Saúde

Por que evitar o sedentarismo infantil?

Metade da população brasileira é inativa; veja por que seu filho deve fazer atividade física.

Texto Stephanie Kim Abe – Educar para Crescer 

Que as crianças não brincam mais na rua não é nenhuma novidade. Mas que por causa dessa infância inativa elas podem ter menor expectativa de vida é um fato que poucas pessoas relacionam – e que está acontecendo cada vez mais.

O sedentarismo é a segunda causa de morte no planeta, matando cerca de 5,4 milhões de pessoas por ano. Para motivos de comparação, mata mais que o diabetes, custa duas vezes mais que a obesidade e três vezes mais que o tabagismo – tanto que é mais comum as pessoas terem familiares sedentários que fumantes.

A falta de liberdade para brincar na rua é apenas um dos fatores que indicam por que estamos mais inativos. No caso das crianças, enquanto a violência faz com que elas fiquem presas dentro de casa, os videogames, a televisão e os tablets ajudam a mantê-las ainda mais quietas e sedentárias. "O que mais explica esse fenômeno é sem dúvida a internet. Primeiro porque há um fascínio dos pais com a habilidade do filho de dois, três, quatro anos de idade de mexer com a tecnologia. Segundo porque tem a acomodação em deixar a criança na frente do computador, porque é mais seguro", explica o médico Victor Matsudo, especialista em medicina esportiva e coordenador científico do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS).

O desenvolvimento da tecnologia também impactou as máquinas e veículos que utilizamos no nosso dia a dia e, principalmente, no local de trabalho, diminuindo o esforço preciso para fazer determinadas tarefas. Só nos sobra um momento para compensar essa movimentação que nos era exigida nas atividades domésticas, no trabalho e no deslocamento: a hora do lazer.

Qual a necessidade de mudar esse cenário? De acordo com a iniciativa "Desenhado para o Movimento", iniciada pela Nike em 2010 em parceria com diversas organizações, hoje é estimado que a expectativa de vida das crianças com 10 anos de idade seja menor que a de seus pais. Isso porque uma vida inativa afeta não só a saúde, mas também a economia, o desenvolvimento motor e até o desempenho escolar.

Entenda melhor por que é importante que o seu filho seja uma criança ativa:

1. Garante de uma vida mais saudável e duradoura

O sedentarismo é um importante fator de risco de enfermidades como doença cardiovascular, pressão alta, câncer de cólon e de mama, AVC, diabetes, colesterol ruim (LDL) e depressão. As pessoas que são inativas possuem o dobro de chances de serem obesas.

Além de diminuir o risco de morbidade, ser ativo reduz as chances de a criança consumir drogas ou fumar. Uma infância ativa também se reflete no futuro. "A criança ativa que faz atividade física estruturada tem mais chance de se tornar um adulto ativo", explica o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo.

2. Melhora o desempenho nos estudos

Uma pesquisa publicada em 2009, liderada pelo professor de cinesiologia (ciência que estudo os movimentos do corpo humano) da Universidade de Illinois Charles Hillman, demonstrou que a atividade física aumenta a capacidade de concentração dos alunos e melhora seu desempenho em testes acadêmicos, como compreensão de leitura. "Um cérebro exercitado é diferente de um cérebro sedentário. E o cérebro exercitado foi melhor em pesquisas", explica o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo.

Outro estudo, também da Universidade de Illinois publicado em abril de 2008, revelou que adolescentes que praticam atividade física regularmente possuem 15% mais chance de obter maior escolaridade.

Além disso, os comportamentos de uma criança ativa levam a uma melhor postura e comprometimento na sala de aula. "Por exemplo, a criança fica menos doente, e quando ela fica doente, fica menos dias doente. Assim, ela vai mais à escola e vai com vontade de ir à escola, não por obrigação", defende o doutor.

Mais do que pelas mudanças comportamentais e pela presença mais frequente e estimulada na sala de aula, o aumento no desempenho acadêmico pode estar ligado ao desenvolvimento neurológico. A questão ainda não está totalmente comprovada, mas estudos mostram que as atividades físicas estimulam a produção de neurônios na região do cérebro associada ao aprendizado e à memória: "porque só tem uma coisa que aumenta a formação de neurônios: exercício físico", diz Matsudo.

3. Assegura o desenvolvimento pleno das atividades motoras

Toda criança passa por fases de desenvolvimento motor: na primeira infância a atividade lúdica ajuda no desenvolvimento psicomotor; depois é preciso trabalhar o equilíbrio, a coordenação motora, força, agilidade. É através da brincadeira, da movimentação, do estímulo ao movimento que as crianças conseguem desenvolver essas capacidades.

Mais do que em relação às habilidades motoras, o sedentarismo infantil afeta a criança no sentido sócio afetivo também. "Ele limita as possibilidades de interação e integração aos esportes, jogos, recreação, ginástica, dança, luta, que são fundamentais para o sentimento de pertencimento ao grupo, a autoestima e autoconceito", explica o professor de Educação Física Marcos Santos Mourão, do Centro de Formação da Escola da Vila.

4. Estimula uma cidadania ativa

Quem pratica atividade física tem uma relação mais aberta com a cidade e com sua própria cidadania – e passa a desejar uma cidade mais ativa. Isso significa ciclovias, parques, espaços abertos para circulação e caminhada, intervalos escolares mais ativos etc. Também aprende, com os esportes, a valorizar o trabalho colaborativo, o respeito ao outro e às diferenças e o autocontrole – habilidades que se refletem em um relacionamento mais sadio com os outros.

