Lição de Casa


Para que serve a lição de casa?

Após um dia longo no trabalho, os pais ainda se veem diante de mais um compromisso: apoiar os filhos na realização da lição de casa. E o cansaço que surge neste momento faz muitos se perguntarem por que, afinal, a escola manda exercícios e trabalhos para serem feitos em casa e se realmente vale a pena tanto esforço (deles e dos filhos).

Lição de casa é participação 

 

Para os especialistas em Educação, são várias as respostas para este questionamento e todas elas reforçam a importância do estudo no lar. Um dos pontos de defesa da lição de casa é, exatamente, o fato de ela proporcionar este momento do aluno com os pais. "Uma das principais funções da lição é contribuir para a integração e interação entre aluno, professor e família. Por meio dela é possível saber o que está acontecendo na sala de aula, qual o conteúdo que está sendo ministrado, o que está sendo cobrado e qual o grau de dificuldade ou facilidade que o filho está tendo com o tema", esclarece Rose Mary Guimarães Rodrigues, professora do curso de Pedagogia da Unitri (Centro Universitário do Triângulo).

Há também, os aspectos inerentes ao aprendizado que são trabalhados pela lição de casa, como lista a psicóloga especializada em Educação Especial, Danila Coser, ao apresentar os motivos tradicionalmente apontados pelos professores para justificar a tarefa para o lar:

– Ajuda a reter o conteúdo apresentado
– Aumenta o entendimento dos temas
– Melhora o pensamento critico
– Desperta para autonomia e responsabilidade
– Colabora para ter uma organização voltada para o estudo
– Provoca a independência de estudar sem estar na sala de aula

Para que estes benefícios tenham efeito é preciso garantir uma lição de casa de qualidade (confira as 10 características da Lição de Casa ideal) e tomar cuidados para que a lição de casa não vire um problema entre pais e filhos, tornando a hora da lição uma verdadeira hora de pesadelo, cheia de cobranças e censuras.

Segundo as duas entrevistadas, uma lição de casa bem orientada pode ter três funções diferentes:

1. Retomar a matéria dada em sala de aulaSerá que seu filho realmente entendeu a explicação dada na classe? A melhor forma de ter esta certeza é tentar resolver, sozinho e em casa, um exercício parecido com o que fez na classe. Às vezes, o que fazia todo o sentido na sala parece um mistério em casa… (e aí, é aproveitar a próxima aula para tirar dúvida com o professor)

2. Ampliar os conceitos apresentadosA tarefa de casa pode quer ir além do que foi dito pelo professor no curto espaço de tempo que ele tem na sala de aula. Após uma aula sobre insetos, por exemplo, a tarefa pode ser descobrir o processo de fabricação da seda (tecido originado do bicho-da-seda). Neste tipo de lição, o desafio é que os alunos complementem as informações dadas na aula, seja pesquisando, seja tentando resolver uma questão mais complexa, seja interpretando e dando sua visão sobre o assunto.

3. Preparar para conteúdos futurosO próximo capítulo do material escolar de geografia vai falar sobre urbanização e a professora pede como lição de casa que seu filho entreviste vizinhos e comerciantes da região para perguntar quais os principais problemas do bairro. Vai ficar muito mais fácil seu filho entender as consequências da vida nas cidades desta forma, não?

 

 

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Frei Betto: "Eu me descobri escritor graças à lição de casa". Autor de 54 livros, ele conta que tudo começou com uma redação elogiada na classe pela professora.

Um dos momentos mais marcantes da minha vida escolar – e da minha infância – tem a ver com a lição de casa. Eu tinha 8 anos de idade e minha professora, dona Dercy Passos, entrou na classe com um maço de redações que havíamos feito como tarefa doméstica. Começou a analisar em voz alta uma por uma, listar os erros e problemas… Os alunos atentos e eu pouco aflito que nunca chegava a minha. Fui o último a ouvir os comentários sobre minha composição, que recebeu elogios. ‘Todos deviam fazer como o Carlos Alberto, que não pede aos pais para escrever o trabalho no lugar dele’, disse ela. Foi quando me descobri escritor.

Volta e meia esse episódio me vem à mente, e olha que já estou no 54º livro, que acabo de entregar para a editora – um deles, chamado "Alfabetto", foi minha autobiografia escolar, do jardim de infância à universidade. Jamais me passava pela cabeça que os pais de alguém fizessem o dever no lugar do aluno. Depois desse episódio, então, é que me dediquei ainda mais às redações. Naquela época chamávamos de composições, razão pela qual comecei a me sentir meio como um músico, ou seja, um compositor quando me sento para escrever.

Era muito caprichoso no dever de casa. Nos meus tempos de estudante, a tarefa tinha de ser bastante apresentável, com bom aspecto, ainda que no meu caso o conteúdo às vezes fosse falho. É que, descobri apenas adulto, sou uma pessoa monotemática: se me interesso por uma disciplina, vou fundo nela. Dependia do ano, do meu interesse e da capacidade pedagógica do professor em me cativar.

A lição de casa serviu para eu descobrir também o meu lado pesquisador. Sem a disciplina que adquiri graças a ela, teria sido difícil escrever alguns livros que exigiram muito estudo, como "Minas de Ouro", que saiu em 2011 após treze anos de estudo sobre a história de Minas Gerais, meu estado natal.

O dever de casa facilita algo fundamental na nossa formação que é a síntese cognitiva, elencar as informações. Lembro que minha mãe sempre obrigava meu irmão e eu a lermos muito. A gente esparramava um monte de enciclopédias e dicionários na mesa da sala de jantar… Era um momento especial, que acho que todo mundo devia cultivar com os filhos. Não pode ser algo tolerado, com um olho no dever da criança e outro na televisão. Para o filho tem de ser um dever, para o pai ter de ser um prazer.

Frei Betto, 68 anos, é escritor (e ex-religioso). Lançou 53 livros, editados no Brasil e no exterior desde 1976 – o próximo está previsto para o ano que vem.

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