Meio Ambiente

Edifícios verdes podem ajudar a saúde de milhões. Com mais pessoas em cidades, ambientes internos terão de melhorar

Em 2012, a Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que 3.5 milhões de pessoas morrem por ano por poluição em ambientes fechados. O conjunto de fatores que leva a este quadro até ganhou um nome: a “síndrome do edifício doente.” Pessoas que trabalham em prédios velhos e com manutenção precária frequentemente sofrem de males como cansaço crônico, dor de cabeça, resfriados, tosse e outro relacionados a estes ambientes.

Se algo não for feito em relação a estes edifícios, as coisas irão piorar muito. A população mundial em 2050 deverá ser de 9 bilhões, Destes, 80% viverão em espaços urbanos. Apenas nos Estados Unidos, pesquisas indicam que as pessoas passam 90% de seu tempo em ambientes fechados.

Edifícios podem ter concentrações de poluentes até cinco vezes maiores que concentrações típicas em espaços abertos, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental americana. Estes poluentes vêm de estruturas obsoletas, ar-condicionado portátil e ventilação mal planejada, por exemplo.

Por causa disto, cada vez mais prédios vão precisar cumprir a demanda de qualidade ambiental de populações que crescem rapidamente em áreas urbanas, como Bangkok, Jacarta e Istambul. Eles necessariamente operarão com eficiência energética muito mais alta que os edifícios de hoje. Isto irá também fazer muito sentido do ponto de vista econômico.

Apenas nos EUA, mais de 44.000 prédios têm certificado verde, e 48% das novas construções já começam com este padrão. Este percentual deverá crescer 10% ao ano até 2015.

Um bom exemplo é o edifício da Sony Pictures na Califórnia. Ele reduziu suas emissões de carbono em 300 toneladas por ano em relação às instalações anteriores. E, menos carbono na atmosfera, menos problemas de saúde, conta o Clean Techie.

José Eduardo Mendonça – http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/edificios-verdes-podem-ajudar-a-saude-de-milhoes/?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_psustentavel

 

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Meio Ambiente

MDL, GRI, IPCC, IDH. Aprender o significado dessas siglas – que cada vez mais ganham espaço nos noticiários e nas discussões cotidianas – é uma forma de entender os movimentos e avanços que levam à construção de um Planeta Sustentável. Descubra o que significam esses e outros termos, navegando no menu abaixo.

 

 

http://planetasustentavel.abril.com.br/glossario/a.shtml

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Meio Ambiente

15 países que dão lição em reciclagem de lixo.

Enquanto o Brasil ainda rascunha os planos setoriais de logística reversa, previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos, distante daqui, o velho continente registra taxas de reciclagem superiores a 50%, movimentando um mercado bilionário.

Vanessa Barbosa – Exame.com

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Meio Ambiente

Quanto custa a sua rotina… em árvores. A calculadora da Iniciativa Verde quantifica quantas novas árvores são necessárias para que uma pessoa neutralize sua emissão de carbono anual, de acordo com seus hábitos de consumo e estilo de vida

A ONG The Green Initiative oferece uma calculadora que informa a equivalência entre emissões de carbono e novas árvores a serem plantadas. A intenção não é oferecer ao usuário resultados exatos ou uma maneira de "neutralizar" práticas prejudiciais ao Planeta, mas, sim, estimular o debate e a conscientização a respeito dos temas ambientais.

Colaborar para que indivíduos comuns reflitam sobre a sua participação efetiva nas transformações do meio ambiente. Foi para atingir esse objetivo que a The Green Initiative ampliou a sua atuação, antes dirigida às empresas e ao mercado internacional, para os cidadãos comuns.

