10 livros com ilustrações incríveis

Uma seleção de livros onde as ilustrações contam a história.

Que critérios são empregados para publicar este ou aquele livro ilustrado? Tanto Júlia Schwartz, da Cia. das Letrinhas, quanto Isabel Lopes Coelho, da Cosac Naify, asseguram que a escolha é determinada de modo subjetivo – gosto, a bem da verdade. Fica claro que o desenho é a alma deste negócio, pois é ele que vai contar a narrativa, às vezes, com o auxílio da palavra escrita. A seguir, dê atenção à seleção de livros ilustrados das principais editoras do nosso mercado – todos eles recomendados para leitores a partir de 2 anos.

O sonho de Vitório, de Veridiana Scaperlli (Cosac Naify)

Com um desenho especialmente colorido, a jovem Veridiana Scarpelli faz sua estreia neste cenário literário com a narrativa surrealista de um porquinho que deseja se tornar um super-herói com poderes de voar ou explorar as águas do oceano. É quando ele encontra uma passagem secreta que o conduz para a festa onde os animais se fantasiam de outros bichos.

Assim ou assado, de Dobroslav Foll (Cosac Naify)

Foll, de nacionalidade tcheca, é conhecido por trabalhar com design gráfico, escultura e gravura. Nesta obra, ele criou a brincadeira de descobrir figuras escondidas no desenho com a ajuda de uma lâmina de acetato listrada. O efeito é surpreendente: além da relação entre as formas de contextos diferentes, o gesto de manipular o livro faz com que o leitor dê sentido à própria história.

O outro lado, de Istvan Banyai (Cosac Naify)

O húngaro Istvan Banyai é cultuado pelo público adulto por suas capas da revista norte-americana The New Yorker. Entretanto, o artista dedica boa parte de sua produção visual aos livros ilustrados, que não são necessariamente voltados para as crianças. Mesmo assim, eles cativam os olhos infantis por sua criatividade – caso de "O outro lado", que brinca com o que está dentro e fora, em cima e embaixo, quente e frio, perto e longe etc.

Zoom, de Istvan Banyai (Brinque Book)

Outro trabalho provocante de Banyai – sem palavras, pode ser entendido de trás para frente, por exemplo. Suas ilustrações jogam com as noções de perspectiva: o leitor fica com a impressão, vez por outra, de estar se afastando da página…

A toalha vermelha, de Fernando Vilela (Brinque Book)

É ilustrado com técnica que usa fita crepe – textura que serve de moldura à viagem que se inicia na superfície da Terra e conduz, cada página servindo de lupa, ao fundo do mar. Detalhe: o autor transmite extensa informação sobre fauna e flora do planeta em sua narrativa visual.

É o Bicho!, de Jean-Claude R. Alphen (Cia das Letrinhas)

Livro ilustrado que se serve de formas geométricas e cores vivas para apresentar ao leitor infantil o nascimento de um desenho – como surge a ideia artística, em suma.

Telefone sem Fio, de Ilan Brenman e Renato Moriconi (Cia das Letrinhas)

A ideia é de Brenman, que convidou o amigo Moriconi para ilustrar o jogo do "telefone sem fio" – sem palavras, só com imagens, o encadeamento de situações é divertido e bastante imaginativo. Os desenhos são resultado de pintura a óleo, tamanho gigante, causando impacto em cada página.

Cantiga de Trem, de Sandra Lopes (Editora Prumo)

O tema em destaque é transportado a bordo de uma Maria-Fumaça – ela percorre o território das cantigas populares mais conhecidas do nosso folclore. O livro, que conta com ilustrações de Renato Moriconi, tem tamanho grande (30cm x 18cm). Ele serve de introdução, ao público mrim, de aspectos fundamentais da cultura brasileira.

Raio de Sol, Raio de Lua, de Celso Sisto (Editora Prumo)

Trata-se de um conto popular do Senegal adaptado para o público infantil por Celso Sisto, com ilustrações de Mauricio Negro – que, a propósito, utilizou areia, pigmentos e grafismos de etnias africanas para ressaltar o conteúdo narrativo.

Não vou dormir, de Christiane Gribel (Global Editora)

Desenho e história tratam dessa situação tão peculiar do cotidiano infantil – o livro ajuda papai e mamãe a refletirem sobre as razões de seu filho resistir ao sono, assim como o respeito aos limites da criança e àqueles impostos por eles próprios. Tudo apresentado de modo delicado, atraindo a identificação da criança (e dos pais) desde o primeiro contato.
 

Texto Marion Frank

Educar para Crescer

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