom livro para indicar – e ler.

2. Converse a respeito

Conversar com amigos, familiares e colegas sobre as últimas leituras é um modo de se manter atualizado sobre as novidades do mercado, alargando o conhecimento literário do que acontece dentro e fora do País.

3. Seja crítico

A leitura deve estar presente no dia a dia da casa e ser um assunto discutido em momentos de reunião (refeições, por exemplo). A resenha de um lançamento literário pode ser o pretexto para uma animada troca de ideias com os familiares.

4. Conheça as editoras

Fique atento aos lançamentos das editoras que você aprendeu a conhecer. Mesmo sem conhecer a obra de um determinado autor, pode ser uma boa opção de leitura, pois tem o aval de uma editora que você confia.

5. Leia junto

Proponha, em casa, fazer leituras compartilhadas: escolha um livro de interesse de todos para ser lido em voz alta e depois debatido. É o ritual perfeito da família que encontra prazer nos livros.

6. Viaje com livros

Procure sempre conhecer a obra de autores estrangeiros – é um modo de aumentar o seu conhecimento sobre o mundo.

Texto Maria Slemenson e Marion Frank

http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/como-fazer-jovem-adulto-gostar-ler-737377.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar

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Como fazer um jovem adulto gostar de ler?

Siga as dicas de especialistas e faça seu filho continuar cultivando o hábito de ler.

Um universo fascinante se esconde entre as páginas de um livro. Ganhar o gosto da leitura, incorporando às atividades de todos os dias, é ter, em mãos, a possibilidade de viajar, de se deixar levar pela narrativa, conhecendo gente, situações e terras em tudo diferentes – ou com eles se identificar, tantas são as semelhanças. Os ganhos da leitura são evidentes e, partir de 18 anos, quem se candidata irá ajudá-lo a se manter próximo do mundo literário. "E, de acordo com a intensidade do contato, é grande a possibilidade desse jovem adulto se sentir interessado de ler temas e autores diferentes, até para descobrir com quais mais se identifica", comenta Theodora Maria Mendes de Almeida, diretora do colégio Hugo Sarmento, em São Paulo.

Há um senão, porém: quanto mais se avança na idade, mais o tempo se mostra curto para fazer tudo o que se tem vontade. Ler é bacana, tudo bem, mas como conciliar a agenda diária com a disponibilidade de ler o que faz bem ao coração – e não apenas à carreira? Leitores adultos muitas vezes concentram a leitura nas obras que são extensão do trabalho – os chamados livros técnicos. Em outros casos, acontece o contrário, e o interesse é totalmente dirigido para os livros de ficção. Qual seria a recomendação da especialista? "É importante dividir o tempo de cada leitura, evitando o contato só com o livro didático ou só com o romance, até porque há outras coisas na vida, certo?", lembra Theodora. "O essencial é encontrar o equilíbrio".

Saiba agora o que você deve fazer para intensificar o vínculo com a leitura no seu cotidiano:

1. Peça dicas

Caso tenha dificuldade de encontrar um livro de interesse, peça indicação a um amigo de gosto parecido ou mesmo a quem trabalhe com livros, caso dos atendentes das livrarias. Porque há sempre um bom livro para indicar – e ler.

2. Converse a respeito

Conversar com amigos, familiares e colegas sobre as últimas leituras é um modo de se manter atualizado sobre as novidades do mercado, alargando o conhecimento literário do que acontece dentro e fora do País.

3. Seja crítico

A leitura deve estar presente no dia a dia da casa e ser um assunto discutido em momentos de reunião (refeições, por exemplo). A resenha de um lançamento literário pode ser o pretexto para uma animada troca de ideias com os familiares.

4. Conheça as editoras

Fique atento aos lançamentos das editoras que você aprendeu a conhecer. Mesmo sem conhecer a obra de um determinado autor, pode ser uma boa opção de leitura, pois tem o aval de uma editora que você confia.

5. Leia junto

Proponha, em casa, fazer leituras compartilhadas: escolha um livro de interesse de todos para ser lido em voz alta e depois debatido. É o ritual perfeito da família que encontra prazer nos livros.

6. Viaje com livros

Procure sempre conhecer a obra de autores estrangeiros – é um modo de aumentar o seu conhecimento sobre o mundo.

Texto Maria Slemenson e Marion Frank

http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/como-fazer-jovem-adulto-gostar-ler-737377.shtml

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Apesar de considerarem importante, apenas 37% dos brasileiros leem para as crianças diariamente.

Enquanto 96% dos brasileiros acredita que incentivar crianças de até 5 anos a gostar de ler é importante, apenas 37% têm essa prática no seu cotidiano. Para Márcia Quintino, coordenadora de Mobilização Social da Fundação Itaú, essa discrepância revela que há um espaço a ser preenchido: é preciso convidar os adultos a ler para as crianças.