O nome em inglês da The Green Initiative é herança do enfoque inicial da organização, que nasceu em 2005, a partir do esforço de pesquisa e ação de uma equipe multidisciplinar. O interesse dos profissionais da ONG – implantar projetos que restaurem áreas da Mata Atlântica ciliar e que retardem os efeitos do aquecimento global – hoje é preocupação cada vez mais recorrente entre empresários e cidadãos brasileiros. Para atender essa demanda é que a TGI abriu na internet tanto a sua calculadora de emissões quanto a possibilidade de financiar o plantio de árvores – que é uma das maneiras de equivaler em benefícios para o meio ambiente os danos causados pelas tarefas cotidianas de cada um (saiba mais a respeito desse processo no site da TGI).

Quer apoiar essa iniciativa? Então descubra quais são as suas emissões anuais de CO2, e quantas árvores você precisa plantar para neutralizá-las, clicando aqui.

 

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Meio Ambiente

Mudanças Climáticas.
Ilustrador mostra cidades americanas embaixo d’água . Desenhos de Nickolay Lamm foram baseados em projeções científicas e mostram como atrações turísticas ficariam se as mudanças climáticas continuarem no ritmo atual

Verões mais quentes no Hemisfério Norte e o acelerado degelo das calotas polares são alguns dos fenômenos atribuídos ao aquecimento global que já são sentidos no planeta. Mas os cientistas ainda têm dificuldades para demonstrar quais podem ser as consequências mais extremas das mudanças climáticas na vida dos habitantes das grandes cidades.

Pensando nisso, o artista gráfico americano Nickolay Lamm criou uma série de ilustrações mostrando o que acontecerá se o aquecimento global seguir no ritmo previsto pelos cientistas e o nível do mar continuar subindo pelos próximos séculos. "Eu quero que as pessoas olhem para essas imagens e entendam que os lugares que eles mais valorizam podem muito bem estar perdidos para as próximas gerações se as mudanças climáticas não se tornarem uma grande prioridade em nossas mentes", disse Lamm, em entrevista ao site da revista Veja.

O artista se baseou em uma série de infográficos realizados pelo jornal americano New York Times, que mostrava como os mapas de diversas cidades se alterariam conforme o nível do mar crescesse. Para ter acesso aos dados utilizados pelo jornal, Nickolay Lamm entrou em contato com Remik Ziemlinski, pesquisador do Climate Central, grupo americano de cientistas que estuda o aquecimento global. Os dados levantados por Ziemlinski e utilizados na confecção dos mapas vêm de levantamentos realizados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos e de pesquisas publicadas nas revistas Science e Nature Climate Change no ano passado.

É bastante difícil prever exatamente quanto o clima deve mudar nos próximos anos — as estimativas científicas vão de um a 6,4 graus Celsius — , mas ainda mais difícil é medir a consequência disso no nível do mar. Por isso, as ilustrações de Lamm mostram três cenários diferentes:
– o primeiro prevê que o nível dos oceanos deve subir 1,5 metro entre um e três séculos, independentemente das ações que sejam tomadas hoje — o estrago já está feito;
– o segundo cenário mostra o que pode acontecer dentro de 300 anos se nada ou muito pouco for feito para reduzir as emissões: o mar pode aumentar em até 3,7 metros;
– o último cenário é baseado em estudos que mostram que o aquecimento global descontrolado pode levar a aumentos de até 7,6 metros no nível do mar nos próximos séculos.

"Antes de minhas ilustrações, as únicas imagens que eu havia visto sobre o aumento do nível do mar vieram do cinema. Eu resolvi usar pesquisas científicas e criar ilustrações que eram baseadas em ciência, e não ficção científica", conta o artista.

Nickolay Lamm usou uma série de ferramentas para criar suas ilustrações. Primeiro, ele precisou encontrar fotografias dos lugares que serão alagados no futuro. Depois, ele usou o Google Earth (uma ferramenta do Google que fornece informações geográficas) para descobrir o exato local onde a foto foi realizada, e marcar a localização de todas as ruas e informações mostradas na imagem. Em seguida, cruzou os dados da imagem com aqueles presentes no mapa que descreve o aumento no nível de mar, marcando onde e com que intensidade o alagamento deverá aparecer. Por fim, ilustrou esse aumento no nível do mar usando ferramentas de edição de imagem, como o Photoshop. Segundo o ilustrador, o processo todo leva de 5 a 15 horas, a depender da imagem. "As mais demoradas foram aquelas que mostram as paisagens a partir de uma perspectiva superior, porque elas envolvem muitos detalhes, que tiveram todos de ser desenhados a mão".

