Profissões Inusitadas

Quando eu crescer quero ser herpetólogo
O nome parece estranho, mas, acredite, essa profissão existe Chanfrador, duteiro e herpetólogo. Você pode até estranhar ou achar engraçado, mas esses são nomes de profissões que realmente existem e que são reconhecidas pelo Ministério do Trabalho. Elas fazem parte do Código Brasileiro de Ocupações (CBO). A lista conta com ocupações antigas, algumas conhecidas e outras que poucos ouviram falar. Todas elas são regulamentadas.

Um dos primeiros nomes que aparece na listagem é o do aeronauta, que nada mais é do que comandante, copiloto,  mecânico de voo, navegador, radioperador de voo e comissário.

A diretora da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccionail do Espírito Santo (ABRH), Isabel Girão, explica que há profissões antigas, outras que são mais usuais, e outras que sofrem alterações por conta das mudanças do mundo moderno.

“As profissões precisam ter uma qualificação específica para serem exercidas. Algumas fazem parte do nosso dia a dia. Por mais estranho que possa parecer, as profissões inusitadas existem e são regulamentadas e fazem parte do CBO. Hoje as mudanças ocorrem muito rápido e, por isso, há necessidade de uma maior diversificação. O código garante a existência da profissão”, comentou.

As qualificações e nomenclaturas dos cargos são específicas e, muitas vezes, definem a carreira, é o caso do faquista, que é quem fabrica facas para serem usadas em gráficas no corte dos envelopes. O superintendente substituto do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, lembra que o Brasil conta com dimensões continentais, o que influencia o regionalismo. O mesmo acontece com o nome das profissões. “Na Amazônia, por exemplo, o motoqueiro é aquele que opera a motosserra.” A professora do curso de Administração da Faesa e especialista em Recursos Humanos, Tânia Telles, ressalta que as profissões foram surgindo pelas novas formas de trabalho. Há casos, por exemplo, de pessoas com características empreendedoras como as personal organizer, que ajudam na arrumação da casa.

As carreiras que deixaram de existir
Algumas profissões já foram consideradas indispensáveis para todas as camadas da sociedade. Com a modernização de produtos e serviços, no entanto, algumas estão quase deixando de existir, conforme explica superintendente substituto do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias.

É o caso, por exemplo, dos alfaiates. Antigamente, o ofício era passado de pai para filho. Comprar um terno sob medida era um luxo nas décadas passadas, passou a ser raro nos dias de hoje.

Outra profissão que pode deixar de existir é a de agente de viagem. Isso porque os pacotes de viagens estão cada vez mais acessíveis na internet.

Também pode deixar de existir a carreira de ascensorista, aquela pessoa que trabalha nos elevadores. Quem vai até algum prédio comercial nota que é cada dia mais difícil encontrar esse profissional.

Cobrador de ônibus também está com os dias contatos. Já os datilógrafos não existem mais.

VEJA A LISTA COM AS PROFISSÕES COM NOMES ESQUISITOS
Herpetólogo
: profissional que estuda répteis e anfíbios.
Chanfrador: é aquele que chanfra, ou seja, corta o couro, em ângulo ou esguelha (viés), para a fabricação de bolsas, cintos e sapatos.
Colometrista: é aquele que prepara a tinta para pintar veículos batidos.
Duteiro: é o profissional que fabrica e monta dutos de ar-condicionado.
Espeleólogo: é quem estuda e trabalha com cavernas.
Extrusor de sopro: Fazem a regulagem de uma máquina conhecida como sopradora, produzindo embalagens descartáveis para remédios, alimentos e cosméticos.
Faccionista: É quem modela, corta e costura roupas para pronta-entrega.
Faquista: é o encarregado de fabricar facas para serem usadas em gráficas no corte dos envelopes.
Ficóloga: é o profissional que estuda as algas.
Guaribador: responsável pela manutenção de carros novos e usados. Nas concessionárias e agências de venda de automóveis, é o encarregado da limpeza e polimento dos automóveis.
Gemolólogo: é o profissional que atua na análise de gemas ou pedras preciosas, como o diamante.
Ictiólogo: profissional que estuda os peixes.
Madrilador: é quem trabalha com uma máquina especializada em serviços de precisão, como furos.
Mirmecologista: é aquele que estuda as formigas.
Micologista: é o profissional que estuda os fungos.
Migueiro/Trigueiro: são os profissionais que soldam estruturas pesadas com arame ou vareta, respectivamente, comumente  empregados pela indústria naval.
Ornitólogo: é o quem estuda as aves.
Piloteiro: mais conhecido como prático, é o profissional que conhece minuciosamente os acidentes hidrográficos de áreas restritas, e que com esses conhecimentos conduz embarcação através dessas áreas.
Tricologista: especialista em tratamento de pelos ou cabelos.

DINÁ SANCHOTENE
dsanchotene@redegazeta.com.br
A GAZETA DOMINGO, 14 DE ABRIL DE 2013

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