Para o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo, a grande contribuição da atividade física para a cidadania ativa é a percepção da consequência e o estabelecimento de metas, de forma a melhorar as suas relações: "‘eu treinei, eu emagreci. Eu treinei, fiquei mais ágil. Eu treinei, fiquei com mais fôlego’. Quando a criança percebe isso, começa a estabelecer metas e se planejar, porque vê que ‘o que eu faço eu consigo’".

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As vacinas certas para cada idade.

Não são apenas as crianças que precisam se cuidar. Siga o calendário oficial do Ministério da Saúde e deixe a família inteira protegida de doenças

Texto Marina Lucchesi

Já reparou que depois que crescemos passamos a nos preocupar cada vez menos com as vacinas? Isso é um perigo! Segundo Marcelo Simão Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, "graças às vacinas, doenças como o sarampo praticamente sumiram no Brasil". 

4 dúvidas frequentes

1. Eu preciso pagar para tomar alguma dessas vacinas das tabelas? Não, as vacinas incluídas nos calendários de crianças, adolescentes, adultos e idosos do Ministério da Saúde são gratuitas.

2. Minha caderneta está incompleta. Posso tomar todas as vacinas que faltam de uma vez só? Sim. Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas dos calendários oficiais podem ser administradas simultaneamente.

3. As vacinas contra hepatite B aparecem em todas as tabelas. Preciso tomá-las várias vezes? Não. Após administradas, não precisam ser tomadas novamente. Segundo Gilberto Turcato Jr., infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, "as três doses da vacina alcançam até 95% de eficácia para proteção e pode-se considerar que a imunidade dura a vida toda".

4. Preciso tomar vacina contra febre amarela só quando for ao exterior? Não. Em viagens nacionais ela pode ser exigida. 

Clique aqui e conheça o calendário de vacinas para cada idade.

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Saúde

Discalculia: o que você precisa saber para ajudar seu filho. Dificuldade com números? Entenda o que é esse problema e aprenda a lidar com ele

O problema se mostra cedo na escola, a criança não consegue fazer a relação entre a quantidade e o número, mas a família deixa prá lá, ora, Matemática é um bicho-papão, fazer o quê. "Culturalmente somos compreensivos com quem tem dificuldade em entender os princípios matemáticos", confirma Birgit Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira de São Paulo. "Mas os pais precisam acompanhar atentamente o desempenho escolar dos filhos sob o risco de acumular lacunas graves na aprendizagem da disciplina."

A discalculia é um problema causado pela má formação neurológica e se manifesta com a dificuldade no aprendizado de números. Segundo pesquisas recentes, 6% da população mundial em idade escolar sofrem desse transtorno, que nada tem a ver com níveis de inteligência. "Quem tem discalculia tem um jeito diferente de entender o raciocínio matemático", esclarece Birgit. "Com o tratamento adequado, porém, aprende-se a lidar com a ‘deficiência’." A especialista destaca, a seguir, o que é importante saber sobre discalculia.

1. Quando a discalculia pode ser identificada?
    O distúrbio aparece a partir do início da alfabetização. Os sintomas se manifestam em idade pré-escolar, quando a criança demonstra, por exemplo, inaptidão em contar. Ou é muito difícil para ela compreender as noções de "pouco" e "muito" ou "antes" e "depois", entre outras. Outros sinais de alerta para os pais: grande dificuldade com a tabuada e contar, usando os dedos, por muito tempo.

2. Não gostar de Matemática é discalculia?
    Criança, desde os primeiros anos de vida, demonstra "apetite" por números – ou não. No caso de ter "apetite" por números, o relacionamento com os conceitos matemáticos vai ser bastante prazeroso ao longo de sua aprendizagem. Já a criança que não tem esse tipo de "apetite", pode simplesmente ter um "tempo" diferente para absorver os conceitos matemáticos – não é necessariamente sinal de que sofre de discalculia. "O diagnóstico é difícil, sempre pode acontecer de uma criança ser mais lenta do que outra para entender o conceito matemático…", salienta Birgit. Daí a importância de pais e professores se mostrarem atentos aos primeiros passos na disciplina. "Ou a criança pode criar uma barreira emocional, mesmo não sofrendo de discalculia, exatamente em razão da dificuldade de lidar com os pontos de matemática em sala de aula."

3. O que é discalculia? Quais são os sintomas?
    Quem sofre de discalculia tem enorme dificuldade de entender conceitos matemáticos como a divisão e a multiplicação. Outras dificuldades notáveis: não consegue visualizar um ou mais conjuntos (de objetos, por exemplo) dentro de outro maior; muito menos associar um quilo a quatro pacotes de 250 gramas cada; fazer a sequência certa, ou seja, o 10 vem antes do 11, mas depois do 9. Essa criança também confunde bastante o 6 pelo 9, o 3 pelo 8 e o 2 pelo 5; e se atrapalha na hora de fazer a correspondência entre o número de camisetas de um time de futebol com o número de seus jogadores.