A leitura traz inúmeros benefícios para as crianças. Os pequenos que leem desde cedo aumentam seu repertório, têm mais senso crítico, ampliam seu vocabulário, têm sua criatividade estimulada e escrevem com mais facilidade. O prêmio Nobel de Economia, James Heckman, mostrou em um estudo que uma criança de 8 anos que recebeu o estímulo para ler domina cerca de 12000 palavras, três vezes mais que outra sem o mesmo incentivo.

O desafio de incentivar a leitura, como lembra Márcia, é de toda a sociedade. Por isso, é importante começar a mudar essas estatísticas dentro de casa, com os pais lendo para seus filhos. “Para a criança, o espaço da família é privilegiado e a leitura só aumenta a qualidade do tempo que se passa em família”, diz Márcia.

Entre os brasileiros que consideram o incentivo às crianças muito importante, a maioria são mulheres, jovens e possuem mais escolaridade e poder aquisitivo. Para a maior parte dessas pessoas, a leitura é importante porque contribui com o desenvolvimento intelectual e cultural das crianças. A formação educacional e a criação do hábito de leitura aparecem em segundo lugar entre os benefícios citados pela população.

Márcia acredita que a leitura tem outras vantagens além de trazer mais informação e mais cultura para a criança. “Uma boa leitura, na qual a criança esteja próxima do livro, possa tocá-lo, enxergar a ilustração, sentir a textura das páginas, significa muito mais para a criança”.

O estudo também traz dados sobre a experiência de leitura na infância dos entrevistados. Aproximadamente 60% dos entrevistados não tiveram alguém que costumasse ler livros ou histórias para eles até os cinco anos de idade. Para a maior parte dos 40% que tiveram essa experiência, eram os pais, em especial as mães, que liam as histórias.  “Essa pergunta mostra aos entrevistados que é esperado que eles também leiam para os filhos, ou seja, a pesquisa por si só já provoca um efeito educativo”, diz Márcia.

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Leitura

Por que é importante gostar de lerAtravés da leitura, podemos viajar a novos mundos e transformar nossas vidas.

Para sentir prazer, vale ler revistas, gibis, jornais, livros e até receitas culinárias! Cinco escritores renomados contam como os livros mudaram suas vidas para convencer você a estimular o hábito da leitura em casa.

Pedro Bandeira, 69 anos, tem 77 livros publicados, entre eles A Marca de Uma Lágrima, um marco para milhares de adolescentes
"Minha mãe, uma jovem viúva gentil e carinhosa, tinha pouca instrução. Menino solitário, meu lazer era ler. Esse hábito me permitiu seguir a profissão de jornalista. Os livros pariram o escritor que eu sou, o homem feliz que consegui ser. Do mesmo jeito que é preciso gostar de respirar e de comer para que se continue vivo, é preciso gostar de ler para sobreviver dignamente num século em que todo o conhecimento encontra-se escrito. Quem não lê está condenado à exclusão, ao desemprego e à infelicidade. Eu fico triste quando ouço uma criança dizer que ler é chato. Ela deveria saber que, para a vida, chato é ser burro!"

Anne Rice, 70 anos, a rainha dos vampiros na literatura, teve seu livro, Entrevista com o Vampiro, adaptado para o cinema
"Os livros começaram a mudar minha vida na infância: lembro das sentenças e imagens lindas que se formavam em minha mente quando minha mãe lia poesia para mim. No dia em que passei a ler sozinha, o mundo ficou maior. Os romances da escola me faziam enxergar as coisas de uma maneira completamente nova. Ler abre universos inteiros para o leitor. Coloca a gente em contato com ideias, lugares, personagens e experiências que não seriam possíveis de outra forma. Quem lê consegue aprender uma quantidade inacreditável de coisas. E escolher obras que lhe agradem ainda permite melhorar a velocidade e a capacidade de mergulhar na história."

Zibia Gasparetto, 85 anos, escreve livros espíritas lidos por mais de 25 milhões de pessoas e tem uma coluna mensal na revista VIVA!, da Editora Abril
"Aprendi a ler aos 4 anos. Aos 6, ajudava a professora com as lições das outras alunas e, aos 14, devorava os filósofos famosos, colecionando frases que faziam pensar. Cursei só até o 4º ano primário, mas a leitura me abriu todas as portas. Um bom livro alimenta o espírito e é um amigo para todos os dias. Quem gosta de ler melhora seu vocabulário, aprende com mais facilidade e se torna interessante em uma conversa. Uma história narrada em um livro faz a gente viajar sem sair do lugar."

Ruy Castro, 63 anos, tornou-se internacionalmente conhecido pelas biografias que escreveu sobre Nelson Rodrigues (O Anjo Pornográfico), Garrincha (Estrela Solitária) e Carmen Miranda (Carmen – Uma Biografia), entre outras celebridades
"Eu aprendi a ler sozinho, no colo da minha mãe, antes dos 5 anos. E comparo esse aprendizado ao ato de nascer. Lembrar do dia em que li pela primeira vez é como lembrar do meu próprio parto. Conviver com personagens que só existem dentro da cabeça do escritor e que, de repente, passam a morar dentro da cabeça da gente é uma das coisas mais gostosas da vida."