Abaixo, a reprodução das imagens de mais dois lugares nos quais o impacto do aquecimento global será mais sentido: Universidade de Harvard e Ocean Drive em Miami Beach.

 

Ocean Drive, importante ponto turístico em Miami Beach, em quatro tempos (da direita para a esquerda, de cima para baixo): hoje; daqui a cem anos (+1,5 metro); em 2300 (+3,7 metros) e nos séculos seguintes (+7,6 metros)

Universidade Harvard – a mais antiga dos EUA – é ilustrada em quatro estágios do aquecimento global (da direita para a esquerda, de cima para baixo): hoje; daqui a cem anos (+1,5 metro); em 2300 (+3,7 metros) e nos séculos seguintes (+7,6 metros)

O Hotel Boston Harbor, localizado perto da zona portuária da cidade, em quatro diferentes momentos (da direita para a esquerda, de cima para baixo): hoje; daqui a cem anos (+1,5 metro); em 2300 (+3,7 metros) e nos séculos seguintes (+7,6 metros)
Nickolay Lamm/StorageFront.com

Veja abaixo um infográfico mostrando como importantes pontos turísticos americanos irão se parecer se o aquecimento global continuar em seu ritmo atual http://veja.abril.com.br/multimidia/infograficos/os-estados-unidos-debaixo-d%E2%80%99agua

Guilherme Rosa
Veja.com – 15/04/2013

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/ilustrador-mostra-cidades-americanas-embaixo-d-agua-738746.shtml?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel&

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Meio Ambiente

Teste da Sustentabilidade: você é sustentável?
Entenda seu padrão de comportamento e descubra se você ajuda a preservar ou a destruir o meio ambiente.

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Meio Ambiente

Mascote da Copa, tatu-bola tem risco agravado de extinção.

Mascote da Copa do Mundo de 2014 classificado como espécie “vulnerável” em uma tabela internacional de animais em risco de extinção, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) será rebaixado para a categoria “em perigo de extinção”, um nível mais próximo da extinção.

A mudança de status do tatu-bola deverá ser anunciada no início do ano que vem, quando o governo brasileiro fará uma atualização da situação de espécies brasileiras na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o tatu-bola foi uma das 1.818 espécies brasileiras analisadas em levantamento concluído em outubro deste ano. A mudança de status do animal aguarda a aprovação do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com a escala usada pela IUCN, o risco de extinção do mamífero, que já era considerado “alto”, passa a ser considerado “muito alto”. A vice-presidente do grupo de pesquisa sobre Xenartros (tatus, tamanduás e preguiças) da IUCN, a brasileira Flávia Miranda, que participou do levantamento do ICMBio, disse à Agência Brasil que a espécie perdeu mais de 50% de seu habitat nos últimos dez anos.

“Na última avaliação do Brasil, esse status caiu. A situação ficou bem mais crítica. Conseguimos sentar com alguns pesquisadores do Nordeste e vimos que está havendo declínio populacional”, disse Flávia.

Organização não-governamental responsável pela campanha em prol da escolha do tatu-bola como mascote da Copa do Mundo de 2014, a Associação Caatinga diz que a espécie é muito sensível à destruição de seu habitat – a caatinga e o cerrado brasileiros – e só consegue sobreviver em ambientes bem conservados.

Além de ações voltadas para a pesquisa, a conservação das áreas onde há tatus-bola e a educação ambiental, pretende-se usar eventos e jogos da Copa do Mundo para divulgar a espécie. “Estamos buscando parceria com a Fifa [Federação Internacional de Futebol, que realiza o mundial], com patrocinadores do evento e outras entidades preocupadas com questões ambientais”, disse.