4. Como o professor pode agir?
    O professor jamais deve demonstrar impaciência ante a dificuldade exagerada de um aluno na solução de problema matemático. Criança que sofre de discalculia é vítima potencial de bullying. Ela não é burra, nem ignorante e merece ser tratada com respeito por todos os de mesma classe. "Cabe à professora enfatizar o valor do que é diferente, incentivando o respeito mútuo", sugere Birgit. "A professora, ela própria, precisa dar o exemplo, demonstrando atenção e paciência especiais com essa criança a cada oportunidade de explicar um enunciado matemático." O professor também deve trabalhar com ela de outra forma: "É fundamental diferenciar o ensino para ela, trabalhando a base, as quatro operações, de preferência, recorrendo a estímulos visuais mais fortes", aconselha a especialista.

5. O que os pais podem fazer?
    Pais, ansiosos para apoiar o filho na aprendizagem de Matemática, mas com dificuldade de seguir o modo como essa disciplina é hoje transmitida, deve pedir ajudar à escola. Não é preciso se sentir constrangido: se for difícil acompanhar as lições de casa do seu filho, peça imediatamente ajuda ao professor – o importante é participar desse cotidiano, sempre atento aos progressos (e dificuldades exageradas) no relacionamento do seu filho com a Matemática. "Também vale a pena dedicar tempo para a leitura dos livros escolares", aconselha Birgit. "Está tudo explicado, facilitando o entendimento do adulto."

6. Como é feito o diagnóstico?
    Discalculia tem tratamento e precisa ser adotado com rapidez. Ou as lacunas do aprendizado vão se agravar, criando insegurança e baixa autoestima. Adultos com discalculia enfrentam dificuldade em lidar com situações comuns do dia a dia – checar o troco, por exemplo. Muito provavelmente eles passaram por experiências traumáticas no aprendizado da disciplina, origem de lacunas de informação Matemática difíceis de serem corrigidos com o passar do tempo. "O diagnóstico deve ser feito por uma equipe interdisciplinar, da qual participam um psicopedagogo, um fonoaudiólogo e um neuropsicólogo", diz Birgit Möbus. Atenção: quem tem dislexia, tem grande possibilidade de sofrer de discalculia também. Seja qual for o caso, no entanto, o importante é procurar um especialista tão logo os primeiros sinais do problema se apresentam na rotina escolar da criança.

Texto Por Marion Frank

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Cozinhar é mais saudável

Pequenos que ajudam no preparo das refeições se alimentam de maneira mais saudável

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, analisaram os hábitos alimentares da garotada entre 10 e 11 anos de 151 escolas. No geral, meninos e meninas preferiam frutas a verduras e legumes, mas aqueles que ajudavam na cozinha, além de apreciar exemplares dos três grupos, tinham uma leve queda pelos verdinhos. "Eles acabam experimentando alimentos diferentes quando cozinham com os pais", explica a pós-doutoranda da universidade e uma das autoras do trabalho, Yen Li Chu. E mais: a inclusão dos pequenos no preparo de refeições traz outro benefício. Os garotos que vestem o chapéu de chef pelo menos uma vez na semana têm uma consciência maior sobre a importância de escolhas saudáveis. "Ao se envolverem na cozinha de casa, os jovens aprendem a escolher melhor o que irão comer na rua", observa, com segurança, Yen.

Refeição em família

1. Leve seu filho ao mercado. Faça questão de passar pela seção de verduras e fale um pouco sobre cada uma delas.

2. Na hora do preparo, peça para o pequeno cortar alguns vegetais. Mas lembre-se de que a faca deve ser sem ponta. Incentive-o a provar uma rodela ou outra.

3. Funções simples, como mexer a salada ou montar um sanduíche, também ajudam a cumprir o objetivo. A ideia é beliscar e conhecer os ingredientes saudáveis.

Texto Caroline Randmer

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/lugar-crianca-cozinha-699855.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=fds 

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Como fazer um prato colorido e saudável. Estudo mostra que os pequenos se entregam com mais facilidade a pratos divertidos contendo sete alimentos e seis cores diferentes.

Uma pesquisa realizada em parceria entre a Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e a Universidade Metropolitana de Londres, na Inglaterra, descobriu que mais cores, variedade e até uma disposição divertida dos alimentos incentivam as crianças a se alimentarem melhor. Essa seria a solução para tornar pratos saudáveis atrativos para a meninada. "Eles não são apenas adultos pequenos e, por isso, precisamos respeitar suas preferências", esclarece Kevin Kniffin, antropólogo e um dos autores do trabalho.

Veja alguns alimentos que deixam o prato colorido e rico em nutrientes:

Macarrão – Fonte de carboidratos.

Cenoura – Protege o sistema nervoso.

Ervilha – Ajuda a conservar os tecidos do corpo.

Arroz – Fonte rica de energia.

Beterraba – Fornece antioxidantes.

Alface – Livra o organismo de radicais livres.

Frango – Tem boa oferta de proteínas.


Texto Caroline Randmer

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Como a fala certa pode ajudar na escrita.

A criança que fala errado tem maior probabilidade de escrever errado.

Você sabe qual é a área do cérebro que utilizamos para escrever? Se não souber responder, não se preocupe. O motivo é simples: não há uma área específica do cérebro para a escrita.

O ato de escrever foi desenvolvido pelo homem a fim de se comunicar. Por não ser algo natural, para realizá-lo acionamos os mesmos mecanismos cerebrais que utilizamos para falar, convertendo assim o som em imagem. "É por isso que quando lemos algo em voz baixa ouvimos nossa própria voz em nossa cabeça", explica fonoaudióloga e psicopedagoga Telma Pantâno. Ou seja, falar e escrever são ações profundamente relacionadas e dificuldades em uma dessas competências podem refletir na outra.