Tatiana Belinky, 92 anos, assinou a primeira adaptação de O Sítio do Picapau Amarelo para a TV
"Na minha casa, todo mundo lia. Eu comecei aos 4 anos e o mundo se abriu para mim. Aprender a ler é uma grande aventura. Abre os olhos, os ouvidos, a cabeça. Cria interesses, desperta a curiosidade. A leitura dá uma chance às melhores emoções. Trata-se de uma doença infecciosa – uma vez exposta a essa contaminação, a maioria vai gostar. O livro é o melhor amigo de uma pessoa. Um brinquedo diferente, que nunca acaba. Um objeto mágico, maior por dentro do que por fora. Cabe um dinossauro, um castelo, um trem. E só abre quando der vontade."

Texto Beatriz Levischi

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Por que é importante gostar de ler

Através da leitura, podemos viajar a novos mundos e transformar nossas vidas

Para sentir prazer, vale ler revistas, gibis, jornais, livros e até receitas culinárias! Cinco escritores renomados contam como os livros mudaram suas vidas para convencer você a estimular o hábito da leitura em casa.

Pedro Bandeira, 69 anos, tem 77 livros publicados, entre eles A Marca de Uma Lágrima, um marco para milhares de adolescentes

"Minha mãe, uma jovem viúva gentil e carinhosa, tinha pouca instrução. Menino solitário, meu lazer era ler. Esse hábito me permitiu seguir a profissão de jornalista. Os livros pariram o escritor que eu sou, o homem feliz que consegui ser. Do mesmo jeito que é preciso gostar de respirar e de comer para que se continue vivo, é preciso gostar de ler para sobreviver dignamente num século em que todo o conhecimento encontra-se escrito. Quem não lê está condenado à exclusão, ao desemprego e à infelicidade. Eu fico triste quando ouço uma criança dizer que ler é chato. Ela deveria saber que, para a vida, chato é ser burro!".

Anne Rice, 70 anos, a rainha dos vampiros na literatura, teve seu livro, Entrevista com o Vampiro, adaptado para o cinema

"Os livros começaram a mudar minha vida na infância: lembro das sentenças e imagens lindas que se formavam em minha mente quando minha mãe lia poesia para mim. No dia em que passei a ler sozinha, o mundo ficou maior. Os romances da escola me faziam enxergar as coisas de uma maneira completamente nova. Ler abre universos inteiros para o leitor. Coloca a gente em contato com ideias, lugares, personagens e experiências que não seriam possíveis de outra forma. Quem lê consegue aprender uma quantidade inacreditável de coisas. E escolher obras que lhe agradem ainda permite melhorar a velocidade e a capacidade de mergulhar na história."

Zibia Gasparetto, 85 anos, escreve livros espíritas lidos por mais de 25 milhões de pessoas e tem uma coluna mensal na revista VIVA!, da Editora Abril

"Aprendi a ler aos 4 anos. Aos 6, ajudava a professora com as lições das outras alunas e, aos 14, devorava os filósofos famosos, colecionando frases que faziam pensar. Cursei só até o 4º ano primário, mas a leitura me abriu todas as portas. Um bom livro alimenta o espírito e é um amigo para todos os dias. Quem gosta de ler melhora seu vocabulário, aprende com mais facilidade e se torna interessante em uma conversa. Uma história narrada em um livro faz a gente viajar sem sair do lugar."

Ruy Castro, 63 anos, tornou-se internacionalmente conhecido pelas biografias que escreveu sobre Nelson Rodrigues (O Anjo Pornográfico), Garrincha (Estrela Solitária) e Carmen Miranda (Carmen – Uma Biografia), entre outras celebridades

"Eu aprendi a ler sozinho, no colo da minha mãe, antes dos 5 anos. E comparo esse aprendizado ao ato de nascer. Lembrar do dia em que li pela primeira vez é como lembrar do meu próprio parto. Conviver com personagens que só existem dentro da cabeça do escritor e que, de repente, passam a morar dentro da cabeça da gente é uma das coisas mais gostosas da vida."

Tatiana Belinky, 92 anos, assinou a primeira adaptação de O Sítio do Picapau Amarelo para a TV

"Na minha casa, todo mundo lia. Eu comecei aos 4 anos e o mundo se abriu para mim. Aprender a ler é uma grande aventura. Abre os olhos, os ouvidos, a cabeça. Cria interesses, desperta a curiosidade. A leitura dá uma chance às melhores emoções. Trata-se de uma doença infecciosa – uma vez exposta a essa contaminação, a maioria vai gostar. O livro é o melhor amigo de uma pessoa. Um brinquedo diferente, que nunca acaba. Um objeto mágico, maior por dentro do que por fora. Cabe um dinossauro, um castelo, um trem. E só abre quando der vontade."

Texto Beatriz Levischi / www.educarparacrescer.com.br

 

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