Apesar disso, de acordo com o coordenador-geral de Manejo para a Conservação ICMBio, Ugo Vercillo, o tatu-bola não receberá nenhum tratamento especial do governo brasileiro por ter sido escolhido mascote da Copa de 2014. “Não existe nenhuma mudança do nosso planejamento em virtude da espécie ser mascote da Copa do Mundo. Está previsto, no próximo ano, elaborarmos o Plano de Ação dos Xenartros, que incluirá o tatu-bola”, informou por e-mail.

“É uma espécie que sente as alterações no ambiente. Se há desmatamento, queimada, expansão urbana ou de novas áreas de agricultura, ele desaparece, porque não suporta alterações ambientais", explica o secretário-executivo da Associação Caatinga, Rodrigo Castro.

Segundo ele, o tatu-bola está em perigo e, se nada for feito de imediato em termos de preservação, a espécie poderá ser extinta em até 50 anos. Castro lembra que o mamífero também sofre ameaça de caçadores, embora a caça venha diminuindo com o passar do tempo, já tem sido mais difícil encontrar a espécie na natureza.

Com a escolha do animal como mascote da Copa de 2014, Castro acredita que os olhos do mundo se voltarão para a espécie e sua situação de ameaça poderá ser revertida. “A Associação Caatinga se aliou à IUCN, em junho deste ano, e construiu um projeto de conservação do tatu-bola, que pretende, em dez anos, reduzir o status de ameça dentro da lista vermelha”, disse.

Vitor Abdala – Agência Brasil

 

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Meio Ambiente

Tráfico de animais movimenta R$ 39 bilhões por ano. Relatório da WWF revela que o comércio ilegal de animais selvagens movimenta, anualmente, cerca de R$ 39 bilhões em todo o mundo. Além de ser uma crueldade com os bichos e acelerar a extinção das espécies, a prática fortalece redes criminosas, compromete a segurança dos países e, ainda, ameaça a saúde da população.

Empenhada em lutar contra as crueldades com animais selvagens, cometidas pelo homem por conta de dinheiro, a WWF divulgou nesta quarta-feira (12), em encontro com embaixadores realizado na sede da ONU, em Nova York, o relatório Fighting Illicit Wildlife Trafficking (Combatendo o Tráfico Ilegal de Animais Selvagens).

O documento traz dados impressionantes a respeito da prática criminosa. Por ano, a atividade movimenta cerca de US$ 19 bilhões – o que corresponde a aproximadamente R$ 39 bilhões – em todo o mundo, sendo a quarta mais lucrativa no ranking de transações ilegais – os primeiros lugares estão com tráfico de drogas, falsificação de produtos e dinheiro e tráfico de seres humanos, respectivamente.

E mais: a publicação classifica o comércio ilegal de animais selvagens como uma ameaça ao Estado de Direito. Isso porque, além dos conhecidos impactos que a atividade traz para o meio ambiente – como aceleração da extinção das espécies e desequilíbrio ambiental, por conta das espécies invasoras -, o crime acarreta em outros problemas, que nada têm a ver com a biodiversidade.

Entre eles:
– fortalecimento de redes criminosas (entre outras ações, o dinheiro do tráfico de animais é usado para comprar armas potentes e as rotas utilizadas com sucesso para o transporte de bichos são aproveitadas para o comércio de drogas);
– ameaça à segurança dos países (em nações africanas instáveis, por exemplo, o dinheiro do tráfico ajuda a financiar células terroristas) e
– ameaça à saúde da população (de acordo com o relatório, quase 75% das novas doenças infecciosas que atingem os seres humanos são de origem animal, sendo que a maioria delas é transmitida pelas espécies selvagens).

"O tráfico de animais não é apenas uma questão de proteção ambiental, mas também de segurança nacional. É tempo de colocar fim a esta ameaça profunda para o Estado de Direito", disse Jim Leape, diretor do WWF Internacional, em comunicado divulgado pela ONG.

Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável
 

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