É por isso que o problema da fala não deve ser subestimado. "Uma fala errada, que ao mesmo tempo é irresistivelmente engraçadinha, pode mascarar a dificuldade da criança em se comunicar adequadamente", alerta a também fonoaudióloga Marta de Toledo Prioli.

Muitas vezes, as dificuldades de aprendizagem, comportamento e linguagem são confundidas, o que produz inúmeros diagnósticos equivocados. As crianças acabam sendo rotuladas como problemáticas, quando, na verdade, possuem problemas de comunicação.

Confira dados importantes sobre o assunto:

1. Qual a relação da fala com a escrita?A escrita é a relação entre um som de nossa língua (fonema) e um sinal gráfico (grafema). Normalmente, cada fonema é representado por uma única letra; assim, para representar o fonema /i/, usamos o grafema i. Para escrever, devemos relacionar um som com um sinal gráfico, mas se a produção desse som não for adequada (no caso de quem fala errado), a escrita poderá ficar prejudicada.

2. Quais são os problemas relacionados à fala?Algumas alterações são mais evidentes, como gagueira, língua presa e rouquidão, porém outras não são tão óbvias e podem causar grandes transtornos. E os professores muitas vezes não são preparados para diferenciar as alterações de linguagem, fala e voz, que não são a mesma coisa. A presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Irene Marchesan, explica que a linguagem consiste naquilo que se quer dizer, a fala é a articulação dos sons, e a voz, que faz parte da fala, é o som em si, com determinada frequência e intensidade.

As alterações de fala que mais prejudicam o aprendizado da escrita são as de origem perceptiva: a criança, mesmo escutando perfeitamente bem, não percebe auditiva-sinestesicamente as características de um determinado som e por isso não consegue reproduzi-lo.

De acordo com Jaime Zorzi, médico-fonoaudiólogo e especialista em crianças com dificuldade de aprendizagem, o sucesso da comunicação escrita depende muito da comunicação oral. Ele contou a história de dois meninos com dificuldades para aprender a ler e escrever. Jaime ditava aos garotos uma palavra e, na primeira tentativa, o resultado era desastroso: as letras no papel não tinham nenhuma relação com o que fora dito.

Em seguida, Jaime ajudava a criança a escutar os sons das palavras, separando-as em sílabas. Assim, conforme os meninos repetiam em voz alta os sons pretendidos, o resultado melhorava. "Quando falavam, se saíam bem", resume. Ao fonoaudiólogo, assim, cabe trabalhar a oralidade para automatizar escrita.

Quem fala errado tem também maior dificuldade em se fazer entender, gerando problemas de comunicação e de relacionamento. Diante disso, a criança pode reagir de forma agressiva ou introspectiva, mostrando-se insegura e com baixa autoestima, prejudicando o processo de aprendizagem.

3. Como os professores podem ajudar?É importante que professores e educadores tenham conhecimento da questão, pois convivem mais com as crianças do que seus médicos e, por isso, podem identificar antes uma disfunção. Se um aluno não consegue acompanhar o ritmo da classe, é preciso investigar o porquê.

Além disso, é importante incentivar as crianças e jovens a falarem em aula. De acordo com Telma, a partir do momento em que ensinamos as crianças a escrever, elas param de falar: "Substituímos a fala pela escrita: o aluno precisa ler e responder por escrito. Quando ele fala, é considerado bagunceiro. Porém, pensar é fundamentalmente linguagem, precisamos saber se eles utilizam corretamente a análise sintática na fala e como isso vai aparecer na escrita. Quanto mais falamos, mais aprendemos a falar", completa.

Segundo a orientadora pedagógica da escola Vera Cruz, em São Paulo, Daniela Pannuti, há casos em que a criança consegue superar eventuais dificuldades, como trocas de letras e omissões de fonemas, no decorrer do trabalho de alfabetização, a partir de atividades propostas pelo professor. Um exemplo de atividade é usar de um repertório estável, como uma lista de nomes dos colegas e das atividades de rotina, afixadas na sala de aula. Conforme se apropria dessa lista e faz associações entre as sílabas da lista com outras palavras, a criança consegue progressivamente corrigir seus erros de fala.

4. Como os pais podem ajudar?Uma dica simples e valiosa para os pais: ao conversar com seu filho, use vocabulário apropriado à idade, mas sempre fale corretamente. Nunca infantilize sua fala para imitar o modo de falar dos bebês, como "bincar" ao invés de brincar, "tetê" em vez de mamadeira, pois dessa forma os pais incentivam a criança a persistir no erro.

Cuidar da alimentação também pode ajudar, pois certos nutrientes interferem no processo de fortalecimento da musculatura oral. É imprescindível que as crianças consumam alimentos sólidos para fortalecer tais músculos, assim como o uso de mamadeiras e chupetas não deve ser prolongado, ainda que os bicos sejam ortodônticos.

5. Quando procurar ajuda?A atuação clínica é fundamental para corrigir distúrbios da comunicação em geral. A partir do momento em que se corrigem problemas de fala, previnem-se também os de escrita. Da mesma forma, problemas comportamentais também podem ser corrigidos: quando as crianças aprendem a se comunicar, elas param de bater, chutar, morder…

Os distúrbios variam de caso a caso, mas, em geral, se seu filho já completou 4 anos e ainda fala errado, ele deve ser avaliado por um fonoaudiólogo, pois isso evitará danos futuros no processo de alfabetização.

* Telma Pantâno, Irene Marchesan e Jaime Zorzi palestraram sobre o desenvolvimento da aprendizagem e da comunicação oral e escrita e o papel da fonoaudiologia Educacional durante a feira Educar Educador, que aconteceu em 2012.

Texto Beatriz Montesanti


 

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Saúde

Como a má alimentação atrapalha o aprendizado.

Estudo inglês sugere que crianças que abusam do fast-food podem ter seu QI prejudicado.

A pesquisa envolveu 4 mil meninos e meninas com idade entre 3 e 4 anos. Eles tiveram sua principal refeição do dia analisada por uma equipe da Universidade de Londres, na Inglaterra. Em seguida, os pequenos foram submetidos a testes para avaliar seu quociente de inteligência, o famoso QI. E a conclusão do cruzamento dessas informações foi pra lá de indigesta: a turminha que ia a restaurantes do tipo fast-food com maior frequência teve o pior desempenho nos questionários, apresentando uma menor capacidade cognitiva, a função cerebral responsável pelo processamento de informações e resposta aos estímulos. Isso indica prejuízos no raciocínio e na memória. A condição social das famílias também foi levada em consideração. E, no caso, os cientistas observaram que as mais abastadas são as que costumam forrar o prato dos filhos com ingredientes frescos, favorecendo seu desempenho mental.

Pesquisa controversa

A esses resultados se somaram os obtidos em outra investigação recente feita também por pesquisadores ingleses, nesse caso da Universidade de Bristol, com 4 mil crianças na faixa dos 3 anos. Ela indicou que a garotada que engole mais alimentos processados pode ter suas habilidades cognitivas comprometidas até os 8 anos. Sem contar o grande risco de se tornarem adultos com tendência a manter esse padrão de alimentação e, assim, continuarem menos favorecidos intelectualmente. A notícia pipocou em diversos meios de comunicação do mundo todo, deixando os pais de cabelo em pé e provocando muita discussão entre os especialistas. Nenhum deles questiona a informação de que viver se empanturrando com sanduíches, batatas fritas, refrigerantes e doces faz mal à saúde, mas muitos acreditam que é cedo para uma conclusão tão categórica quanto a apresentada pelos pesquisadores britânicos.

"O trabalho pode servir como um alerta, mas, antes de qualquer coisa, precisamos ponderar se os resultados podem ser reproduzidos aqui, sendo que Brasil e Inglaterra vivem realidades diferentes", afirma o pediatra e nutrólogo Carlos Alberto Nogueira de Almeida, diretor do Departamento de Nutrologia Infantil da Associação Brasileira de Nutrologia. "Em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, os fast-foods são locais frequentados basicamente por pessoas com menos dinheiro, enquanto para nós são programa para famílias de todas as faixas sociais." Ou seja, por aqui a escolha desse tipo de restaurante não está ligada aos baixos preços e à falta de acesso a outros bens, como educação.

Outro fator é que a deficiência alimentar entre os brasileiros começa muito mais cedo. "Nossas crianças são malnutridas desde a época da lactação, portanto a condição delas é diferente já a partir do nascimento", diz o neuropediatra Abram Topczewski, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "E a desnutrição no primeiro ano de vida pode levar à deficiência intelectual, o que é tema de publicações científicas há 40 anos."

Na opinião do pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, professor da Universidade Federal de São Paulo, os resultados da pesquisa inglesa devem ser vistos com cuidado, porque eles podem levar a conclusões equivocadas. "O trabalho não avaliou o fato de que pessoas de um nível social mais alto contam com mais acesso aos cuidados de saúde em geral e à escola, entre outras coisas que podem tornar sua condição cognitiva mais elevada", afirma. "Também é preciso avaliar o que vamos classificar como fast-food e que alimentos serão ingeridos nesse tipo de restaurante", pondera. A pediatra Raquel Quiles, de São Paulo, também acredita que mais elementos deveriam ser considerados nessa discussão. "É preciso ressaltar que, muitas vezes, as crianças cuja alimentação é baseada em refeições feitas com ingredientes frescos, em vez de produtos processados, tendem a ter mais atenção e contato com os pais e, por isso, são mais estimuladas."

O segredo está no bom senso

Como se pode perceber, o estudo realizado na Universidade de Londres abriu espaço para a polêmica. Mas nenhum dos especialistas nega que boa parte do cardápio oferecido pela maioria desses restaurantes está bem longe do ideal. Isso porque eles são desprovidos de nutrientes importantes e ricos em gorduras, sal e açúcar. "A combinação dessas características pode interferir nos processos normais de desenvolvimento cerebral", diz o neuropediatra Marcelo Masruha Rodrigues, professor do Setor de Neurologia Infantil do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo. "A falta dos elementos essenciais na dieta como um todo é capaz de atrapalhar, sim, a maturação e o funcionamento do cérebro", concorda Abram Topczewski.

O impacto das refeições inadequadas na sala de aula, portanto, não deve ser desconsiderado. "Crianças mal alimentadas em geral têm um desempenho mental e escolar menor, porque apresentam mais dificuldade para se concentrar", justifica a nutricionista Débora Rosa, especialista em alimentação de gestantes e crianças e proprietária da Nutriterapia, assessoria nutricional materno-infantil, em São Paulo. "O abuso de alimentos processados, ricos em conservantes, pode gerar alergias, asma, dor de cabeça, hiperatividade mental, ansiedade e depressão, o que prejudica o rendimento escolar", acrescenta a nutricionista Elaine de Pádua, da Universidade Federal de São Paulo e proprietária da Clínica DNA Nutri, na capital paulista.

Apesar de tudo isso, os profissionais de saúde preferem não indicar qual seria, afinal, a quantidade ideal de visitas aos estabelecimentos fast-food. Tampouco acreditam que o programa deva ser cortado de vez da vida da criançada. O segredo está no bom senso. "Se as idas acontecerem esporadicamente, não há problemas", garante Débora Rosa. No resto do tempo, a dieta da meninada deve ser equilibrada, diversificada e rica em alimentos frescos. Isso, sim, é garantia de uma turminha esperta.

Dieta pró-QI

Alguns nutrientes são especialmente bem-vindos para manter o cérebro a todo vapor. "Está comprovado que a deficiência de ferro pode interferir na cognição", afirma Carlos Alberto Nogueira de Almeida. Os ácidos graxos, como o ômega 3 e o ômega 6, também atuam nos processos cerebrais, inclusive em aspectos relacionados ao intelecto. "Vitaminas, como a B1, contribuem para a produção de energia pelos neurônios por meio da glicose", diz Marcelo Masruha Rodrigues. A B12, a C, a D e a E já deram indícios de que ajudam na manutenção da massa cinzenta. "Além disso, níveis de açúcar muito elevados no sangue foram relacionados a um pior desempenho cognitivo, sobretudo no caso da memória", finaliza.

Mais peso, menos sabor

Uma pesquisa alemã mostrou que os pequenos gorduchos tendem a ter o paladar prejudicado. Se eles não conseguem sentir tão bem o gosto da comida, provavelmente vai ser muito mais difícil incluir alimentos saudáveis na sua rotina. Isso pode atrapalhar também o desempenho escolar. Outros levantamentos já revelaram que crianças com excesso de fofura têm mais notas vermelhas. "O paladar se forma principalmente até os 2 anos. Por isso, quanto mais ele for estimulado nessa fase da vida com sabores e texturas diferentes, melhor", diz a pediatra Raquel Quiles.

Texto Thais Szegö

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Saúde

Ferro no prato, cabecinha a mil

Quando o mineral está em baixa no organismo, o cérebro da garotada não se desenvolve como deveria. Daí, aprender o bê-á-bá fica mesmo muito mais difícil

Reconhecer cores, contar uma história com começo, meio e fim, compreender o que os outros falam, deduzir ordens de grandeza – tudo isso faz parte do desenvolvimento nervoso de uma criança. E o sucesso dessas tarefas, que equivocadamente parecem tão simples aos olhos de um adulto, tem tudo a ver com aquilo que os pequenos comem. "Sem uma alimentação adequada, capaz de garantir o aporte de nutrientes como ferro, o foco e a concentração ficam comprometidos. Daí é mais difícil armazenar novas memórias", explica a pesquisadora em desenvolvimento humano Elvira Souza Lima, consultora internacional em neurociência e educação de várias instituições de renome.

Um estudo que acaba de ser publicado na Revista Paulista de Pediatria mostra que meninos e meninas com anemia por falta de ferro apresentam problemas de desempenho cognitivo – principalmente na área da linguagem. Ou seja, fica atrás no aprendizado quem está com baixos níveis de hemoglobina – a proteína dos glóbulos vermelhos do sangue que é feita do mineral e que transporta oxigênio. "Analisamos crianças com idade entre 2 e 6 anos", conta a autora, Juliana Nunes, professora de fonoaudiologia do centro de ensino Fead, em Belo Horizonte. "Nessa fase, a anemia pode provocar graves danos ao cérebro", acrescenta.

Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada cinco crianças brasileiras de todas as classes sociais sofre da doença. Alguns especialistas acham que esse número seja até três vezes maior. "Em geral, o problema é provocado pela falta de ferro no prato", afirma a pediatra Fernanda Ceragioli Oliveira, da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Esse mineral não só entra na receita da hemoglobina como participa da produção de enzimas que ajudam a manter as células cerebrais, os neurônios, sempre ligadas. Sem contar que é importantíssimo para as defesas do corpo.

A atenção deve começar no nascimento. Bebês prematuros requerem sempre um cuidado especial. "Isso porque a estocagem de ferro é feita nos três últimos meses de gestação", justifica Naylor Oliveira, pediatra e nutrólogo da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas até mesmo crianças aparentemente saudáveis, rechonchudas e coradas podem ser acometidas pelo problema mais tarde. Por isso, não dá para relaxar com a alimentação, confiando apenas nas aparências, nem deixar de seguir as orientações do médico.

Qual a dieta ideal?

Para não faltar ferro, é essencial que a dieta infantil inclua carne. Só ela fornece um tipo do mineral, o heme, que é mais bem aproveitado pelo organismo. No caso, as mais ricas são a de boi, de frango e de peixe, nessa ordem. Feijão e outros grãos, além de verduras como couve e rúcula, também carregam o nutriente, mas, para ele ser bem absorvido, necessita do empurrão de fontes de vitamina C, como o suco de laranja. "A verdade é que a criança precisa de um cardápio variado", lembra Fernanda. Então, combinamos assim: aposente as guloseimas e invista em frutas, verduras, legumes, cereais e, claro, carne. O cérebro do seu filho agradece. E ele, com a desenvoltura de quem se dá bem no território da linguagem, também saberá como agradecer.

Qual a dose certa de ferro?

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a recomendação diária de ferro em cada fase é: 11 mg dos 7 a 12 meses; 7 mg de 1 a 3 anos; e 10 mg de 4 a 8 anos.

Que alimentos mais têm ferro?

Carne vermelha, lentilha e espinafre formam um excelente combinado de fontes de ferro. A vitamina C da laranja entra como um coadjuvante para ajudar na absorção do mineral.

Que outros nutrientes botam a cabeça para funcionar?

Ácido fólico: está nos brócolis, no tomate e na couve

Magnésio: as principais fontes: leite e seus derivados.

Ômega-3: peixes como salmão e atum são ricos nessa gordura. Mas as crianças só devem comer pescados após completarem 1 ou 2 anos.

Texto Paula Desgualdo

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Saúde

Troque o sal por temperos naturais!
Alho, manjericão, cebolinha, salsa e orégano são algumas opções mais saudáveis. Veja como tirar o melhor proveito deles e dar mais sabor à sua comida.

Conhecido vilão da saúde, o sal em excesso faz mal principalmente para quem sofre de pressão alta, como alertamos na matéria de saúde desta edição. Mas também pode acarretar problemas renais, cardiovasculares e inchaço. Por isso, evitar a ingestão do tempero é uma decisão acertada: "Baixar o consumo de sódio é uma das melhores medidas em termos de saúde pública, uma vez que repercute no combate a algumas doenças crônicas", diz Patrícia Jaime, coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

A solução para não deixar a comida insossa é trocar o sal por temperos naturais. Segundo a nutricionista Paula Castilho, alecrim, hortelã, salsa e outros temperos protegem ainda contra vários males.

OS GRANDES ALIADOS DA SAÚDE ESTÃO NA SUA COZINHA!
Conheça as propriedades medicinais de 11 temperos e a melhor forma de usá-los:

Alecrim:
Ideal para dar sabor a sopas, ovos, peixes, legumes e vegetais em geral, como berinjela, tomate, batata e couve-flor. Pode ser usado também em carne de porco e de ave. Estimula a circulação e a digestão.

Alho e cebola:
Podem ser usados no preparo de quase todos os pratos. O alho ajuda a controlar a pressão e os níveis de colesterol. A cebola diminui os riscos de trombose e aterosclerose. A dupla também pode prevenir contra alguns tipos de câncer, como o de pulmão, estômago, próstata e fígado.

Hortelã:
Geralmente, é usada em pratos árabes, como quibe e tabule. Confere sabor também a sucos e chás gelados, vinagrete e saladas verdes. Combate dor de estômago, tem ação diurética e digestiva.

Cebolinha:
Vai bem em molhos, patês, massas, omelete, gratinados, carnes e peixes. Contém vitaminas A e C, auxiliando no combate contra gripes e doenças respiratórias em geral. Também facilita a digestão.

Coentro:
Ideal para peixes, carnes, sopas e legumes. Fonte de cálcio, fósforo, ferro e vitamina C. Indicado em casos de diarreia, além de ser um excelente vermífugo e estimulante das funções digestivas. Também ajuda a disfarçar o hálito, quando mastigado imediatamente após o consumo de alho.

Manjericão:
Dá à comida um aroma agradável e inconfundível. É bom para temperar frango, sopas, massas e molhos à base de tomate, além de realçar o sabor de recheio de pizzas. Tem ação diurética, auxilia no tratamento do diabetes, acelera a cicatrização da pele e ainda protege contra desconfortos intestinais.

Manjerona:
Indicada para o preparo de arroz e legumes cozidos. Como o sabor é picante, coloque-o na comida depois de pronta. Estimula a digestão e tem efeito calmante.

Orégano:
Muito usado para aromatizar pizzas, pães, feijão-branco, molhos à base de tomate, omelete, assados, peixes, aves e queijos para aperitivos. Seus princípios ativos ajudam a combater enjoos e gases. Também é diurético e expectorante.

Salsa:
Pode ser usada em qualquer tipo de prato, especialmente em carnes, legumes, saladas, sopas e molhos. É rica em vitaminas A e C e minerais. Protege o sistema urinário, combate o inchaço e a anemia, além de possuir ação diurética e digestiva.

Tomilho:
Pode ser usado para aromatizar carnes, cozidos, molhos e pães. Também acentua o sabor de peixe e frango. Rico em magnésio, vitaminas C e do complexo B, esse tempero é digestivo, reduz o colesterol e previne o envelhecimento precoce.

Karla Precioso
Ana Maria 

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Saúde

O que atrapalha o sono do seu filho? Conheça os principais distúrbios do sono infantil e como minimizá-los.

Três em cada dez crianças até 12 anos apresentam distúrbios do sono. A frequência é ainda maior em bebês: quatro em cada dez deles não dormem bem. Em casos severos, o mal-estar com o travesseiro compromete o desenvolvimento dos pimpolhos. Afinal, durante a noite, eles assimilam o conhecimento aprendido ao longo do dia e secretam hormônios responsáveis pelo crescimento. Mas, para isso, não basta fechar os olhos. O cérebro precisa entrar em um estado tal que o torne capaz de atingir diversas fases do sono, do cochilinho às mais profundas. Quem apresenta problemas noturnos, como ronco, falta de ar, pernas inquietas, entre outros, pode até não acordar durante a noite, mas tem esse equilíbrio comprometido. "Há casos em que a criança não cresce, não ganha peso e ninguém pergunta como ela dorme", afirma a neuropediatra Márcia Pradella-Hallinam, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono.

Os sinais mais comuns do problema podem ser sutis, como irritação e choro excessivos, agressividade, desconcentração, isolamento e, se a criança já está na escola, dificuldade de acompanhar o ritmo da classe. Há, porém, indícios mais óbvios, como o surgimento de olheiras. "Muitas vezes, a criança é rotulada como hiperativa, quando, na verdade, a agitação ocorre porque ela está dormindo mal", diz Márcia. A boa notícia é que parte desses males passa com a idade. Antes disso, a adoção de uma rotina na hora de dormir pode ser a solução. "É necessário ensinar os filhos a gostar de dormir", afirma o neuropediatra do Hospital Albert Einstein, Saul Cypel, coordenador do Programa de Desenvolvimento Infantil da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. O médico orienta os pais a criar hábitos encadeados, numa espécie de ritual que antecede o sono. Pode-se dar banho, amamentar, colocar na cama e contar histórias. Nada de televisão. Ela até pode provocar certa sonolência, mas prejudica a qualidade do descanso.

Texto Neide Oliveira

Leia mais em : http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/crianca-dormindo-bem-620049.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=cf&?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=comportamento%20&

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SAÚDE

Cozinhar é mais saudável. Pequenos que ajudam no preparo das refeições se alimentam de maneira mais saudável.

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, analisaram os hábitos alimentares da garotada entre 10 e 11 anos de 151 escolas. No geral, meninos e meninas preferiam frutas a verduras e legumes, mas aqueles que ajudavam na cozinha, além de apreciar exemplares dos três grupos, tinham uma leve queda pelos verdinhos. "Eles acabam experimentando alimentos diferentes quando cozinham com os pais", explica a pós-doutoranda da universidade e uma das autoras do trabalho, Yen Li Chu. E mais: a inclusão dos pequenos no preparo de refeições traz outro benefício. Os garotos que vestem o chapéu de chef pelo menos uma vez na semana têm uma consciência maior sobre a importância de escolhas saudáveis. "Ao se envolverem na cozinha de casa, os jovens aprendem a escolher melhor o que irão comer na rua", observa, com segurança, Yen.

Refeição em família

1. Leve seu filho ao mercado. Faça questão de passar pela seção de verduras e fale um pouco sobre cada uma delas.

2. Na hora do preparo, peça para o pequeno cortar alguns vegetais. Mas lembre-se de que a faca deve ser sem ponta. Incentive-o a provar uma rodela ou outra.

3. Funções simples, como mexer a salada ou montar um sanduíche, também ajudam a cumprir o objetivo. A ideia é beliscar e conhecer os ingredientes saudáveis.

Texto Caroline Randmer

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/lugar-crianca-cozinha-699855.shtml
 

 

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Saúde

Adolescentes na academia

A busca do corpo perfeito leva os adolescentes a frequentar cada vez mais as academias. Fique atento com os perigos da atividade física em excesso e procure sempre acompanhamento profissional.

Nos dias atuais, pré-adolescentes e adolescentes frequentam, cada vez mais, academias na tentativa de ficar com o corpo perfeito. Mas a até que ponto isso é saudável?

É na adolescência que meninos e meninas estão formando sua identidade e seu corpo, por isso a grande preocupação com a aparência. Mas todo cuidado é pouco quando o assunto é perder peso ou definir os músculos, pois isso pode desencadear distúrbios alimentares como a bulimia, a anorexia e também a vigorexia, que ocorre quando o jovem, mesmo musculoso, se acha flácido e magro. Pesquisas realizadas pelo Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo, com adolescentes entre 11 e 18 anos, mostraram que 47% deles já tinham feito algum tipo de dieta alimentar; e que 5% fizeram uso de diuréticos, laxantes ou indução de vômito, na tentativa de perder peso.

Como os jovens estão começando a frequentar as academias cada vez mais cedo, os pais devem estar alertas para o fato de que todos os exercícios na academia devem ser orientados por um profissional especializado, sempre lembrando os filhos para os perigos do excesso de exercícios, que podem provocar luxações, prejuízo no crescimento, falta de amadurecimento do músculo cardíaco, desequilíbrio hormonal decorrente da liberação errada de hormônios sexuais, perda de elasticidade dos nervos, dentre outros problemas no organismo. O Dr. Emerson Zanoni, ortopedista do Hospital VITA, em Curitiba, sugere que, “Jovens com menos de 16 anos devem fazer outros tipos de atividades físicas, como esportes, caminhadas ou natação". Outro ponto preocupante é que os adolescentes, principalmente os meninos, em busca de músculos perfeitos, acabam fazendo uso de anabolizantes, o que pode trazer sérias consequências ao organismo.

Ainda que especialistas recomendem aos adolescentes esportes como vôlei, futebol e natação, em alguns casos a musculação pode ser vantajosa, mas, claro, com a orientação de um especialista.

Por Paula Louredo
Graduada em Biologia

http://educador.brasilescola.com/comportamento/adolescentes-na-academia.htm

 

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